AMOR ou PAIXÃO?
por Ana Veet Maya
4 August 2011
1 August 2011
27 July 2011
GORDA!
por Ana Veet Maya
Muitos aparentam aceitar o gordo do jeito que ele é, mas na
primeira oportunidade tentam aconselhá-lo e enquadrá-lo na sua visão de medida certa ou na medida certa de
qualquer emissora de TV.
Os gordos saem pela rua dando opiniões e conselhos pros magros? Ou para os que usam óculos com lentes vencidas? Ou para os compulsivos pela endorfina ou pela barriga negativa?
Os gordos saem pelo mundo dando conselhos pra quem esconde a careca com alguns fios do cabelo lateral, como o Peninha, personagem do Walt Disney?
Cada ser é único e tem sua história.
O gordo também.
Especialmente se ele já é gordo desde a infância, provavelmente já aprendeu a lidar com o bulling e com julgamentos maldosos e perversos de todos os tipos.
Quando alguém quer um conselho, uma opinião, pede ou vai a um médico e paga uma consulta.
O gordo, como qualquer outro cidadão sintonizado, já sabe que deve se cuidar e fazer exercícios pra viver bem e ter qualidade de vida.
Se o gordo permanece gordo apesar de toda pressão social para que ele seja magro, das duas uma: ou ele se assumiu do jeito que é e nada faz pra mudar porque não quer, ou deseja emagrecer mas talvez por problemas físicos e emocionais, não consegue.
O gordo também.
Especialmente se ele já é gordo desde a infância, provavelmente já aprendeu a lidar com o bulling e com julgamentos maldosos e perversos de todos os tipos.
Quando alguém quer um conselho, uma opinião, pede ou vai a um médico e paga uma consulta.
O gordo, como qualquer outro cidadão sintonizado, já sabe que deve se cuidar e fazer exercícios pra viver bem e ter qualidade de vida.
Se o gordo permanece gordo apesar de toda pressão social para que ele seja magro, das duas uma: ou ele se assumiu do jeito que é e nada faz pra mudar porque não quer, ou deseja emagrecer mas talvez por problemas físicos e emocionais, não consegue.
Eu fui um bebê gordo, com bochechas coradas. Fui uma adolescente gordinha e virei uma mulher gorda.
Eu exército tudo o que escrevo. Cuido-me bem. Caso me sinta mal, faço dieta.
Eu gosto de ser como sou e não sinto vontade de me curvar à ditadura dos iguais.
Hoje não sou escrava da mídia, mas já fui... Conheci vários tipos de dietas e provei várias anfetaminas. Mas com remédios nunca consegui estabilizar meu peso. Meu corpo simplesmente ia voltando, voltando e lá estava eu novamente com o mesmo peso.
Mas com o exercício do auroconhecimento e da autoaceitação, parei de dar importância para o peso e aprendi a valorizar a vida, a saúde e o meu desenvolvimento.
Mas com o exercício do auroconhecimento e da autoaceitação, parei de dar importância para o peso e aprendi a valorizar a vida, a saúde e o meu desenvolvimento.
Desenvolvendo minha autoestima, aprendi a valorizar o que há de melhor em mim e criei meu próprio estilo.
Percebi que quando desencanei da opinião do mundo e escutei meu coração, meu peso se estabilizou,
e não mais sofri do efeito sanfona.
Entendi e aceitei que ser gorda é meu jeito e faz parte do meu biotipo.
Amando a mim mesma, aprendi a aceitar melhor a todos, procurando respeitar as diferenças e tentando não julgar.
Quero lembrar que o diminutivo “gordinha” muitas vezes apenas disfarça o preconceito. Mas algumas pessoas gostam de nos chamar de gordinhos, para demonstrar afeto e aceitação.
Se o gordo está bem resolvido e se sente feliz, não se afeta com esses rótulos e também não precisa provar pra ninguém que é feliz do jeito que é.
Cada um que faça a dieta da moda que lhe fizer bem, mas, por favor, que não pretenda enquadrar o gordo no seu próprio padrão de beleza.
Vamos nos aceitar do jeito que somos, cuidar da saúde e respeitar a
diversidade.
A decisão cabe a cada um.
Respeito é bom e o gordo gosta.
(GORDURA MÓRBIDA é DOENÇA.
Para viver com qualidade de vida, se você for gordo mórbido ou se for somente gordo e se sentir sem energia, abatido, cansado e doente, procure ajuda do seu médico ou terapeuta!)
26 July 2011
E VOCÊ LONGE DE MIM
poesia de Ana Veet Maya
foto: anaalordelloo.tumblr.com
A xícara, o chá e o bule
A mesa, o quintal, o jardim
Silêncio, segredos trocados
E você longe de mim.
As mãos, o riso e o anel
O brinquedo e o nosso jasmim
O céu ainda é azul
E você longe de mim.
No mundo, em casa a risada
Alegria e encanto sem fim
Nossa vida abençoada
E você longe de mim.
Agora eu sei é passado
Alegre já vive sem mim
Tudo está como era antes
E você longe de mim.
foto: anaalordelloo.tumblr.com
A mesa, o quintal, o jardim
Silêncio, segredos trocados
E você longe de mim.
As mãos, o riso e o anel
O brinquedo e o nosso jasmim
O céu ainda é azul
E você longe de mim.
No mundo, em casa a risada
Alegria e encanto sem fim
Nossa vida abençoada
E você longe de mim.
Agora eu sei é passado
Alegre já vive sem mim
Tudo está como era antes
E você longe de mim.
19 July 2011
ENERGIA
Nossa casa, nosso lar, os espaços e suas egrégoras, as paredes, tudo registra nossa memória. Nosso corpo e mente, nossa aura, nossa energia vital, a energia que vibramos, a energia com a qual interagimos. As ações, os pensamentos, quereres e malquereres, ações de graça e maldições, somos o que pensamos ser! A música é uma ferramenta valiosa pra restabelecer a nossa saúde física e mental, restaurar nossa energia e purificar nossa vibração. Pare aqui um pouco, dê aquela espreguiçada gostosa e respire profundo. Deixe que estes acordes promovam uma viagem de volta ao centro. Uma viagem ao seu eu-profundo. Respire alegria, equilíbrio, bondade. Boa viagem! (ENERGIA, por Ana Veet Maya)
imagem: boiadeirorei.wordpress.com
17 July 2011
BOA NOITE, AMIGO
por Ana Veet Maya
imagem: populo.weblog.com.pt
Os últimos pássaros
Alcançam seus ninhos.
E um pássaro solitário
Ainda voa em busca
Da árvore mais alta
Que ampare o seu pouso.
O céu escureceu
O vento silenciou
A luz se acendeu
E a chama do fogão
Sugere um bom café.
Ligo o rádio
Ligo a TV
Ligo o PC
Sinto o toque mágico
Desta noite macia
Que me abraça
Com toque de seda.
E me faz juras de amor.
Bem-vinda Lua!
Meu olho se perde no além
E apenas contempla a distância.
imagem: populo.weblog.com.pt
Alcançam seus ninhos.
E um pássaro solitário
Ainda voa em busca
Da árvore mais alta
Que ampare o seu pouso.
O céu escureceu
O vento silenciou
A luz se acendeu
E a chama do fogão
Sugere um bom café.
Ligo o rádio
Ligo a TV
Ligo o PC
Sinto o toque mágico
Desta noite macia
Que me abraça
Com toque de seda.
E me faz juras de amor.
Bem-vinda Lua!
Meu olho se perde no além
E apenas contempla a distância.
TPM A VILÃ
TPM A VILÃ, por Ana Veet Maya
IMAGENS POR ORDEM DE ENTRADA: trocistas.com / brilhosefascinios.blogspot.com / homemsemfrescura.wordpress.com / olhares.aeiou.pt / bankle.blogspot.com /numerospares.blogspot.com / 6olhar.blogspot.com / flickr.com / alexbranco.wordpress.com / espacodon.blogspot.com / brasilescola.com / depquimicaesociedade.com.br /silviarita.wordpress.com / gibanet.blogspot.com /
Sabe aquele dia que você acorda com a boca seca de quem roncou a noite toda, o corpo doído como quem apanhou do feitor, a mente confusa e um sentimento de quem teve pesadelos?
Será que vai adiantar você sair de casa para o trabalho dessa maneira?
No mínimo falará poucas e boas para os amigos, xingará seus familiares, descontará no coitadinho do seu cãozinho, brigará com o patrão e acabará perdendo aquele “gostoso” que há tempos te paquerava, mas acabou desistindo ao ver sua cara feia!
Como lidar então com o mau-humor, esse mal-estar que veio do nada (parece) e sabe-se Deus pra onde irá e quantos danos irá causar, pior até que o Ivan lá de Cuba ou todos os tornados e maremotos no Oriente?
Hoje é moda falar das mudanças no humor feminino em determinada época do mês.
E toda ira e sentimentos que não queremos, acabamos justificando com essa sigla infernal: TPM.
Mas todas temos nossos dias de fúria.
E quando eles aparecem, precisamos entender de onde veio tanta agressividade, tanta negatividade, tanto pessimismo e dor.
Será que tudo é TPM?
Se você passa pela vida engolindo sapos diariamente, não se posiciona ou quando o faz, é sempre agressivamente para marcar território...
Se você disputa com seu amado diariamente a liderança do casal, se queixa dele para todos, mas persevera na relação porque tem medo de ficar sozinha...
Se você engordou e está se odiando mas nunca consegue iniciar aquela dieta...
Se você se sente mal-amada, sem carinho, querendo e não tendo quem beijar...(tadinha... snif...)
Se você pensa que o amor é pra todos menos pra você...
Se você acredita que tua vida financeira está uma desgraça e nunca sairá dessa pindaíba...
Se você julga que todos estão triunfando, menos você.
Se você se acha uma vítima dessa sociedade corrupta...
