11 October 2011

RAIVA? RA!

por Ana Veet Maya
A raiva dói. A raiva arde. A raiva cega e faz gritar.

É um calor que faz seu coração bater tão rápido, faz o sangue correr numa velocidade, que até cega sua razão e faz você explodir como um monstro.

E quando a raiva explode, a força é tão grande, é tanta energia, que você fica dotado de uma força física tremenda, parece até um daqueles transportadores de empresas de mudança, verdadeiros armários e cheios de força!
Incrível, mas nos momentos mais raivosos, você corre, rasga, muda, pinta uma parede em um segundo, desencalacra aquele projeto, vomita o sapo que estava entupindo a sua garganta, faz uma mudança, muda de emprego, reforma seu quarto, move um móvel com um sopro e manda pra longe o que estava atravancando o seu caminho!

A raiva faz você focar imediatamente.
E você sempre sabe o porquê da raiva.

Você pode dar vazão a ela de diversas formas construtivas: capinando seu jardim, fazendo uma mega faxina na sua casa, correndo na esteira da academia, socando o saco de pancada, participando de uma maratona, nadando, martelando e demolindo aquela parede, reformando aquele móvel, lavando o seu carro, rasgando as fotografias dele, liberando os pensamentos que incendeiam sua ira e poderiam se voltar contra você, seu bem-estar e o bem estar do próximo.

- Aquele idiota! Aquela trouxa que me traiu!
E corre mais rápido!.

- Ele vai ver! Vou mostrar pra ele como se faz!
E desmonta um móvel, conserta, realinha e muda de lugar, tudo sozinha.

- Aquela maldita! Ela me traiu! Ela vai se arrepender!
E nessa decisão, tranca a boca, emagrece, compra roupas novas e fica lindo!



Ai Deus! Sobre o que estou mesmo escrevendo? É sobre a raiva? Ou é sobre motivação, amor?

A raiva é uma energia. I N T E N S A.

Enquanto você não assumir que sente raiva, vai ficar com ela aí dentro bem trancadinha e disfarçada, causando esse enjôo, essa azia, essa frustração, essa prisão de ventre...


E quanto mais mal-estar, mais enfezado você fica...

E fica por aí exalando o seu azedume, a sua amargura.

O mau-cheiro sai por todos os poros. Está presente em todas suas ações e reações!

A raiva fede!
E esse fedor de merda vai entupindo o bueiro da mente e trancafiando o seu coração!

Grite! Corra! Amasse papel! Rasgue jornal!

Faça meditações ativas, pule, dance, chacoalhe!
Transpire! O suor libera as toxinas produzidas pela raiva!

Liberte suas emoções! Todas elas. Inclusive, a raiva...

Esse sentimento que os hipócritas e os inconscientes dizem que não sentem!

Afinal, são tantos os sábios e santos que nos circundam...

Liberte seu grito. Deixe seu coração respirar!

Raiva? Ra!
“...Todos estes que aí estão atravancando o meu caminho, eles passarão… Eu passarinho!...”Mário Quintana


9 October 2011

AONDE VOCÊ QUER CHEGAR?

por Ana Veet Maya
Seguindo a solicitação da leitora Lígia Duarte, vamos hoje conversar sobre a sabotagem.
Aquela sabotagem contra nós mesmos, para que um projeto que dizemos desejar, não vá para frente.
Por exemplo: você decide fazer aquela dieta, começa com o maior entusiasmo.
Elimina seis quilos e “tá firmona” e se sentindo revigorada.

Naquela tarde, encontra o seu ex que ainda ama, ele já com outra, finge que nem te viu...
Pronto! Bastou ser ignorado, sentir-se rejeitado por um instante e já vai correndo pra doceira e compra a bomba de chocolate mais calórica...

Que sabotagem é essa?

Bem, desde pequenininhos aprendemos a nos proteger e buscar nossos oásis emocionais.

Nossa herança genética ao lado da nossa criação, as coisas que aprendemos desde nosso nascimento, nossas formas de interação com o mundo, os jeitos que descobrimos e que deram certo para nos sentirmos felizes, reconhecidos, vivos, gratificados e cheios de prazer. Tudo isso foi formando padrões de comportamento.

Quando não nos sentimos felizes com nossas ações e reações e queremos mudar, primeiramente teremos que descobrir quais são os mecanismos que utilizamos para nos proteger.

