por Ana Veet Maya
Olá amigos!
Há tempos trabalho com comunicação e gosto de pensar sobre o que se está falando e o motivo pra estarmos falando deste ou daquele jeito.
Basta uma nova expressão inteligente ou divertida ser falada num programa de humor, numa novela ou no rádio e pronto! Já virou palavra usada no dia-a-dia.
Basta uma propaganda se superar em criatividade, para que comecemos a cantar o jingle da campanha...
Somos indivíduos, somos "únicos", mas gostamos dessa identificação com o todo, com as massas!
Às vezes mesmo criticando os efeitos da mídia na nossa formação, acabamos por ceder aos seus encantos!
Eu venho aprendendo a cada dia sobre a aceitação e a dizer não ao julgamento. Mas tem coisas que ainda me incomodam, como por exemplo, o uso do palavrão em excesso.
Quando entro numa sala-de-aula e começo um bate-papo informal com os alunos, já nas primeiras frases, dá pra ter uma impressão dos obstáculos que terei que superar, só pelas expressões e palavrões que ouvi logo de cara... São muitos palavrões, gírias e expressões idiomáticas.
Fui funcionária pública e trabalhei na Assistência Social e na Secretaria da Saúde por muitos anos. O período que trabalhei com esses amigos, foi o tempo que mais ouvi "porra e caralho". E fiquei espantada ao perceber que mesmo sendo poeta, o porra e o caralho começaram a fazer parte do meu vocabulário! Isso me deu a "consciência" do quanto eu era igualmente influenciada pelo grupo!
Custei a eliminar esse "vício", mas consegui.
Já postei o artigo de Veríssimo sobre o DIREITO AO PALAVRÃO e aqui divido com vocês o artigo que fala sobre o efeito terapêutico do palavrão: Os cientistas britânicos afirmam que o palavrão tem o poder de aliviar a dor!
Bem, eu prefiro a beleza da palavra.
Mas sei que muitas vezes mascaramos nossos sentimentos, engolimos sapos e ficamos tão enfezados...
Então, mil vezes manifestar a raiva e ter consciência dela, do que ficar bloqueado, guardá-la e deixar que vire doença.
O que você pensa?
Abração a todos e segue o artigo:
anaveetmaya
"Dizer palavrões alivia mesmo a dor
Um grupo de investigadores britânicos chegou à conclusão que a tendência para dizer palavrões em caso de dor não se trata de falta de educação mas sim de um alívio real
14:59 Terça feira, 19 de Abr de 2011
O estudo, conduzido por investigadores da Universidade britânica de Keele, concluiu, no entanto, que o ato de praguejar alivia mais quem normalmente não o faz.
Para provar a sua teoria, a equipa de Richard Stephens usou um grupo de alunos voluntários, a quem foi pedido que submergissem os braços num recipiente com água gelada, enquanto diziam um palavrão. A experiência foi depois repetida, mas aos voluntários foi pedido que dissessem uma palavra "correta".
No final, concluiu-se que os jovens foram capazes de manter os braços dentro da água gelada mais tempo enquanto diziam o palavrão."
Ler mais: http://aeiou.visao.pt/dizer-palavroes-alivia-mesmo-a-dor=f599370#ixzz1WK4JmyBV
Ana, tem horas na vida que nada substitui um palavrão. Tive uma educação rígida mas falo muito palavrão, o que aliás hoje em dia é muito comum, tomo por base minhas alunas ... beijão !!!
ReplyDeleteSemana passada, enquanto engessava meu braço, meu ortopedista dizia: "Xinga! Xinga que a dor passa!"
ReplyDeleteLógico que não falei as centenas de palavrões que se passavam na minha cabeça naquele exato momento, rsss Mas entrei no carro e falei um monte! Meu marido vira e diz: "Que boca suja!" Respondi apenas: "recomendações médicas..." rsss
beijos, querida!