Se você detesta seu emprego mas não busca aprimoramento e mudança...
Se você reclama do dia de calor e do dia de inverno...
Se você está sempre de cara fechada esperando o outro te fazer sorrir...
Se você só come quinquilharia e se queixa que está sem energia, muito fraca...
Se você se queixa da pele e das profundas olheiras e fica teclando no chat até de madrugada...
Se você julga os outros o tempo inteiro, mas não consegue observar a bagunça dentro de si mesma, no seu quarto, o pó da sua casa e todo o lixo que vem acumulando...
Se o culpado do fim de suas relações é sempre o outro...
Minha querida amiga, isso não é TPM!
Isso é cegueira, inconsciência.
Pare de ficar querendo desculpar a sua chatice.
Acorde, amiga!
E vamos pra frente, que atrás vem gente...
IMAGENS POR ORDEM DE ENTRADA: trocistas.com / brilhosefascinios.blogspot.com / homemsemfrescura.wordpress.com / olhares.aeiou.pt / bankle.blogspot.com /numerospares.blogspot.com / 6olhar.blogspot.com / flickr.com / alexbranco.wordpress.com / espacodon.blogspot.com / brasilescola.com / depquimicaesociedade.com.br /silviarita.wordpress.com / gibanet.blogspot.com /
Sabe aquele dia que você acorda com a boca seca de quem roncou a noite toda, o corpo doído como quem apanhou do feitor, a mente confusa e um sentimento de quem teve pesadelos?
Será que vai adiantar você sair de casa para o trabalho dessa maneira?
No mínimo falará poucas e boas para os amigos, xingará seus familiares, descontará no coitadinho do seu cãozinho, brigará com o patrão e acabará perdendo aquele “gostoso” que há tempos te paquerava, mas acabou desistindo ao ver sua cara feia!
Como lidar então com o mau-humor, esse mal-estar que veio do nada (parece) e sabe-se Deus pra onde irá e quantos danos irá causar, pior até que o Ivan lá de Cuba ou todos os tornados e maremotos no Oriente?
Hoje é moda falar das mudanças no humor feminino em determinada época do mês.
E toda ira e sentimentos que não queremos, acabamos justificando com essa sigla infernal: TPM.
Mas todas temos nossos dias de fúria.
E quando eles aparecem, precisamos entender de onde veio tanta agressividade, tanta negatividade, tanto pessimismo e dor.
Será que tudo é TPM?
Se você passa pela vida engolindo sapos diariamente, não se posiciona ou quando o faz, é sempre agressivamente para marcar território...
Se você disputa com seu amado diariamente a liderança do casal, se queixa dele para todos, mas persevera na relação porque tem medo de ficar sozinha...
Se você engordou e está se odiando mas nunca consegue iniciar aquela dieta...
Se você se sente mal-amada, sem carinho, querendo e não tendo quem beijar...(tadinha... snif...)
Se você pensa que o amor é pra todos menos pra você...
Se você acredita que tua vida financeira está uma desgraça e nunca sairá dessa pindaíba...
Se você julga que todos estão triunfando, menos você.
Se você se acha uma vítima dessa sociedade corrupta...
Se você detesta seu emprego mas não busca aprimoramento e mudança...
Se você reclama do dia de calor e do dia de inverno...
Se você está sempre de cara fechada esperando o outro te fazer sorrir...
Se você só come quinquilharia e se queixa que está sem energia, muito fraca...
Se você se queixa da pele e das profundas olheiras e fica teclando no chat até de madrugada...
Se você julga os outros o tempo inteiro, mas não consegue observar a bagunça dentro de si mesma, no seu quarto, o pó da sua casa e todo o lixo que vem acumulando...
Se o culpado do fim de suas relações é sempre o outro...
Minha querida amiga, isso não é TPM!
Isso é cegueira, inconsciência.
Pare de ficar querendo desculpar a sua chatice.
Acorde, amiga!
E vamos pra frente, que atrás vem gente...
SOLTEIRA DE NOVO
SOLTEIRA DE NOVO um conto de Ana Veet Maya escrito em 2008
foto: irresistivelmulher.blogspot.com
Depois de chorar sete dias, gemer, gritar, bater a cabeça na parede, hoje pela primeira vez, ela saiu de casa.
Foi ao cabeleireiro. Grande coisa.
Pelo menos tingiu os brancos de cima. Mas e os de baixo? Pentelhos brancos... Que broxante!
Limpou a pele.
Os olhos caíram. O peito caiu.Tudo caiu.
Mas estava contente consigo mesma: sete dias e não o procurara nenhuma vez.
Chegou em sua casa feliz, com seu cabelinho fake, sua sobrancelha fake e seu rosto expressivo e verdadeiro, todo enrugado de tanto chorar.
Porcaria.
Ligou o PC e começou a navegar sem destino. Viu uns tubes, ouviu umas músicas, jogou, brincou no chat.
Nada.
Seu pensamento era totalmente dele.
Separações modernas são tão civilizadas...
Maldição.
Ela detestava isso tudo.
Começou a sentir uma comichão. Não sabia dizer aonde é que estava começando aquilo. Começou a suar. Não agüentou e mandou um torpedo.
Silêncio.
Ele não respondeu.
Idiota.
Entrou no facebook.
Ele estava "on".
Oh God! Tenho que resistir!
Não resistiu.
- Oi.
Que fraqueza, pensou.
Sentiu-se uma nonsense sem caráter, sem auto-estima, sem um pingo de vergonha na cara.
Conversaram muito bem, bons amigos.
Nenhum sinal da parte dele de recaída.
Não negou que sentia a falta dela, mas fez questão de publicar no jornal que estava adoraaaaaaaaaando viver sozinho...
- Eu também estou, quem não adora, não é?
Aaaaaaaaaaaaaaah, socorro! Gritou mentalmente sentindo que ia começar a chorar.
Fechou a janela do chat.
Uma hora mais se passou.
Ela estática.
Sorumbática.
Lívida. Enjoada. Irritada.
Vontade de vomitar.
- Sei que vou enfartar!
Coração disparado.
23h e ela não resistiu.
Deixou seu ID no privado e ligou pra ele!
Que vagabunda sem caráter e carente que eu sou. Prostituta de merda, uma vaca. Só mesmo uma mulher sem caráter e sem vergonha alguma pra fazer isso! Procurar o ex!!!
Reconheceu-se miseravelmente infeliz, morta de saudade dele, completamente vulnerável, humana. -Merda, falou.
Ele atendeu de primeira o fone "privado".
Mentiroso, pensou. Disse que nunca atendia um telefone privado, que era perigoso. Perigoso de cu é rola. Falso.
- Sou eu, meu bem!
Silêncio.
Um suspiro que dizia: - Ó senhor, daí-me paciência. Só por Belzebu!
Tratou-a bem, meio que mecanicamente, assim que reconheceu o artifício que usara.
Ela convidou-o a "fantasiar"...
- Não era isso o que você vinha fazendo nos últimos meses pela internet?
Perfis fakes no Orkut, facebook, aquelas pesquisas intermináveis nas madrugadas e que deixavam a memória do PC completamente comprometida, totalmente cheia e poluída, com tanta pornografia. Sem contar os vírus.
E os chats de cybersexo que graças a sua amiga hacker conseguira ler? Um nojo, uma vergonha, uma baixaria. Nada do que ele fazia com ela. Imagine!Só fazia aquela putaria pela internet...
Será que também fazia ao vivo? Não. Não poderia acreditar.Seu coração apertou ainda mais.
- Vou marcar um exame de sangue lá no CRAS.
Cybersexo. Que droga é isso mesmo? Não conseguia conceber como alguém podia de fato sentir prazer com essa coisa virtual.
Ela fora tão magoada, tão espezinhada, tão maltratada.
Não sentia prazer nem mais ao vivo. Imaginou pela internet?
- Você gosta de fantasiar, fantasie comigo... Estou usando aquela calcinha que te dá tesão e estou molhadinha ouvindo sua voz...
Foi muito cedo essa sua tentativa. Um erro de estratégia. Ele não quis.
Afirmou que queria somente a amizade dela.
Socoooooooooorro! Que humilhação!
- São Alpino socorrei-me! Falou ela chorando.
Desligou o telefone. Maldito telefone. Desligou o PC. Chutou o PC. Atirou o teclado longe. Só o teclado. Era o mais barato pra comprar novo. Até pra surto de loucura, há que se pensar nas conseqüências.
Desligou sua mente.
Meditou.
Fêz massagem no corpo. Nada adiantou. Chorou de novo.
Mas não sentiu culpa.
Afinal, pensou, quem ama, tenta.
Dormiu bem.
No dia seguinte acordou sozinha sem despertador.
E sem seu homem do lado. Só o cachorro.
Acordou cedo. Bem cedo.
O que o dia lhe prometia?
O que fazer com essas férias repentinas?
Agora teria que agüentar.
Levantou.
Olhou a cara. Inchada. Teria chorado até sonhando? Uma imbecil sentimental.
Massagem. Já! A pele do rosto, do corpo, sua cabeça, seu coração. Tudo seco.
Marcou com seu personal trainner.
Há pelo menos 5 anos ele tentava lhe "comer", pensou ela sorrindo palidamente.
Sempre resistiu. Mas, ai, meu Deus! E agora? Será que ele ainda está gostoso? Sedutor?
Dane-se ele também. Pensou. Quero malhar.
Ele chegou!
Ah, não!
Ele está super acabado! Podrão. Nem como prêmio de consolação!
Vou desistir da ginástica!
Talvez uma operação plástica seja mais eficiente.
Pra ele, claro, não pra mim.
Pensou ela, dessa vez, gargalhando em alto e bom tom.
Seu amigo lhe falara que quem se separa fica sempre "bonito".
Decidiu. À noite aceitaria aquele convite pra sair.