O cardápio de “mecanismos de defesa” está aí para amparar o nosso ego.
Em certos momentos dizemos querer muito algo, mas desistimos no meio do caminho. Aí falamos pra nós mesmos:
- Não! Eu não queria isso não! Nem era um bom projeto. Eu seria infeliz fazendo aquilo...
Esse é o mecanismo da RACIONALIZAÇÃO.
Você se sente impotente, amedrontado, muitas vezes sem a coragem e a ousadia pra enfrentar o novo projeto e prefere fingir, "racionalizando! que ele não era mesmo tão legal...
E continua no velho padrão.
Afinal, o velho padrão é muito mais seguro e exige bem menos de você...
É o que chamamos de mecanismo das “uvas verdes”. Como na fábula. A raposa tentou demais pegar as uvas apetitosas. Como não conseguiu, falou que não queria mesmo, porque as uvas estavam verdes...

Tem aqueles momentos que você quer demais namorar aquele gato. Faz de tudo pra chamar-lhe a atenção e não consegue de forma alguma. Sente-se péssima e rejeitada.
Aí, vai ao shopping e gasta todo seu salário em roupas e badulaques. A cada compra, sente-se mais e mais feliz. Esse é o mecanismo da “compensação”.
É o mesmo mecanismo que faz você comer uma barra de chocolate inteira, cada vez que se sente feia ou rejeitada.

Muitas pessoas parecem ser imunes aos desejos da carne... Muitos, com certeza, fazem uso do mecanismo conhecido como "sublimação".

Eu poderia aqui ficar discursando sobre todos os mecanismos que utilizamos para nos sentir mais felizes e equilibrados. Mas vou direto pro final e lhe respondo:
- Conheça-se!

Fique consciente dos jeitinhos que sua “mente” aprendeu para ludibriá-lo.

Os hábitos que desenvolvemos e nos mantém presos à nossa realidade, se desejarmos de fato, podem ser mudados.

Mas para mudar um padrão, primeiro de tudo precisamos ter consciência dele!

Depois, ter vontade e coragem para mudar.

E depois, muita disciplina e perseverança.

Porque as quedas existem.
Mas poderemos sempre levantar, superar, perdoarmos as nossas fraquezas e prosseguirmos rumo às mudanças que nos propusemos.

Se estamos há anos condicionados a realizar algo de uma mesma forma, para mudar, precisamos estar muito firmes da nossa decisão.

Se essa firmeza e vontade não estão tão definidas, qualquer “sabotagem” acontecerá com muita facilidade.

Ficamos arrumando mil desculpas e normalmente colocamos a culpa da nossa falta de êxito no outro. Necessitamos de culpados para proteger o nosso ego.

Interpretaremos por vezes o papel da “vítima”.

Outras tantas, o papel do “herói”.

Somos mesmo umas cebolas, cheios de máscaras de auto-proteção, camadas protetoras que não nos permitem conhecer a nossa essência.

Então o caminho é ir pro “fundo”.

Meditar.

Buscarmos a nossa naturalidade.

Buscarmos o desprendimento. O desapego. A valorização do que já somos.

A importância do “ser” e não do “ter”.

Aceitarmo-nos com nossa grandeza e fraqueza.

Aceitarmos todas as possibilidades e abrirmo-nos para as mudanças.

Vencer a preguiça.

E continuarmos a caminhar, mesmo depois de tantas quedas.

Porque ninguém vai seguir o seu caminho.

Só você é quem sabe onde mesmo quer chegar.

Aonde você quer chegar?


(pesquise mais sobre o tema MECANISMOS DE DEFESA e sempre que possível, procure a ajuda de um profissional da área, um psicólogo, um psicanalista, um terapeuta, um educador)

7 October 2011

SIGAMOS CAMINHANDO

por Ana Veet Maya
A saudade de quem partiu dói demais.

É um oco, uma bola no estômago, um frio no peito, uma tristeza no coração.

Não há palavras que a descreva.
Só mesmo quem a sentiu e ainda sente, pra entender do que estou falando.


É um vazio que sabemos nada irá preencher.

É o silêncio; é a ausência da palavra que o outro nunca mais vai te falar.

É o tato, o toque, a companhia, os sorrisos de cumplicidade que nenhum outro sorriso substituirá.

A ausência não está. Ela é.

E nos momentos em que a saudade aperta, as lágrimas são o bálsamo que renova a nossa energia.
Somos resultado das experiências que escolhemos viver, de tudo que conseguimos aprender, da coragem que tivemos para mudar e da humildade para aceitar o imutável e continuar a caminhada.
Somos infinitos e o amor nunca cessa.
Sigamos amando. Sigamos caminhando.