Afinal, há dois anos ele também tentava lhe seduzir. E ela, fiel, também falava não.
Por que não? Pensou. Agora estou livre (seu coração chorou um pouquinho ao ouvir essa palavra).
Amizade com gosto de sexo.
Quem sabe isso lhe fizesse bem pra saúde do corpo, da alma e da mente.
Afinal, nem só de casamentos vive o homem.
A fila anda, diziam suas amigas separadas.
Ele gosta de jazz... O diabo é que pareço argentina, gosto de tango! Mas olhando bem de pertinho, estou mais pra uma tragédia mexicana...
Valei-me meu São Alpino! Gritou ela em alto e bom som.
E comeu um bom teco de chocolate.
E gargalhou mais uma vez, desta vez, com a alma.
Dois meses se passaram nesses jogos e fetiches de recém-separados.
Um tédio. Um encanto. Uma descoberta. Uma lágrima. Muitas gargalhadas.
Afinal não morri! Pensou ela naquele dia.
Descobrira que chocolate era mesmo gostoso, prático, energético, digestivo.
Afinal, chocolate lhe deixava alegre, feliz e não tinha que por camisinha pra comer!
Aliás, quem come quem mesmo?
Sentia-se bem, sexy. O mundo inteiro a queria.
E ela pensava se a mulher separada libertava mesmo o tal de feromônio, algo muito excitante e convidativo...
Todas suas amigas separadas diziam que passaram por essa mesma fase sedutora.
Ela se divertia falando não.
Topou sair com ele depois de dez dias de chat.
Sua amiga casara com um cara que conheceu numa sala de bate-papo.
O fulano escrevia bem e dizia que era o cão.
Pelo menos, foi sincero. Já se apresentou como um cão!
E o que se esperar de um cão? Que agarre qualquer cadela no cio!
Ai meu São Alpino, gargalhava ela toda vez que ele aparecia piscando no chat.
O cara escrevia muito bem, começou mesmo a rolar um link.
Saíram pra jantar.
Gostou dele: sorriso contagiante, uma boca contagiante, um braço forte, malhado, tudo forte nele. Excelente primeiro encontro.
Ela ficou feliz.
Chegou o segundo encontro, ninguém é de ferro, pensou ela, a carne é fraca, até minha avó dizia isso. Concordou em ir pro motel.
E ela se permitiu variar. Variou posições. E lugares. E gostou.
E pensou, oras, se a vibe é a do cão, que seja tudo então bem animal.
Seu ex sempre lhe falava que era santinha e careta.
Valei-me meu São Alpino. E descobriu uma outra função para o chocolate...
É. Vivendo e aprendendo, pensou.
Era véspera de feriado.
A noite terminou.
Um novo dia começou e as lembranças pareciam todas muito distantes.
Pediu que ele a deixasse na Liberdade.
Foi andar e refletir.
Libertas quae será tamen.
Oras! Nem só de sexo vive a mulher.
No dia seguinte foi trabalhar bem cedinho.
O seu celular tocou.
Leu “ privado” no visor.
Será que é ele?
Não atendeu.
Poderia ser de fato muito perigoso.
Sorriu e engatou a primeira.
Solteira de novo.
SOLTEIRA DE NOVO um conto de Ana Veet Maya escrito em 2008
foto: irresistivelmulher.blogspot.com
Depois de chorar sete dias, gemer, gritar, bater a cabeça na parede, hoje pela primeira vez, ela saiu de casa.
Foi ao cabeleireiro. Grande coisa.
Pelo menos tingiu os brancos de cima. Mas e os de baixo? Pentelhos brancos... Que broxante!
Limpou a pele.
Os olhos caíram. O peito caiu.Tudo caiu.
Mas estava contente consigo mesma: sete dias e não o procurara nenhuma vez.
Chegou em sua casa feliz, com seu cabelinho fake, sua sobrancelha fake e seu rosto expressivo e verdadeiro, todo enrugado de tanto chorar.
Porcaria.
Ligou o PC e começou a navegar sem destino. Viu uns tubes, ouviu umas músicas, jogou, brincou no chat.
Nada.
Seu pensamento era totalmente dele.
Separações modernas são tão civilizadas...
Maldição.
Ela detestava isso tudo.
Começou a sentir uma comichão. Não sabia dizer aonde é que estava começando aquilo. Começou a suar. Não agüentou e mandou um torpedo.
Silêncio.
Ele não respondeu.
Idiota.
Entrou no facebook.
Ele estava "on".
Oh God! Tenho que resistir!
Não resistiu.
- Oi.
Que fraqueza, pensou.
Sentiu-se uma nonsense sem caráter, sem auto-estima, sem um pingo de vergonha na cara.
Conversaram muito bem, bons amigos.
Nenhum sinal da parte dele de recaída.
Não negou que sentia a falta dela, mas fez questão de publicar no jornal que estava adoraaaaaaaaaando viver sozinho...
- Eu também estou, quem não adora, não é?
Aaaaaaaaaaaaaaah, socorro! Gritou mentalmente sentindo que ia começar a chorar.
Fechou a janela do chat.
Uma hora mais se passou.
Ela estática.
Sorumbática.
Lívida. Enjoada. Irritada.
Vontade de vomitar.
- Sei que vou enfartar!
Coração disparado.
23h e ela não resistiu.
Deixou seu ID no privado e ligou pra ele!
Que vagabunda sem caráter e carente que eu sou. Prostituta de merda, uma vaca. Só mesmo uma mulher sem caráter e sem vergonha alguma pra fazer isso! Procurar o ex!!!
Reconheceu-se miseravelmente infeliz, morta de saudade dele, completamente vulnerável, humana. -Merda, falou.
Ele atendeu de primeira o fone "privado".
Mentiroso, pensou. Disse que nunca atendia um telefone privado, que era perigoso. Perigoso de cu é rola. Falso.
- Sou eu, meu bem!
Silêncio.
Um suspiro que dizia: - Ó senhor, daí-me paciência. Só por Belzebu!
Tratou-a bem, meio que mecanicamente, assim que reconheceu o artifício que usara.
Ela convidou-o a "fantasiar"...
- Não era isso o que você vinha fazendo nos últimos meses pela internet?
Perfis fakes no Orkut, facebook, aquelas pesquisas intermináveis nas madrugadas e que deixavam a memória do PC completamente comprometida, totalmente cheia e poluída, com tanta pornografia. Sem contar os vírus.
E os chats de cybersexo que graças a sua amiga hacker conseguira ler? Um nojo, uma vergonha, uma baixaria. Nada do que ele fazia com ela. Imagine!Só fazia aquela putaria pela internet...
Será que também fazia ao vivo? Não. Não poderia acreditar.Seu coração apertou ainda mais.
- Vou marcar um exame de sangue lá no CRAS.
Cybersexo. Que droga é isso mesmo? Não conseguia conceber como alguém podia de fato sentir prazer com essa coisa virtual.
Ela fora tão magoada, tão espezinhada, tão maltratada.
Não sentia prazer nem mais ao vivo. Imaginou pela internet?
- Você gosta de fantasiar, fantasie comigo... Estou usando aquela calcinha que te dá tesão e estou molhadinha ouvindo sua voz...
Foi muito cedo essa sua tentativa. Um erro de estratégia. Ele não quis.
Afirmou que queria somente a amizade dela.
Socoooooooooorro! Que humilhação!
- São Alpino socorrei-me! Falou ela chorando.
Desligou o telefone. Maldito telefone. Desligou o PC. Chutou o PC. Atirou o teclado longe. Só o teclado. Era o mais barato pra comprar novo. Até pra surto de loucura, há que se pensar nas conseqüências.
Desligou sua mente.
Meditou.
Fêz massagem no corpo. Nada adiantou. Chorou de novo.
Mas não sentiu culpa.
Afinal, pensou, quem ama, tenta.
Dormiu bem.
No dia seguinte acordou sozinha sem despertador.
E sem seu homem do lado. Só o cachorro.
Acordou cedo. Bem cedo.
O que o dia lhe prometia?
O que fazer com essas férias repentinas?
Agora teria que agüentar.
Levantou.
Olhou a cara. Inchada. Teria chorado até sonhando? Uma imbecil sentimental.
Massagem. Já! A pele do rosto, do corpo, sua cabeça, seu coração. Tudo seco.
Marcou com seu personal trainner.
Há pelo menos 5 anos ele tentava lhe "comer", pensou ela sorrindo palidamente.
Sempre resistiu. Mas, ai, meu Deus! E agora? Será que ele ainda está gostoso? Sedutor?
Dane-se ele também. Pensou. Quero malhar.
Ele chegou!
Ah, não!
Ele está super acabado! Podrão. Nem como prêmio de consolação!
Vou desistir da ginástica!
Talvez uma operação plástica seja mais eficiente.
Pra ele, claro, não pra mim.
Pensou ela, dessa vez, gargalhando em alto e bom tom.
Seu amigo lhe falara que quem se separa fica sempre "bonito".
Decidiu. À noite aceitaria aquele convite pra sair.
Afinal, há dois anos ele também tentava lhe seduzir. E ela, fiel, também falava não.
Por que não? Pensou. Agora estou livre (seu coração chorou um pouquinho ao ouvir essa palavra).
Amizade com gosto de sexo.
Quem sabe isso lhe fizesse bem pra saúde do corpo, da alma e da mente.
Afinal, nem só de casamentos vive o homem.
A fila anda, diziam suas amigas separadas.
Ele gosta de jazz... O diabo é que pareço argentina, gosto de tango! Mas olhando bem de pertinho, estou mais pra uma tragédia mexicana...
Valei-me meu São Alpino! Gritou ela em alto e bom som.
E comeu um bom teco de chocolate.
E gargalhou mais uma vez, desta vez, com a alma.
Dois meses se passaram nesses jogos e fetiches de recém-separados.
Um tédio. Um encanto. Uma descoberta. Uma lágrima. Muitas gargalhadas.
Afinal não morri! Pensou ela naquele dia.
Descobrira que chocolate era mesmo gostoso, prático, energético, digestivo.
Afinal, chocolate lhe deixava alegre, feliz e não tinha que por camisinha pra comer!
Aliás, quem come quem mesmo?
Sentia-se bem, sexy. O mundo inteiro a queria.
E ela pensava se a mulher separada libertava mesmo o tal de feromônio, algo muito excitante e convidativo...
Todas suas amigas separadas diziam que passaram por essa mesma fase sedutora.
Ela se divertia falando não.
Topou sair com ele depois de dez dias de chat.
Sua amiga casara com um cara que conheceu numa sala de bate-papo.
O fulano escrevia bem e dizia que era o cão.
Pelo menos, foi sincero. Já se apresentou como um cão!
E o que se esperar de um cão? Que agarre qualquer cadela no cio!
Ai meu São Alpino, gargalhava ela toda vez que ele aparecia piscando no chat.
O cara escrevia muito bem, começou mesmo a rolar um link.
Saíram pra jantar.
Gostou dele: sorriso contagiante, uma boca contagiante, um braço forte, malhado, tudo forte nele. Excelente primeiro encontro.
Ela ficou feliz.
Chegou o segundo encontro, ninguém é de ferro, pensou ela, a carne é fraca, até minha avó dizia isso. Concordou em ir pro motel.
E ela se permitiu variar. Variou posições. E lugares. E gostou.
E pensou, oras, se a vibe é a do cão, que seja tudo então bem animal.
Seu ex sempre lhe falava que era santinha e careta.
Valei-me meu São Alpino. E descobriu uma outra função para o chocolate...
É. Vivendo e aprendendo, pensou.
Era véspera de feriado.
A noite terminou.
Um novo dia começou e as lembranças pareciam todas muito distantes.
Pediu que ele a deixasse na Liberdade.
Foi andar e refletir.
Libertas quae será tamen.
Oras! Nem só de sexo vive a mulher.
No dia seguinte foi trabalhar bem cedinho.
O seu celular tocou.
Leu “ privado” no visor.
Será que é ele?
Não atendeu.
Poderia ser de fato muito perigoso.
Sorriu e engatou a primeira.
Solteira de novo.
SOLTEIRA DE NOVO um conto de Ana Veet Maya escrito em 2008
CONTOS DE ANA VEET MAYA
por Ana Veet Maya
foto: armazemdesonhos.com.br
Gosto de escrever sobre tudo.
Às vezes minha inspiração sai em forma de poesia, outras, um texto.
Tem momentos que só quero mesmo é divulgar um amigo, compartilhar algo muito bom e só.
Pra não misturar as tendências, criei um blog apenas pra textos, outro apenas pra poesias e outro para contos.
O blog dos contos não seguiu, porque minha fome de escrever “contos” não é tão grande e preferi tirar o blog do ar, pra não ficar aquela energia estagnada, só com coisas velhas.
Então, toda vez que escrever algum conto que eu goste, postarei aqui neste blog mesmo.
E hoje quero compartilhar um dos meus contos mais lidos.
É o “SOLTEIRA DE NOVO”.
As relações amorosas hoje em dia são cada vez mais curtas e estudos já apontam que a tendência atual é de durarem apenas de 3 a 5 anos!
E eu, mulher madura, do tempo do “até que a morte os separe”, às vezes preciso chacoalhar meus conceitos e preconceitos pra me adaptar.
E viva a modernidade!
Sempre sim pro aqui-agora!
Um abraço a todos os amigos e leitores.
Vocês fazem parte da minha inspiração!
SOLTEIRA DE NOVO um conto de Ana Veet Maya escrito em 2008
foto: irresistivelmulher.blogspot.com
Depois de chorar sete dias, gemer, gritar, bater a cabeça na parede, hoje pela primeira vez, ela saiu de casa.
Foi ao cabeleireiro. Grande coisa.
Pelo menos tingiu os brancos de cima. Mas e os de baixo? Pentelhos brancos... Que broxante!
Limpou a pele.
Os olhos caíram. O peito caiu.Tudo caiu.
Mas estava contente consigo mesma: sete dias e não o procurara nenhuma vez.
Chegou em sua casa feliz, com seu cabelinho fake, sua sobrancelha fake e seu rosto expressivo e verdadeiro, todo enrugado de tanto chorar.
Porcaria.
Ligou o PC e começou a navegar sem destino. Viu uns tubes, ouviu umas músicas, jogou, brincou no chat.
Nada.
Seu pensamento era totalmente dele.
Separações modernas são tão civilizadas...
Maldição.
Ela detestava isso tudo.
Começou a sentir uma comichão. Não sabia dizer aonde é que estava começando aquilo. Começou a suar. Não agüentou e mandou um torpedo.
Silêncio.
Ele não respondeu.
Idiota.
Entrou no facebook.
Ele estava "on".
Oh God! Tenho que resistir!
Não resistiu.
- Oi.
Que fraqueza, pensou.
Sentiu-se uma nonsense sem caráter, sem auto-estima, sem um pingo de vergonha na cara.
Conversaram muito bem, bons amigos.
Nenhum sinal da parte dele de recaída.
Não negou que sentia a falta dela, mas fez questão de publicar no jornal que estava adoraaaaaaaaaando viver sozinho...
- Eu também estou, quem não adora, não é?
Aaaaaaaaaaaaaaah, socorro! Gritou mentalmente sentindo que ia começar a chorar.
Fechou a janela do chat.
Uma hora mais se passou.
Ela estática.
Sorumbática.
Lívida. Enjoada. Irritada.
Vontade de vomitar.
- Sei que vou enfartar!
Coração disparado.
23h e ela não resistiu.
Deixou seu ID no privado e ligou pra ele!
Que vagabunda sem caráter e carente que eu sou. Prostituta de merda, uma vaca. Só mesmo uma mulher sem caráter e sem vergonha alguma pra fazer isso! Procurar o ex!!!
Reconheceu-se miseravelmente infeliz, morta de saudade dele, completamente vulnerável, humana. -Merda, falou.
Ele atendeu de primeira o fone "privado".
Mentiroso, pensou. Disse que nunca atendia um telefone privado, que era perigoso. Perigoso de cu é rola. Falso.
- Sou eu, meu bem!
Silêncio.
Um suspiro que dizia: - Ó senhor, daí-me paciência. Só por Belzebu!
Tratou-a bem, meio que mecanicamente, assim que reconheceu o artifício que usara.
Ela convidou-o a "fantasiar"...
- Não era isso o que você vinha fazendo nos últimos meses pela internet?
Perfis fakes no Orkut, facebook, aquelas pesquisas intermináveis nas madrugadas e que deixavam a memória do PC completamente comprometida, totalmente cheia e poluída, com tanta pornografia. Sem contar os vírus.
E os chats de cybersexo que graças a sua amiga hacker conseguira ler? Um nojo, uma vergonha, uma baixaria. Nada do que ele fazia com ela. Imagine!Só fazia aquela putaria pela internet...
Será que também fazia ao vivo? Não. Não poderia acreditar.Seu coração apertou ainda mais.
- Vou marcar um exame de sangue lá no CRAS.
Cybersexo. Que droga é isso mesmo? Não conseguia conceber como alguém podia de fato sentir prazer com essa coisa virtual.
Ela fora tão magoada, tão espezinhada, tão maltratada.
Não sentia prazer nem mais ao vivo. Imaginou pela internet?
- Você gosta de fantasiar, fantasie comigo... Estou usando aquela calcinha que te dá tesão e estou molhadinha ouvindo sua voz...
Foi muito cedo essa sua tentativa. Um erro de estratégia. Ele não quis.
Afirmou que queria somente a amizade dela.
Socoooooooooorro! Que humilhação!
- São Alpino socorrei-me! Falou ela chorando.
Desligou o telefone. Maldito telefone. Desligou o PC. Chutou o PC. Atirou o teclado longe. Só o teclado. Era o mais barato pra comprar novo. Até pra surto de loucura, há que se pensar nas conseqüências.
Desligou sua mente.
Meditou.
Fêz massagem no corpo. Nada adiantou. Chorou de novo.
Mas não sentiu culpa.
Afinal, pensou, quem ama, tenta.
Dormiu bem.
No dia seguinte acordou sozinha sem despertador.
E sem seu homem do lado. Só o cachorro.
Acordou cedo. Bem cedo.
O que o dia lhe prometia?
O que fazer com essas férias repentinas?
Agora teria que agüentar.
Levantou.
Olhou a cara. Inchada. Teria chorado até sonhando? Uma imbecil sentimental.
Massagem. Já! A pele do rosto, do corpo, sua cabeça, seu coração. Tudo seco.
Marcou com seu personal trainner.
Há pelo menos 5 anos ele tentava lhe "comer", pensou ela sorrindo palidamente.
Sempre resistiu. Mas, ai, meu Deus! E agora? Será que ele ainda está gostoso? Sedutor?
Dane-se ele também. Pensou. Quero malhar.
Ele chegou!
Ah, não!
Ele está super acabado! Podrão. Nem como prêmio de consolação!
Vou desistir da ginástica!
Talvez uma operação plástica seja mais eficiente.
Pra ele, claro, não pra mim.
Pensou ela, dessa vez, gargalhando em alto e bom tom.
Seu amigo lhe falara que quem se separa fica sempre "bonito".
Decidiu. À noite aceitaria aquele convite pra sair.
Afinal, há dois anos ele também tentava lhe seduzir. E ela, fiel, também falava não.
Por que não? Pensou. Agora estou livre (seu coração chorou um pouquinho ao ouvir essa palavra).
Amizade com gosto de sexo.
Quem sabe isso lhe fizesse bem pra saúde do corpo, da alma e da mente.