5 October 2011

AGORA

por Ana Veet Maya
Tempo de poesia

De brisas e de cores

Tempo de beijos, amores

Porque hoje é dia de festa.

E na seresta encantada

Serei eu a tua amada

E tu, meu anjo e meu rei.

28 September 2011

SÓ DE AMOR NÓS VIVEREMOS

por Ana Veet Maya                                                                                                         
Sem palavras
Só sentidos
Estou atenta
E ocupada
Já te dei
A madrugada
Meu pensar
Já tens ó pá.

Se me queres
Por senhora
Não fujais
Enfrente a sina
O amor
Já te aguarda
Está bem perto
Lá na esquina



O destino,
O acaso
Chames tu
Como bem queiras
Alma gêmea
Não se encontra
Em qualquer canto
Em qualquer beira.

Aproveita
Este momento
Meu aviso
É de bom grado
Pois eu sei
Que tu me queres
Meu querido
Meu amado.

Eu te espero
Desde sempre
E felizes
Nós seremos
Se tu fores
Corajoso
Só de amor
Nós viveremos...

27 September 2011

PORQUE AMAR É SEMPRE A RESPOSTA

por Ana Veet Maya

Num certo dia parece que tudo está tão confuso!
Você fala com os amigos e, de repente, quem te entendia não te entende mais.
Você conversa com a mãe, com o pai, com os irmãos, com todos seus familiares e só ouve críticas e ninguém entende o seu ponto de vista.
Aí, abatido e se sentindo solitário e incompreendido, você sai pra rua, leva um tombo!
Pega o ônibus, ele quebra...
E agora?
O que fazer nessa hora que sente que o mundo está de cabeça pra baixo e você de pernas pra cima?
É, meu irmão... Isso acontece para todos.
Todos somos seres de luz, mas, por vezes, a escuridão nos pega.
O que serve pra mim, pode não servir pra você. Mas pode servir como referência pra você ter uma idéia inovadora, não é?
Nos meus momentos mais tristes, confusos e de profunda solidão, eu silencio.
Ao mesmo tempo em que silencio, cerco meu ambiente de coisas agradáveis. Boa música não pode faltar!
E tem outra coisa que me equilibra imediatamente: recito um mantra, um salmo ou faço alguma oração.
A palavra tem poder!
Por que não usar o poder da palavra ao nosso favor?
Você pode não ter religião.
Leia poesias, por exemplo.
Leia histórias construtivas que o motivem a continuar a caminhada.
Existe um material infinito à sua disposição nas bibliotecas, na Internet, no Google, no Youtube.
Use todas as ferramentas que estão à sua disposição, meu amigo!
Apenas não perca o seu tempo com tristezas, desmotivações e raivas eternas.
Compartilho com vocês um vídeo muito motivador de Robert Happé.
Robert Happé nasceu em Amsterdã, Holanda. Estudou religiões e filosofias na Europa e dedicou-se desde então a descobrir o significado da vida.
Desde 1987 vem compartilhando informações em forma de seminários e workshops em países da Europa, na África do Sul, nos EUA, na Austrália, e no Brasil.
Seu trabalho é independente, estando desvinculado, sob todo e qualquer aspecto, de organizações religiosas, seitas, cultos e outros grupos.

Saboreie e siga avante!
Porque amar é sempre a resposta!

25 September 2011

BOM DOMINGO

por Ana Veet Maya
Está se sentindo desanimado, num sabe direito por onde começar o seu dia?
Calma.
Pare.
Alongue-se.
Dê aquela esticada de braços, aquela abertura no peito.
Olhe o céu!
Conecte-se com o Divino e com o mestre que habita dentro de você.
Concentre-se na sua respiração.E respire com consciência.
Deixe o ar entrar e abrir todos os caminhos.
Entre em contato com seu corpo, com sua energia.


Como você tem se alimentado?
Quanto de água tem bebido?
Tem dormido bem?
Está evacuando bem?
Tem dado muita importância pra matéria?
Tem conseguido fazer exercícios físicos e alongamentos?
Veja onde está a carência.
Aconteceu algo que te magoou?
Alguém te machucou com palavras e atitudes?
Perdoe.
Não espere nada que parta do outro.
Se está sentindo saudade, entre em contato.
Se está sentindo falta de amor, seja o amor.
Não espere nada que parta do outro.
Faça você mesmo.
Sem expectativa de nada receber em troca.
Aceite seu momento. Não crie resistência.
Deixe que tudo flua naturalmente.
Desapegue-se.
E cante. Cante!
Encha seu peito e sua casa de música.
Quem canta seus males espanta.
E, de repente, quando se olhar no espelho verá que aquela baixa energia acabou e você se renovou com uma energia vibrante e colorida.
Bom domingo!