Afinal, nem só de casamentos vive o homem.
A fila anda, diziam suas amigas separadas.
Ele gosta de jazz... O diabo é que pareço argentina, gosto de tango! Mas olhando bem de pertinho, estou mais pra uma tragédia mexicana...
Valei-me meu São Alpino! Gritou ela em alto e bom som.
E comeu um bom teco de chocolate.
E gargalhou mais uma vez, desta vez, com a alma.
Dois meses se passaram nesses jogos e fetiches de recém-separados.
Um tédio. Um encanto. Uma descoberta. Uma lágrima. Muitas gargalhadas.
Afinal não morri! Pensou ela naquele dia.
Descobrira que chocolate era mesmo gostoso, prático, energético, digestivo.
Afinal, chocolate lhe deixava alegre, feliz e não tinha que por camisinha pra comer!
Aliás, quem come quem mesmo?
Sentia-se bem, sexy. O mundo inteiro a queria.
E ela pensava se a mulher separada libertava mesmo o tal de feromônio, algo muito excitante e convidativo...
Todas suas amigas separadas diziam que passaram por essa mesma fase sedutora.
Ela se divertia falando não.
Topou sair com ele depois de dez dias de chat.
Sua amiga casara com um cara que conheceu numa sala de bate-papo.
O fulano escrevia bem e dizia que era o cão.
Pelo menos, foi sincero. Já se apresentou como um cão!
E o que se esperar de um cão? Que agarre qualquer cadela no cio!
Ai meu São Alpino, gargalhava ela toda vez que ele aparecia piscando no chat.
O cara escrevia muito bem, começou mesmo a rolar um link.
Saíram pra jantar.
Gostou dele: sorriso contagiante, uma boca contagiante, um braço forte, malhado, tudo forte nele. Excelente primeiro encontro.
Ela ficou feliz.
Chegou o segundo encontro, ninguém é de ferro, pensou ela, a carne é fraca, até minha avó dizia isso. Concordou em ir pro motel.
E ela se permitiu variar. Variou posições. E lugares. E gostou.
E pensou, oras, se a vibe é a do cão, que seja tudo então bem animal.
Seu ex sempre lhe falava que era santinha e careta.
Valei-me meu São Alpino. E descobriu uma outra função para o chocolate...
É. Vivendo e aprendendo, pensou.
Era véspera de feriado.
A noite terminou.
Um novo dia começou e as lembranças pareciam todas muito distantes.
Pediu que ele a deixasse na Liberdade.
Foi andar e refletir.
Libertas quae será tamen.
Oras! Nem só de sexo vive a mulher.
No dia seguinte foi trabalhar bem cedinho.
O seu celular tocou.
Leu “ privado” no visor.
Será que é ele?
Não atendeu.
Poderia ser de fato muito perigoso.
Sorriu e engatou a primeira.
Solteira de novo.
(SOLTEIRA DE NOVO um conto de Ana Veet Maya escrito em 2008)
foto: armazemdesonhos.com.br
Gosto de escrever sobre tudo.
Às vezes minha inspiração sai em forma de poesia, outras, um texto.
Tem momentos que só quero mesmo é divulgar um amigo, compartilhar algo muito bom e só.
Pra não misturar as tendências, criei um blog apenas pra textos, outro apenas pra poesias e outro para contos.
O blog dos contos não seguiu, porque minha fome de escrever “contos” não é tão grande e preferi tirar o blog do ar, pra não ficar aquela energia estagnada, só com coisas velhas.
Então, toda vez que escrever algum conto que eu goste, postarei aqui neste blog mesmo.
E hoje quero compartilhar um dos meus contos mais lidos.
É o “SOLTEIRA DE NOVO”.
As relações amorosas hoje em dia são cada vez mais curtas e estudos já apontam que a tendência atual é de durarem apenas de 3 a 5 anos!
E eu, mulher madura, do tempo do “até que a morte os separe”, às vezes preciso chacoalhar meus conceitos e preconceitos pra me adaptar.
E viva a modernidade!
Sempre sim pro aqui-agora!
Um abraço a todos os amigos e leitores.
Vocês fazem parte da minha inspiração!
SOLTEIRA DE NOVO um conto de Ana Veet Maya escrito em 2008
foto: irresistivelmulher.blogspot.com
Depois de chorar sete dias, gemer, gritar, bater a cabeça na parede, hoje pela primeira vez, ela saiu de casa.
Foi ao cabeleireiro. Grande coisa.
Pelo menos tingiu os brancos de cima. Mas e os de baixo? Pentelhos brancos... Que broxante!
Limpou a pele.
Os olhos caíram. O peito caiu.Tudo caiu.
Mas estava contente consigo mesma: sete dias e não o procurara nenhuma vez.
Chegou em sua casa feliz, com seu cabelinho fake, sua sobrancelha fake e seu rosto expressivo e verdadeiro, todo enrugado de tanto chorar.
Porcaria.
Ligou o PC e começou a navegar sem destino. Viu uns tubes, ouviu umas músicas, jogou, brincou no chat.
Nada.
Seu pensamento era totalmente dele.
Separações modernas são tão civilizadas...
Maldição.
Ela detestava isso tudo.
Começou a sentir uma comichão. Não sabia dizer aonde é que estava começando aquilo. Começou a suar. Não agüentou e mandou um torpedo.
Silêncio.
Ele não respondeu.
Idiota.
Entrou no facebook.
Ele estava "on".
Oh God! Tenho que resistir!
Não resistiu.
- Oi.
Que fraqueza, pensou.
Sentiu-se uma nonsense sem caráter, sem auto-estima, sem um pingo de vergonha na cara.
Conversaram muito bem, bons amigos.
Nenhum sinal da parte dele de recaída.
Não negou que sentia a falta dela, mas fez questão de publicar no jornal que estava adoraaaaaaaaaando viver sozinho...
- Eu também estou, quem não adora, não é?
Aaaaaaaaaaaaaaah, socorro! Gritou mentalmente sentindo que ia começar a chorar.
Fechou a janela do chat.
Uma hora mais se passou.
Ela estática.
Sorumbática.
Lívida. Enjoada. Irritada.
Vontade de vomitar.
- Sei que vou enfartar!
Coração disparado.
23h e ela não resistiu.
Deixou seu ID no privado e ligou pra ele!
Que vagabunda sem caráter e carente que eu sou. Prostituta de merda, uma vaca. Só mesmo uma mulher sem caráter e sem vergonha alguma pra fazer isso! Procurar o ex!!!
Reconheceu-se miseravelmente infeliz, morta de saudade dele, completamente vulnerável, humana. -Merda, falou.
Ele atendeu de primeira o fone "privado".
Mentiroso, pensou. Disse que nunca atendia um telefone privado, que era perigoso. Perigoso de cu é rola. Falso.
- Sou eu, meu bem!
Silêncio.
Um suspiro que dizia: - Ó senhor, daí-me paciência. Só por Belzebu!
Tratou-a bem, meio que mecanicamente, assim que reconheceu o artifício que usara.
Ela convidou-o a "fantasiar"...
- Não era isso o que você vinha fazendo nos últimos meses pela internet?
Perfis fakes no Orkut, facebook, aquelas pesquisas intermináveis nas madrugadas e que deixavam a memória do PC completamente comprometida, totalmente cheia e poluída, com tanta pornografia. Sem contar os vírus.
E os chats de cybersexo que graças a sua amiga hacker conseguira ler? Um nojo, uma vergonha, uma baixaria. Nada do que ele fazia com ela. Imagine!Só fazia aquela putaria pela internet...
Será que também fazia ao vivo? Não. Não poderia acreditar.Seu coração apertou ainda mais.
- Vou marcar um exame de sangue lá no CRAS.
Cybersexo. Que droga é isso mesmo? Não conseguia conceber como alguém podia de fato sentir prazer com essa coisa virtual.
Ela fora tão magoada, tão espezinhada, tão maltratada.
Não sentia prazer nem mais ao vivo. Imaginou pela internet?
- Você gosta de fantasiar, fantasie comigo... Estou usando aquela calcinha que te dá tesão e estou molhadinha ouvindo sua voz...
Foi muito cedo essa sua tentativa. Um erro de estratégia. Ele não quis.
Afirmou que queria somente a amizade dela.
Socoooooooooorro! Que humilhação!
- São Alpino socorrei-me! Falou ela chorando.
Desligou o telefone. Maldito telefone. Desligou o PC. Chutou o PC. Atirou o teclado longe. Só o teclado. Era o mais barato pra comprar novo. Até pra surto de loucura, há que se pensar nas conseqüências.
Desligou sua mente.
Meditou.
Fêz massagem no corpo. Nada adiantou. Chorou de novo.
Mas não sentiu culpa.
Afinal, pensou, quem ama, tenta.
Dormiu bem.
No dia seguinte acordou sozinha sem despertador.
E sem seu homem do lado. Só o cachorro.
Acordou cedo. Bem cedo.
O que o dia lhe prometia?
O que fazer com essas férias repentinas?
Agora teria que agüentar.
Levantou.
Olhou a cara. Inchada. Teria chorado até sonhando? Uma imbecil sentimental.
Massagem. Já! A pele do rosto, do corpo, sua cabeça, seu coração. Tudo seco.
Marcou com seu personal trainner.
Há pelo menos 5 anos ele tentava lhe "comer", pensou ela sorrindo palidamente.
Sempre resistiu. Mas, ai, meu Deus! E agora? Será que ele ainda está gostoso? Sedutor?
Dane-se ele também. Pensou. Quero malhar.
Ele chegou!
Ah, não!
Ele está super acabado! Podrão. Nem como prêmio de consolação!
Vou desistir da ginástica!
Talvez uma operação plástica seja mais eficiente.
Pra ele, claro, não pra mim.
Pensou ela, dessa vez, gargalhando em alto e bom tom.
Seu amigo lhe falara que quem se separa fica sempre "bonito".