19 September 2011

A AMIZADE

por Ana Veet Maya
Hoje falarei sobre a amizade.
A jornada na terra, a aprendizagem, a evolução é a nossa meta.
Ninguém poderá aprender e nem evoluir por nós.
Temos pessoas que nos contagiam e muitas vezes são para nós exemplos de bondade e evolução.
Mas nossa jornada é individual, própria, tem a nossa cor e o nosso ritmo.
Encontraremos parceiros de jornada, almas afins que compartilharão momentos importantes desta nossa vida terrena.
Amigos que estimularão nossas descobertas, que sorrirão com nossos avanços.
Amigos que nos motivarão a levantar depois da queda.
Existem momentos em que estamos nos sentindo fracos e basta um telefonema de um amigo para fazer nosso coração sorrir. Porque nos sentimos lembrados, amados.
E essa sensação acorda a nossa auto-estima, nos faz levantar e seguir em frente.
Assim, se você pensar num amigo neste momento, escreva-lhe uma nota.
Mande-lhe um torpedo. Faça uma ligação ou uma visita.
O pensamento é mais rápido que a luz.
Nossas mentes estão conectadas e nada acontece por acaso.
Respire profundo.
Envie-lhe está onda de amor e saiba que ele receberá!
Lembre-se que os animais também são nossos amigos leais.
E sempre que tivermos o privilégio de conviver com animais, devemos aproveitar a chance de crescimento e evolução.
Bom dia e boa semana amigos!
E aos que ainda não conheci, até breve, se a vida o desejar!

16 September 2011

A ZEZINHA TÁ CHAMANDO!

por Ana Veet Maya
Muitos anos na prática educativa, outros na saúde, ouço a vida inteira queixas e mais queixas.

Muitos magoados porque não se sentem tão belos, outros não se sentem tão inteligentes. Alguns se sentem infelizes e outros tantos perseguidos pela sorte.

Mas o fato é que nada detém a vontade e disciplina de quem quer e faz!

Hoje li no perfil da minha amiga Zezinha lá no Face:
“ -Chorem, mulheres... Eu não tenho celulite... :-)))"
 (https://www.facebook.com/?ref=home#!/profile.php?id=100000240998003 )

Aposto que de fato, muitas sentirão inveja...

Especialmente, as preguiçosas, as que não têm disciplina e nem coragem!
Faça sol ou faça chuva, Zezinha faz suas corridas, aulas de musculação, exercícios abdominais, glúteos, etc. E é boa esposa, amiga e mãe também.

Se dá tempo pra ela, por que não dá tempo pra todas nós?

Isso é uma questão de meta, objetivos, prioridade!

Portanto, antes de você se olhar no espelho e ficar de novo se queixando de tudo o que não tem, ame o que tem e estabeleça novas metas que a façam sentir mais realizada e viva.

Quem faz o que gosta e se ocupa com o próprio crescimento e renovação, não tem do que se queixar, nem tem tempo pra maldizer ou invejar!

Vamos levantar logo dessa cadeira, sair desse computador
e nos exercitar.
                                A Zezinha tá chamando!

30 August 2011

COLESTEROL

Olá amigos! Saúde a todos!

Costumo receber vários e-mails, alguns muito valiosos, como os que recebo de meu querido mestre Prashanto.

Sempre quis escrever sobre essa maldição que parece nos perseguir: o colesterol.

Eu mesma, que nunca havia tido qualquer problema, num momento de muito estresse vi a bandida taxa de colesterol aumentar! Justo eu, que não como gorduras e faço exercícios!

Atendo a muitas pessoas bastante magras e com taxas de colesterol altíssimas. Pessoas que não ingerem gorduras e, ainda assim, tem problemas imensos e não conseguem baixar a taxa... Atendo também pessoas bastante obesas, que não tem a taxa do colesterol alta.

Isso sempre me deixou encafifada.

Recomendo uma alimentação balanceada, natural, rica em fibras, muita água e exercícios.

E não tem mesmo como fugir disso, gente!

Pra baixar nossa taxa de colesterol, vamos dizer adeus aos bolos doces e deliciosos, a farinha branca, aos prazerosos, mas terríveis, carbohidratos! E dá-lhe exercícios! Temos que enfrentar e fazer tudo isso, se quisermos viver mais e com qualidade de vida sempre!

Não sou médica, sou apenas uma terapeuta que trabalha com comunicação e qualidade de vida.