Decidiu. À noite aceitaria aquele convite pra sair.
Afinal, há dois anos ele também tentava lhe seduzir. E ela, fiel, também falava não.
Por que não? Pensou. Agora estou livre (seu coração chorou um pouquinho ao ouvir essa palavra).
Amizade com gosto de sexo.
Quem sabe isso lhe fizesse bem pra saúde do corpo, da alma e da mente.
Afinal, nem só de casamentos vive o homem.
A fila anda, diziam suas amigas separadas.
Ele gosta de jazz... O diabo é que pareço argentina, gosto de tango! Mas olhando bem de pertinho, estou mais pra uma tragédia mexicana...
Valei-me meu São Alpino! Gritou ela em alto e bom som.
E comeu um bom teco de chocolate.
E gargalhou mais uma vez, desta vez, com a alma.
Dois meses se passaram nesses jogos e fetiches de recém-separados.
Um tédio. Um encanto. Uma descoberta. Uma lágrima. Muitas gargalhadas.
Afinal não morri! Pensou ela naquele dia.
Descobrira que chocolate era mesmo gostoso, prático, energético, digestivo.
Afinal, chocolate lhe deixava alegre, feliz e não tinha que por camisinha pra comer!
Aliás, quem come quem mesmo?
Sentia-se bem, sexy. O mundo inteiro a queria.
E ela pensava se a mulher separada libertava mesmo o tal de feromônio, algo muito excitante e convidativo...
Todas suas amigas separadas diziam que passaram por essa mesma fase sedutora.
Ela se divertia falando não.
Topou sair com ele depois de dez dias de chat.
Sua amiga casara com um cara que conheceu numa sala de bate-papo.
O fulano escrevia bem e dizia que era o cão.
Pelo menos, foi sincero. Já se apresentou como um cão!
E o que se esperar de um cão? Que agarre qualquer cadela no cio!
Ai meu São Alpino, gargalhava ela toda vez que ele aparecia piscando no chat.
O cara escrevia muito bem, começou mesmo a rolar um link.
Saíram pra jantar.
Gostou dele: sorriso contagiante, uma boca contagiante, um braço forte, malhado, tudo forte nele. Excelente primeiro encontro.
Ela ficou feliz.
Chegou o segundo encontro, ninguém é de ferro, pensou ela, a carne é fraca, até minha avó dizia isso. Concordou em ir pro motel.
E ela se permitiu variar. Variou posições. E lugares. E gostou.
E pensou, oras, se a vibe é a do cão, que seja tudo então bem animal.
Seu ex sempre lhe falava que era santinha e careta.
Valei-me meu São Alpino. E descobriu uma outra função para o chocolate...
É. Vivendo e aprendendo, pensou.
Era véspera de feriado.
A noite terminou.
Um novo dia começou e as lembranças pareciam todas muito distantes.
Pediu que ele a deixasse na Liberdade.
Foi andar e refletir.
Libertas quae será tamen.
Oras! Nem só de sexo vive a mulher.
No dia seguinte foi trabalhar bem cedinho.
O seu celular tocou.
Leu “ privado” no visor.
Será que é ele?
Não atendeu.
Poderia ser de fato muito perigoso.
Sorriu e engatou a primeira.
Solteira de novo.
(SOLTEIRA DE NOVO um conto de Ana Veet Maya escrito em 2008)
AMIGO, BOM DIA
por Ana Veet Maya
foto:historiasdeemilia.blogspot.com
Uma corrente
Um incêndio
Um corpo que acorda
Uma voz, um pedido.
Tua casa, tua porta.
Um gemido lascivo
Um toque amoroso
Bendito e bandido
Carinho e gozo!
Uma dança integrada
Na cama, no muro,
Uma noite estrelada
Silêncio, sussurro.
Reencontro, chegada
Um sorriso de entrega
Uma rosa na mão.
Promessas, viagens
O sim, nunca não!
Corações ritmados
Movendo a alegria
Querido, amado,
Amigo, bom dia!
foto:historiasdeemilia.blogspot.com
Um incêndio
Um corpo que acorda
Uma voz, um pedido.
Tua casa, tua porta.
Um gemido lascivo
Um toque amoroso
Bendito e bandido
Carinho e gozo!
Uma dança integrada
Na cama, no muro,
Uma noite estrelada
Silêncio, sussurro.
Reencontro, chegada
Um sorriso de entrega
Uma rosa na mão.
Promessas, viagens
O sim, nunca não!
Corações ritmados
Movendo a alegria
Querido, amado,
Amigo, bom dia!
29 June 2011
SÃO PEDRIM!
por Ana Veet Maya
imagem do blog blog.cancaonova.com
Eu rezei pra Santo Inácio
Santo Antonio e São João
Pai Nosso, Ave-Maria
E do Francisco a oração.
Patuá, eu fiz promessa
Paguei dízimo e jejuei
Fiz tudim que me ensinaram
Pra mó deu encontrar meu bem.
Mas que nada, que ironia
Eita sorte mais marvada
Só encontro porcaria
Oi qui vida mais danada!
Chamei Cosmi e Damião
Mãe Maria e os Anjim
Puis doce pro seu minino
Cuscuis e inté carneirim!...
Fiz de tudo, meus santim
Mais num acho solução
Tô sortera, tô sozim
Quem pode me dá a mão?
Foi-se embora meu amô
Só me aprontô cilada
Será mió ficá sem ele
Ou tão mar acompanhada?
Escuita bem São Pedrim
Tu que abre todas porta
Abre bem os meu camim
Que num entre gente torta!
Esta vida é engraçada
Se veve junto ou sem ninguém
Mil vivas São Pedrim!
Abra as porta pro meu bem!
imagem do blog blog.cancaonova.com
Santo Antonio e São João
Pai Nosso, Ave-Maria
E do Francisco a oração.
Patuá, eu fiz promessa
Paguei dízimo e jejuei
Fiz tudim que me ensinaram
Pra mó deu encontrar meu bem.
Mas que nada, que ironia
Eita sorte mais marvada
Só encontro porcaria
Oi qui vida mais danada!
Chamei Cosmi e Damião
Mãe Maria e os Anjim
Puis doce pro seu minino
Cuscuis e inté carneirim!...
Fiz de tudo, meus santim
Mais num acho solução
Tô sortera, tô sozim
Quem pode me dá a mão?
Foi-se embora meu amô
Só me aprontô cilada
Será mió ficá sem ele
Ou tão mar acompanhada?
Escuita bem São Pedrim
Tu que abre todas porta
Abre bem os meu camim
Que num entre gente torta!
Esta vida é engraçada
Se veve junto ou sem ninguém
Mil vivas São Pedrim!
Abra as porta pro meu bem!
20 June 2011
O SAGRADO EM NOSSA VIDA
O SAGRADO EM NOSSA VIDA, texto de Ana Veet Maya
Cresci recitando salmos.
Desde o tempo da Governador.
Dona Bia, senhora benemérita, coração maternal, reunia todas as crianças da rua e uma vez por semana, nos contava histórias da Bíblia.

Eu sempre detestei catecismo ou qualquer coisa que viesse com as premissas “se você fizer isso vai ganhar aquilo”. Se não fizer, pra você o fogo do inferno...
Com Dona Bia e seu flanelógrafo verde, as histórias de Davi e o gigante Golias, Moisés na barca do Nilo, José e o filho pródigo, a história dos Reis Magos e o nascimento do menino Jesus, a estrela de Belém e outras tantas, ganhavam calor e sabor de contos de fadas.
E as crianças da rua, reunidos em torno dessa generosa senhora, aprendiam a compartilhar, a respeitar o próximo e desenvolver a fé.
Meus pais eram católicos, minha avó era espírita, Dona Bia evangélica. E eu, desde pequena, uma perfeita cidadã ecumênica.
Cresci respeitando todos os credos, ávida por filosofias e cheia de fé.
Hoje, alimento-me dos mantras indianos da mesma forma que pratico os mantras budistas e/ou os salmos da Bíblia.
As palavras proferidas com o coração, são energias suaves
que partem do Universo e alimentam nossos corpos e mentes.
Deus, Buda, Jesus, O Divino, Osho, O Universo, A Terra, Isis, Alah, O Mestre de Si Mesmo... Não importa qual o teu mestre, qual tua crença, qual o caminho que escolheu...
Como você vai escolher celebrar o sagrado em sua vida, faz parte da sua escolha. Só sua.
imagens :http://convivioemaus.blogspot.com/2011/05/ecumenismo-no-itesc.html
julygothicmetal.blogspot.com e Rapha Preto
Cresci recitando salmos.
Desde o tempo da Governador.
Dona Bia, senhora benemérita, coração maternal, reunia todas as crianças da rua e uma vez por semana, nos contava histórias da Bíblia.

Eu sempre detestei catecismo ou qualquer coisa que viesse com as premissas “se você fizer isso vai ganhar aquilo”. Se não fizer, pra você o fogo do inferno...
Com Dona Bia e seu flanelógrafo verde, as histórias de Davi e o gigante Golias, Moisés na barca do Nilo, José e o filho pródigo, a história dos Reis Magos e o nascimento do menino Jesus, a estrela de Belém e outras tantas, ganhavam calor e sabor de contos de fadas.
E as crianças da rua, reunidos em torno dessa generosa senhora, aprendiam a compartilhar, a respeitar o próximo e desenvolver a fé.
Meus pais eram católicos, minha avó era espírita, Dona Bia evangélica. E eu, desde pequena, uma perfeita cidadã ecumênica.
Cresci respeitando todos os credos, ávida por filosofias e cheia de fé.
Hoje, alimento-me dos mantras indianos da mesma forma que pratico os mantras budistas e/ou os salmos da Bíblia.
As palavras proferidas com o coração, são energias suaves
que partem do Universo e alimentam nossos corpos e mentes.