Gostei demais do e-mail que recebi do Prashanto, com o texto do Dr. Dwight Lundell e assim, resolvi compartilhar!

"Dr Lundell é ex-Chefe de Gabinete e Chefe de Cirurgia no Hospital do Coração Banner, Mesa, Arizona. Sua prática privada, Cardíaca Care Center foi em Mesa, Arizona. Recentemente, Dr. Lundell deixou a cirurgia para se concentrar no tratamento nutricional de doenças cardíacas. Ele é o fundador da Fundação Saúde dos Humanos, que promove a saúde humana com foco na ajuda às grandes corporações promover o bem estar. Ele é o autor de "A Cura para a Doença Cardíaca e A Grande Mentira do Colesterol".

Agradeço ao mestre Prashanto por compartilhar sempre o melhor com todos nós da Escola de Mistérios.

A mim, o texto esclareceu muito.

Espero que também esclareça a você, querido leitor!

Paz e luz!
Ana Veet Maya

Colesterol não é o inimigo que você foi induzido a crer 1/6/2011



Cirurgião Cardíaco admite enorme erro!
Por Dr. Lundell Dwight, MD

Nós os médicos com todos os nossos treinamentos, conhecimento e autoridade, muitas vezes adquirimos um ego bastante grande, que tende a tornarmos difícil admitir que estamos errados. Então, aqui está. Admito estar errado...

Como um cirurgião com experiência de 25 anos, tendo realizado mais de 5.000 cirurgias de coração aberto, hoje é meu dia para reparar o erro de médicos com este fato científico.Eu treinei por muitos anos com outros médicos proeminentes rotulados como "formadores de opinião." Bombardeado com a literatura científica, sempre participando de seminários de educação, formuladores de opinião que insistiam que doença cardíaca resulta do fato simples dos elevados níveis de colesterol no sangue.

A terapia aceita era a prescrição de medicamentos para baixar o colesterol e uma severa dieta restringido a ingestão de gordura. Este último é claro que insistiu que baixar o colesterol e doenças cardíacas. Qualquer recomendação diferente era considerada uma heresia e poderia possivelmente resultar em erros médicos.

Ela não está funcionando! Estas recomendações não são cientificamente ou moralmente defensáveis. A descoberta, há alguns anos que a inflamação na parede da artéria é a verdadeira causa da doença cardíaca é lenta, levando a uma mudança de paradigma na forma como as doenças cardíacas e outras enfermidades crônicas serão tratados.

As recomendações dietéticas estabelecidas há muito tempo ter criado uma epidemia de obesidade e diabetes, cujas consequências apequenam qualquer praga histórica em termos de mortalidade, o sofrimento humano e terríveis consequências econômicas.

Apesar do fato de que 25% da população tomar caros medicamentos a base de estatina e, apesar do fato de termos reduzido o teor de gordura de nossa dieta, mais americanos vão morrer este ano de doença cardíaca do que nunca. Estatísticas do American Heart Association, mostram que 75 milhões dos americanos atualmente sofrem de doenças cardíacas, 20 milhões têm diabetes e 57 milhões têm pré-diabetes. Esses transtornos estão a afetar pessoas cada vez mais jovens em maior número a cada ano.

Simplesmente dito, sem a presença de inflamação no corpo, não há nenhuma maneira que faça com que o colesterol se acumule nas paredes dos vasos sanguíneos e cause doenças cardíacas e derrames. Sem a inflamação, o colesterol se movimenta livremente por todo o corpo como a natureza determina. É a inflamação que faz o colesterol ficar preso.

A inflamação não é complicada - é simplesmente a defesa natural do corpo a um invasor estrangeiro, tais como toxinas, bactéria ou vírus. O ciclo de inflamação é perfeito na forma como ela protege o corpo contra esses invasores virais e bacterianos. No entanto, se cronicamente expor o corpo à lesão por toxinas ou alimentos no corpo humano, para os quais não foi projetado para processar, uma condição chamada inflamação crônica ocorre. A inflamação crônica é tão prejudicial quanto a inflamação aguda é benéfica.

Que pessoa ponderada voluntariamente exporia repetidamente a alimentos ou outras substâncias conhecidas por causarem danos ao corpo? Bem, talvez os fumantes, mas pelo menos eles fizeram essa escolha conscientemente. O resto de nós simplesmente seguia a dieta recomendada correntemente, baixa em gordura e rica em gorduras poli-insaturadas e carboidratos, não sabendo que estavam causando prejuízo repetido para os nossos vasos sanguíneos. Esta lesão repetida cria uma inflamação crônica que leva à doença cardíaca, diabetes, ataque cardíaco e obesidade.

Deixe-me repetir isso. A lesão e inflamação crônica em nossos vasos sanguíneos é causada pela dieta de baixo teor de gordura recomendada por anos pela medicina convencional.

Quais são os maiores culpados da inflamação crônica? Simplesmente, são a sobrecarga de simples carboidratos altamente processados ​​(açúcar, farinha e todos os produtos fabricados a partir deles) e o excesso de consumo de óleos ômega-6 (vegetais como soja, milho e girassol), que são encontrados em muitos alimentos processados.

Imagine esfregar uma escova dura repetidamente sobre a pele macia até que ela fique muito vermelho e quase sangrando. Faça isto várias vezes ao dia, todos os dias por cinco anos. Se você pudesse tolerar esta dolorosa escovação, você teria um sangramento, inchaço e infecção da área, que se tornaria pior a cada lesão repetida. Esta é uma boa maneira de visualizar o processo inflama tório que pode estar acontecendo em seu corpo agora.

Independentemente de onde ocorre o processo inflamatório, externamente ou internamente, é a mesma. Eu olhei dentro de milhares e milhares de artérias. Na artéria doente parece que alguém pegou uma escova e esfregou repetidamente contra a parede da veia. Várias vezes por dia, todos os dias, os alimentos que comemos criam pequenas lesões compondo em mais lesões, fazendo com que o corpo responda de forma contínua e adequada com a inflamação.

Enquanto saboreamos um tentador pão doce, o nosso corpo responde de forma alarmante como se um invasor estrangeiro chegasse declarando guerra. Alimentos carregados de açúcares e carboidratos simples, ou processados ​​com óleos omega-6 para durar mais nas prateleiras foram a base da dieta americana durante seis décadas. Estes alimentos foram lentamente envenenando a todos.

Como é que um simples bolinho doce cria uma cascata de inflamação fazendo-o adoecer?

Imagine derramar melado no seu teclado, ai você tem uma visão do que ocorre dentro da célula. Quando consumimos carboidratos simples como o açúcar, o açúcar no sangue sobe rapidamente. Em resposta, o pâncreas segrega insulina, cuja principal finalidade é fazer com que o açúcar chegue em cada célula, onde é armazenado para energia. Se a célula estiver cheia e não precisar de glicose, o excesso é rejeitado para evitar que prejudique o trabalho.

Quando suas células cheias rejeitarem a glicose extra, o açúcar no sangue sobe produzindo mais insulina e a glicose se converte em gordura armazenada.

O que tudo isso tem a ver com a inflamação? O açúcar no sangue é controlado em uma faixa muito estreita. Moléculas de açúcar extra grudam-se a uma variedade de proteínas, que por sua vez lesam as paredes dos vasos sanguíneos. Estas repetidas lesões às paredes dos vasos sanguíneos desencadeiam a inflamação. Ao cravar seu nível de açúcar no sangue várias vezes por dia, todo dia, é exatamente como se esfregasse uma lixa no interior dos delicados vasos sanguíneos.

Mesmo que você não seja capaz de ver, tenha certeza que está acontecendo. Eu vi em mais de 5.000 pacientes que operei nos meus 25 anos que compartilhavam um denominador comum - inflamação em suas artérias.

Voltemos ao pão doce. Esse gostoso com aparência inocente não só contém açúcares como também é cozido em um dos muitos óleos omega-6 como o de soja. Batatas fritas e peixe frito são embebidos em óleo de soja, alimentos processados ​​são fabricados com óleos omega-6 para alongar a vida útil. Enquanto ômega-6 é essencial - e faz parte da membrana de cada célula controlando o que entra e sai da célula - deve estar em equilíbrio correto com o ômega-3.

Com o desequilíbrio provocado pelo consumo excessivo de ômega-6, a membrana celular passa a produzir substâncias químicas chamadas citocinas, que causam inflamação.Atualmente a dieta costumeira do americano tem produzido um extremo desequilíbrio dessas duas gorduras (ômega-3 e ômega-6). A relação de faixas de desequilíbrio varia de 15:1 para tão alto quanto 30:1 em favor do ômega-6. Isso é uma tremenda quantidade de citocinas que causam inflamação. Nos alimentos atuais uma proporção de 3:1 seria ideal e saudável.