QUE TENHAMOS TODOS
a liberdade para pensar,
a liberdade para pensar,
para sentir,
para desenvolver e acreditar (ou não...)
Deus, Buda, Jesus, O Divino, Osho, O Universo, A Terra, Isis, Alah, O Mestre de Si Mesmo... Não importa qual o teu mestre, qual tua crença, qual o caminho que escolheu...
PORQUE o Sagrado habita nosso coração.
Como você vai escolher celebrar o sagrado em sua vida, faz parte da sua escolha. Só sua.
Não se deixe manipular.
Seja autêntico, seja uno, seja você!
O SAGRADO EM NOSSA VIDA, texto de Ana Veet Mayaimagens :http://convivioemaus.blogspot.com/2011/05/ecumenismo-no-itesc.html
julygothicmetal.blogspot.com e Rapha Preto
13 June 2011
ATMO
por Ana Veet Maya
imagem: http://www.cuecasnacozinha.com/2010_09_01_archive.html
Vejo tua face
Sinto teu cheiro
Sigo o movimento
Volátil imaginação.
Vários pontos
Sonha mente veloz.
A palavra é pouca
Quando o sentir é mais
E transborda do peito
Como o recheio cremoso
Vazando do bolo de festa.
imagem: http://www.cuecasnacozinha.com/2010_09_01_archive.html
Vejo tua face
Sinto teu cheiro
Sigo o movimento
Volátil imaginação.
Retas e espirais
Voa o pensamentoSonha mente veloz.
A palavra é pouca
Quando o sentir é mais
E transborda do peito
Como o recheio cremoso
Vazando do bolo de festa.
12 June 2011
COMPARTILHAR
por Ana Veet Maya imagem: simplesmenteamorr.blogspot.com
Trago nas mãos
Um pote de mel
E as flores do caminho
Têm as cores da poesia.
Trago nas mãos
Os cheiros e os tons
De sonhos mais que reais.
É viva minha esperança!
Trago nas mãos
A alegria da criança
Os gostos das festas
E sons de prazeres.
Trago nas mãos
Todos meus quereres
E minha alegria
É convite para o amor.
Trago nas mãos
Minha alma lavada
E num sopro ao teu ouvido
Compartilho esta jornada.
anaveetmaya
Trago nas mãosUm pote de mel
E as flores do caminho
Têm as cores da poesia.
Trago nas mãos
Os cheiros e os tons
De sonhos mais que reais.
É viva minha esperança!
Trago nas mãos
A alegria da criança
Os gostos das festas
E sons de prazeres.
Trago nas mãos
Todos meus quereres
E minha alegria
É convite para o amor.
Trago nas mãos
Minha alma lavada
E num sopro ao teu ouvido
Compartilho esta jornada.
anaveetmaya
31 May 2011
FERNANDA BRAGA
31 de maio de 2011
Dia lindo!
Estas tardes de outono têm sido maravilhosas!
Céu azul, aquele solzinho de tarde.
Minha gatinha Matilda deita e rola no chão.
Lambe-se inteira e alegre deita na terra do jardim.
Fiquei muito feliz com o progresso de dois pacientes.
Como é bom trabalhar e sentir que nosso estudo, nosso trabalho e dedicação fazem a diferença.
Tenho me aventurado na cozinha e me divertido com minhas obras culinárias.
Nunca soube cozinhar, mas assistindo os vídeos da Carol não tem como não aprender.
Trabalho, família, gatos, cobertor, ginástica, roupas simples, cara lavada, teatro com o Grupo Sensus toda sexta-feira.
Como é legal estarmos abertos para a vida, venha do jeito que vier.
Final de tarde com uma surpresa vinda da Itália!
Parabéns Fernanda Braga!
Estilista brasileira fazendo sucesso em Nápolis!
Só quem conhece esta menina desde os 15 anos como eu, sabe dizer a garra que ela tem.
E pensar que muita gente fica esperando ter sorte!
Fernanda não espera.
Ela estuda e faz!
Sacou o recado?
Boa noite a todos e sucesso no Fashion Show ISD *, Fernanda!
* Fashion Show ISD
Dia 7 de junho
Museo PAN --- Palazzo delle Arti ---
Via Dei Mille 60, 80121
Naples, Italy
Dia lindo!
Estas tardes de outono têm sido maravilhosas!
Céu azul, aquele solzinho de tarde.
Minha gatinha Matilda deita e rola no chão.
Lambe-se inteira e alegre deita na terra do jardim.
Fiquei muito feliz com o progresso de dois pacientes.
Como é bom trabalhar e sentir que nosso estudo, nosso trabalho e dedicação fazem a diferença.
Tenho me aventurado na cozinha e me divertido com minhas obras culinárias.
Nunca soube cozinhar, mas assistindo os vídeos da Carol não tem como não aprender.
Trabalho, família, gatos, cobertor, ginástica, roupas simples, cara lavada, teatro com o Grupo Sensus toda sexta-feira.
Como é legal estarmos abertos para a vida, venha do jeito que vier.
Final de tarde com uma surpresa vinda da Itália!
Parabéns Fernanda Braga!
Estilista brasileira fazendo sucesso em Nápolis!
Só quem conhece esta menina desde os 15 anos como eu, sabe dizer a garra que ela tem.
E pensar que muita gente fica esperando ter sorte!
Fernanda não espera.
Ela estuda e faz!
Sacou o recado?
Boa noite a todos e sucesso no Fashion Show ISD *, Fernanda!
* Fashion Show ISD
Dia 7 de junho
Museo PAN --- Palazzo delle Arti ---
Via Dei Mille 60, 80121
Naples, Italy
25 May 2011
O QUEIJO
por Ana Veet Maya
foto do blog: elielmi.blogspot.com
25 DE MAIO DE 2011
Hoje me detive olhando aquele senhor que ensaiava comprar um queijo branco.
Pegava um na mão, olhava com carinha de criança com vontade. E deitava o queijo novamente na barca.
Esforçava os olhos atrás das lentes, tentando ler os preços.
Repetiu o movimento três vezes e andando lenta e timidamente, dirigiu-se ao caixa apenas com uma bengala de pão.
Quantas pessoas neste momento estão se queixando da vida, mas sua cama é quente, sua mesa é farta, seu guarda-roupa transborda...
Estamos cercados pelos excessos, neste mundo com tantas carências. Inexplicáveis contrastes.
Compartilhar deveria ser a palavra. Somar. Repartir.
Mas para isso, há que se ver o outro.
Mas estamos tão cegos e enclausurados no próprio ser, que ver o outro fica quase impossível. Mesmo que ele esteja caído no chão da nossa calçada.
Sinto-me fraca nesses momentos. Porque minha parte é tão pequena...
Escrevo então a ânsia de respostas e caminhos.
E silencio.
foto do blog: elielmi.blogspot.com
25 DE MAIO DE 2011
Hoje me detive olhando aquele senhor que ensaiava comprar um queijo branco.
Pegava um na mão, olhava com carinha de criança com vontade. E deitava o queijo novamente na barca.
Esforçava os olhos atrás das lentes, tentando ler os preços.
Repetiu o movimento três vezes e andando lenta e timidamente, dirigiu-se ao caixa apenas com uma bengala de pão.
Quantas pessoas neste momento estão se queixando da vida, mas sua cama é quente, sua mesa é farta, seu guarda-roupa transborda...
Estamos cercados pelos excessos, neste mundo com tantas carências. Inexplicáveis contrastes.
Compartilhar deveria ser a palavra. Somar. Repartir.
Mas para isso, há que se ver o outro.
Mas estamos tão cegos e enclausurados no próprio ser, que ver o outro fica quase impossível. Mesmo que ele esteja caído no chão da nossa calçada.
Sinto-me fraca nesses momentos. Porque minha parte é tão pequena...
Escrevo então a ânsia de respostas e caminhos.
E silencio.
18 May 2011
GRUPO SENSUS, toda sexta!
É um grande prazer fazer parte de um grupo tão sério, pura emoção e poesia: Grupo SENSUS.
Estamos em cartaz na CASA DAS ROSAS, toda sexta-feira, até dia primeiro de julho.
KÍNESIS: sobre o movimento, o tempo e recomeços. Logo na entrada, o público é vendado e conduzido pelos atores. Durante o trajeto, são estimulados através do tato, olfato, audição e viajam na interpretação da obra literária de autores como Leonardo da Vinci, Dante Alighieri, Juliano Hollivier e outros. Um espetáculo que acontece por três horas e permite que o público tenha liberdade de entrar quando desejar, de maneira ininterrupta.
Encontro você lá!
Venha nos "sentir"!
Estamos em cartaz na CASA DAS ROSAS, toda sexta-feira, até dia primeiro de julho.
KÍNESIS: sobre o movimento, o tempo e recomeços. Logo na entrada, o público é vendado e conduzido pelos atores. Durante o trajeto, são estimulados através do tato, olfato, audição e viajam na interpretação da obra literária de autores como Leonardo da Vinci, Dante Alighieri, Juliano Hollivier e outros. Um espetáculo que acontece por três horas e permite que o público tenha liberdade de entrar quando desejar, de maneira ininterrupta.
Encontro você lá!
Venha nos "sentir"!
9 May 2011
BOA SEMANA!
por Ana Veet Maya
foto : http://wallpapers-diq.com/wp/90__Four_Seasons_Wallpaper.html
Muda tudo a todo o momento.
Meu corpo, meu rosto, minha expressão.
Mulher madura, um certo conhecimento, menos pressa, uma forma mais calma de encarar as montanhas da travessia.
Mudam as perspectivas. Os projetos.
Mudam os caminhos e as paisagens.
Chegam novos rostos, novas histórias, quantas histórias!
Tantas mudanças na vida.
E este meu coração é sempre apaixonado!
Encanta-me o nascer de cada dia.