Para piorar a situação, o excesso de peso que você carrega por comer esses alimentos, cria sobrecarga de gordura nas células que derramam grandes quantidades de substâncias químicas pró-inflamatórias que se somam aos ferimentos causados por ter açúcar elevado no sangue. O processo que começou com um bolo doce se transforma em um ciclo vicioso que ao longo do tempo cria a doença cardíaca, pressão arterial alta, diabetes e, finalmente, a doença de Alzheimer, visto que o processo inflamatório continua inabalável.

Não há como escapar do fato de que quanto mais alimentos processados e preparados consumirmos, quanto mais caminharemos para a inflamação pouco a pouco a cada dia. O corpo humano não consegue processar, nem foi concebido para consumir os alimentos embalados com açúcares e embebido em óleos omega-6.

Há apenas uma resposta para acalmar a inflamação, é voltar aos alimentos mais perto de seu estado natural. Para construir músculos, comer mais proteínas. Escolha carboidratos muito complexos, como frutas e vegetais coloridos. Reduzir ou eliminar gorduras omega-6 causadoras de inflamações como óleo de milho e de soja e os alimentos processados ​​que são feitas a partir deles. Uma colher de sopa de óleo de milho contém 7.280 mg de ômega-6, de soja contém 6.940 mg. Em vez disso, use azeite ou manteiga de animal alimentado com capim.As gorduras animais contêm menos de 20% de ômega-6 e são muito menos propensas a causar inflamação do que os óleos poli-insaturados rotulados como supostamente saudáveis.

Esqueça a "ciência" que tem sido martelada em sua cabeça durante décadas. A ciência que a gordura saturada por si só causa doença cardíaca é inexistente. A ciência que a gordura saturada aumenta o colesterol no sangue também é muito fraca. Como sabemos agora que o colesterol não é a causa de doença cardíaca, a preocupação com a gordura saturada é ainda mais absurda hoje.

A teoria do colesterol levou à nenhuma gordura, recomendações de baixo teor de gordura que criaram os alimentos que agora estão causando uma epidemia de inflamação.

A medicina tradicional cometeu um erro terrível quando aconselhou as pessoas a evitar a gordura saturada em favor de alimentos ricos em gorduras omega-6. Temos agora uma epidemia de inflamação arterial levando a doenças cardíacas e a outros assassinos silenciosos.

O que você pode fazer é escolher alimentos integrais que sua avó servia (frutas, verduras, cereais, manteiga, banha de porco) e não aqueles que sua mãe encontrou nos corredores de supermercado cheios de alimentos industrializados. Eliminando alimentos inflamatórios e aderindo a nutrientes essenciais de produtos alimentares frescos não-processados, você irá reverter anos de danos nas artérias e em todo o seu corpo causados pelo consumo da dieta típica americana.

O ideal é voltarmos aos alimentos naturais e muito trabalho físico (exercícios).


28 August 2011

DIZER PALAVRÕES ALIVIA A DOR?

por Ana Veet Maya

Olá amigos!

Há tempos trabalho com comunicação e gosto de pensar sobre o que se está falando e o motivo pra estarmos falando deste ou daquele jeito.

Basta uma nova expressão inteligente ou divertida ser falada num programa de humor, numa novela ou no rádio e pronto! Já virou palavra usada no dia-a-dia.

Basta uma propaganda se superar em criatividade, para que comecemos a cantar o jingle da campanha...

Somos indivíduos, somos "únicos", mas gostamos dessa identificação com o todo, com as massas!

Às vezes mesmo criticando os efeitos da mídia na nossa formação, acabamos por ceder aos seus encantos!

Eu venho aprendendo a cada dia sobre a aceitação e a dizer não ao julgamento. Mas tem coisas que ainda me incomodam, como por exemplo, o uso do palavrão em excesso.

Quando entro numa sala-de-aula e começo um bate-papo informal com os alunos, já nas primeiras frases, dá pra ter uma impressão dos obstáculos que terei que superar, só pelas expressões e palavrões que ouvi logo de cara... São muitos palavrões, gírias e expressões idiomáticas.

Fui funcionária pública e trabalhei na Assistência Social e na Secretaria da Saúde por muitos anos. O período que trabalhei com esses amigos, foi o tempo que mais ouvi "porra e caralho". E fiquei espantada ao perceber que mesmo sendo poeta, o porra e o caralho começaram a fazer parte do meu vocabulário! Isso me deu a "consciência" do quanto eu era igualmente influenciada pelo grupo!

Custei a eliminar esse "vício", mas consegui.

Já postei o artigo de Veríssimo sobre o DIREITO AO PALAVRÃO e aqui divido com vocês o artigo que fala sobre o efeito terapêutico do palavrão: Os cientistas britânicos afirmam que o palavrão tem o poder de aliviar a dor!

Bem, eu prefiro a beleza da palavra.

Mas sei que muitas vezes mascaramos nossos sentimentos, engolimos sapos e ficamos tão enfezados...

Então, mil vezes manifestar a raiva e ter consciência dela, do que ficar bloqueado, guardá-la e deixar que vire doença.

O que você pensa?
Abração a todos e segue o artigo:
anaveetmaya

"Dizer palavrões alivia mesmo a dor
Um grupo de investigadores britânicos chegou à conclusão que a tendência para dizer palavrões em caso de dor não se trata de falta de educação mas sim de um alívio real
14:59 Terça feira, 19 de Abr de 2011
O estudo, conduzido por investigadores da Universidade britânica de Keele, concluiu, no entanto, que o ato de praguejar alivia mais quem normalmente não o faz.


Para provar a sua teoria, a equipa de Richard Stephens usou um grupo de alunos voluntários, a quem foi pedido que submergissem os braços num recipiente com água gelada, enquanto diziam um palavrão. A experiência foi depois repetida, mas aos voluntários foi pedido que dissessem uma palavra "correta".


No final, concluiu-se que os jovens foram capazes de manter os braços dentro da água gelada mais tempo enquanto diziam o palavrão."




Ler mais: http://aeiou.visao.pt/dizer-palavroes-alivia-mesmo-a-dor=f599370#ixzz1WK4JmyBV



27 August 2011

O DIREITO AO PALAVRÃO

O texto "O DIREITO AO PALAVRÃO" corre na Internet como sendo de autor desconhecido ou de Millor Fernandes. Não! Este texto é de Luís Fernando Veríssimo.

Tem momentos que parece mesmo que somente um bom palavrão expressará autenticamente o que estamos sentindo.

Religiões condenam o uso do palavrão.
Famílias tradicionais também.
Certos professores idem.

Tem pessoas que colocam um "porra" ao final de cada frase.
Outras, utilizam os "a nível de", "tipo assim","né", "tá", "tá entendendo", etc, gorduras da fala que poderiam ser muito bem substituídas pelo uso correto da pontuação, de outros vocábulos, sinônimos e etc.

Se não estudamos, se não lemos, se nossa cultura é pequena assim como nosso rol de palavras e expressões, poderemos incorrer no uso de palavrões, certas expressões e/ou vícios de linguagem. Às vezes fazemos isso até mesmo por "influência da mídia",  porque certas expressões estão sendo muito veiculadas nos meios de comunicação e ficam mais "prontos" e de fácil acesso na nossa mente e bem na ponta da língua.

Se nós usarmos qualquer palavra ou expressão em demasia, nossa fala será muito previsível e bem mais monótona.

Assim, teremos maior dificuldade para encantar e seduzir.
Será mais difícil vender bem o nosso peixe... Não teremos tanto sucesso na comunicação e provavelmente acabaremos segregados a um determinado grupo de amigos ou afins.

Para falar bem, precisamos nos expressar com objetividade e naturalidade.

Para falar com correção, ritmo, fluência, uma linguagem colorida e atraente, devemos conhecer, investir e dosar as palavras, palavrinhas e "palavrões"! Foi pensando assim que o Prof. Marco Antonio Abreu ( o jornalista da KISS FM conhecido como titio Marco Antonio) e eu criamos e ministramos há dez anos o workshop PRA VOCÊ FALAR BEM(www.cameracao.com)


E eu, uma livre-pensadora, sou sempre a favor do equilíbrio.

Sou poeta, amo palavras lindas. Mas às vezes uso palavrão... ;)

Aqui está o texto de Luís Fernando Veríssimo:

Abraços a todos!

Anaveetmaya

O DIREITO AO PALAVRÃO


Os palavrões não nasceram por acaso.
São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade, nossos mais fortes e genuínos sentimentos.
É o povo fazendo sua língua.
Como o Latim Vulgar, será esse Português vulgar que vingará plenamente um dia.
Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo.
Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"?
"Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática.
A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!".
O "Não, não é não!" e tampouco o nada é eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não" o substituem.
O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto.Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.
Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral?
Não perca tempo nem paciência.
Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!".
O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.
Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!
O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior.
É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepne", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!",falados assim, cadencialmente, sílaba por sílaba...
Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar esacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!".
E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!".
Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa.
Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar:
O que você fala?
"Fodeu de vez!".
Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.
"Não quer sair comigo? Então foda-se!".
"Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!".
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!
Grosseiro, mas profundo...
Pois se a língua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor.
"Nem fodendo..."



12 August 2011