E a cada respiração, uma nova inspiração, um novo gás.
O belo nos cerca.
A criação é para todos!
Compartilhar é tudo de bom!
O que de mais maravilhoso está segunda-feira nos oferece?
Vamos nos conectar com a perfeição, a alegria.
A cada respiração, novas possibilidades.
Vamos respirar!
Boa semana, meus amigos, meus familiares, meus irmãos de jornada!
(ANA VEET MAYA, terapeuta. Para agendar um atendimento envie um e-mail para anaveetmaya@cameracao.com )
foto : http://wallpapers-diq.com/wp/90__Four_Seasons_Wallpaper.html
Meu corpo, meu rosto, minha expressão.
Mulher madura, um certo conhecimento, menos pressa, uma forma mais calma de encarar as montanhas da travessia.
Mudam as perspectivas. Os projetos.
Mudam os caminhos e as paisagens.
Chegam novos rostos, novas histórias, quantas histórias!
Tantas mudanças na vida.
E este meu coração é sempre apaixonado!
Encanta-me o nascer de cada dia.
E a cada respiração, uma nova inspiração, um novo gás.
O belo nos cerca.
A criação é para todos!
Compartilhar é tudo de bom!
O que de mais maravilhoso está segunda-feira nos oferece?
Vamos nos conectar com a perfeição, a alegria.
A cada respiração, novas possibilidades.
Vamos respirar!
Boa semana, meus amigos, meus familiares, meus irmãos de jornada!
(ANA VEET MAYA, terapeuta. Para agendar um atendimento envie um e-mail para anaveetmaya@cameracao.com )
1 May 2011
MEMORIAS DO QUINTAL
Ainda menina, sempre quando eu voltava do Corinthians a pé, morria de sede e só queria chegar logo em casa pra beber água. Caminhava com tanto cansaço, depois de horas de exercícios, que só o pensar na água descendo goela abaixo, já me dava alívio e alegria. Entrava em casa correndo e ia direto pro tanque. Porque tinha que ser água de bastante, escorrendo abundante! Bebia, bebia, até a barriga doer. A alegria era imensa. Não dava pra medir. E tudo estava certo. Quando chovia forte e trovejava, minha avó pedia que a gente escondesse as tesouras. Eu tinha medo que o céu fosse cair. Mas uma vez assisti a um filme que mostrava duendes jogando boliche no céu. O filme dizia que era isso o que provocava aquele barulhão... Ficou tão simples tudo e nunca mais tive medo de trovão... À noite eu tinha pesadelos, suava frio. Meu pai vinha me cobrir e sorria pra mim. Contava piadinhas engraçadas e puras. Minha avó dizia que depois da meia-noite já começava a clarear. Dizia pra gente não focar no escuro e sim, na luz. De repente eu ouvia passos no corredor do quintal. Era meu avô, madrugando pra ir trabalhar na feira. Ele sempre dava uma tossidinha quando abria o portão. E quando eu o ouvia, sabia que o dia estava raiando e eu vencera mais uma vez o medo da escuridão. A vida continuava. Eu adorava ver minha avó escovando os ternos do meu avô, enquanto ele se barbeava cantando as músicas de Nelson Gonçalves. Casa em festa era a família reunida! À noite meu irmão e eu pegávamos uma lanterna e brincávamos de cabaninha, iluminando por debaixo das cobertas.Quantas viagens e risadas! E tudo era simples e natural. Minha mãe toda semana, comprava um pouco de guloseimas na feira. Nossa vida era regrada e as guloseimas tinham que durar a semana toda.A casa ficava em festa, cheirando bolacha, cheirando docinhos de leite, delicados e jujubas. Os incentivos da minha mãe, os conselhos da minha avó, o canto do meu avô, o sorriso cúmplice do meu pai, a inocência do meu irmão, o cheiro da minha casa em festa, tudo isso ainda inunda minhas narinas e refresca a minha mente, massageia meu coração. Alegria! A alegria é mais forte que a dor. A alegria dá asas para a criatividade, traz paz ao coração. A alegria une os corações puros. A alegria é simples. Não precisa de enfeites. Não precisa de dinheiro.Basta saber olhar.Basta enxergar com os olhos do coração... Hoje olho o mesmo céu azul.As nuvens ainda formam desenhos. E eu escuto “you are my special Angel till the eternity” e eu me emociono. Que eu possa ser sempre alegre e expandir essa vibração. (ALEGRIA, texto de Ana Veet Maya)
29 April 2011
GRUPO SENSUS em NOVA TEMPORADA: KÍNESIS
http://gruposensus.blogspot.com/ - 
KÍNESIS
textos de Leonardo da Vinci, Dante Alighieri, Juliano Hollivier entre outros.
Novos poemas e com um trajeto modificado, a sequencia "Kínesis" dessa vez convida os espectadores a percorrer uma instalação sensorial dentro do Casarão conduzido pelos personagens que os estimulam sensorialmente através do tato, olfato, audição e paladar.
O espectador é vendado na entrada.
Com o Grupo SENSUS.
Direção Thereza Pìffer.
CASA DAS ROSAS
Sex, 19...h, 20h e 21h.
R$40 (inteira) R$ 20,00 (meia) livre.
Av. Paulista, 37 - Bela Vista - SP -
Tel. 3285.6986 / 3288.9447 / 6034.1600. Metrô Brigadeiro.
Bilhet. sex, 18h.
Estréia 06/05
SOBRE A PERFORMANCE
KÍNESIS - Sobre o movimento, o tempo e alguns recomeços....
Porque tudo que começa, começa se movendo.
Movimento é ação, aprendizado, mudança, representação e reestruturação.
O Grupo SENSUS em KÍNESIS, propõe essa temática à medida que percebe que o homem contemporâneo precisa cada vez mais se mover de forma mais ampla.
A harmonia com os outros seres e o coletivo e em direção às suas vontades e ambições particulares em cada segundo de sua experiência na vida.
KÍNESIS é para que as pessoas literalmente, se dêem ao trabalho de prestar atenção, com calma e discernimento naquilo que fazem pois muito movimento gera confusão, caos.
Pouco ou nenhum, gera acomodação e desistência.
É preciso que as coisas estejam em harmonia.
Hoje, o homem em si, é um “acidente ambulante” , sob a ilusão de uma vida regrada com movimentos de horários, afazeres e compromissos, cada um vive internamente uma completa desordem, sem saber ao certo o que fazer, o que fazer primeiro, ou o que fazer depois.
A vida humana tem sido um acidente pelo qual estamos nos movendo, ou sendo movidos.
Esta performance, mais do que contemplar essa harmonia, irá atentar para o quanto faz diferença tê-la sempre.
Como é característico na maioria dos trabalhos do SENSUS, logo na entrada do espetáculo, o público é vendado e convidado a percorrer um trajeto conduzido pelos atores que, além de guiá-los, interpretam textos e os estimulam sensorialmente através do tato, olfato, audição e paladar, e interpretando a obra literária de Leonardo da Vinci, Dante Alighieri e Juliano Hollivier.
Um espetáculo que permanece “acontecendo” por três horas, permitindo que o público tenha liberdade de entrar na hora que desejar de maneira ininterrupta.
Informações 3285.6986 / 3288.9447 / 6034.1600
KÍNESIS
textos de Leonardo da Vinci, Dante Alighieri, Juliano Hollivier entre outros.
Novos poemas e com um trajeto modificado, a sequencia "Kínesis" dessa vez convida os espectadores a percorrer uma instalação sensorial dentro do Casarão conduzido pelos personagens que os estimulam sensorialmente através do tato, olfato, audição e paladar.
O espectador é vendado na entrada.
Com o Grupo SENSUS.
Direção Thereza Pìffer.
CASA DAS ROSAS
Sex, 19...h, 20h e 21h.
R$40 (inteira) R$ 20,00 (meia) livre.
Av. Paulista, 37 - Bela Vista - SP -
Tel. 3285.6986 / 3288.9447 / 6034.1600. Metrô Brigadeiro.
Bilhet. sex, 18h.
Estréia 06/05
SOBRE A PERFORMANCE
KÍNESIS - Sobre o movimento, o tempo e alguns recomeços....
Porque tudo que começa, começa se movendo.
Movimento é ação, aprendizado, mudança, representação e reestruturação.
O Grupo SENSUS em KÍNESIS, propõe essa temática à medida que percebe que o homem contemporâneo precisa cada vez mais se mover de forma mais ampla.
A harmonia com os outros seres e o coletivo e em direção às suas vontades e ambições particulares em cada segundo de sua experiência na vida.
KÍNESIS é para que as pessoas literalmente, se dêem ao trabalho de prestar atenção, com calma e discernimento naquilo que fazem pois muito movimento gera confusão, caos.
Pouco ou nenhum, gera acomodação e desistência.
É preciso que as coisas estejam em harmonia.
Hoje, o homem em si, é um “acidente ambulante” , sob a ilusão de uma vida regrada com movimentos de horários, afazeres e compromissos, cada um vive internamente uma completa desordem, sem saber ao certo o que fazer, o que fazer primeiro, ou o que fazer depois.
A vida humana tem sido um acidente pelo qual estamos nos movendo, ou sendo movidos.
Esta performance, mais do que contemplar essa harmonia, irá atentar para o quanto faz diferença tê-la sempre.
Como é característico na maioria dos trabalhos do SENSUS, logo na entrada do espetáculo, o público é vendado e convidado a percorrer um trajeto conduzido pelos atores que, além de guiá-los, interpretam textos e os estimulam sensorialmente através do tato, olfato, audição e paladar, e interpretando a obra literária de Leonardo da Vinci, Dante Alighieri e Juliano Hollivier.
Um espetáculo que permanece “acontecendo” por três horas, permitindo que o público tenha liberdade de entrar na hora que desejar de maneira ininterrupta.
Informações 3285.6986 / 3288.9447 / 6034.1600
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