3 September 2011
30 August 2011
COLESTEROL
Olá amigos! Saúde a todos!
Costumo receber vários e-mails, alguns muito valiosos, como os que recebo de meu querido mestre Prashanto.
Sempre quis escrever sobre essa maldição que parece nos perseguir: o colesterol.
Eu mesma, que nunca havia tido qualquer problema, num momento de muito estresse vi a bandida taxa de colesterol aumentar! Justo eu, que não como gorduras e faço exercícios!
Atendo a muitas pessoas bastante magras e com taxas de colesterol altíssimas. Pessoas que não ingerem gorduras e, ainda assim, tem problemas imensos e não conseguem baixar a taxa... Atendo também pessoas bastante obesas, que não tem a taxa do colesterol alta.
Isso sempre me deixou encafifada.
Recomendo uma alimentação balanceada, natural, rica em fibras, muita água e exercícios.
E não tem mesmo como fugir disso, gente!
Pra baixar nossa taxa de colesterol, vamos dizer adeus aos bolos doces e deliciosos, a farinha branca, aos prazerosos, mas terríveis, carbohidratos! E dá-lhe exercícios! Temos que enfrentar e fazer tudo isso, se quisermos viver mais e com qualidade de vida sempre!
Não sou médica, sou apenas uma terapeuta que trabalha com comunicação e qualidade de vida.
Gostei demais do e-mail que recebi do Prashanto, com o texto do Dr. Dwight Lundell e assim, resolvi compartilhar!
"Dr Lundell é ex-Chefe de Gabinete e Chefe de Cirurgia no Hospital do Coração Banner, Mesa, Arizona. Sua prática privada, Cardíaca Care Center foi em Mesa, Arizona. Recentemente, Dr. Lundell deixou a cirurgia para se concentrar no tratamento nutricional de doenças cardíacas. Ele é o fundador da Fundação Saúde dos Humanos, que promove a saúde humana com foco na ajuda às grandes corporações promover o bem estar. Ele é o autor de "A Cura para a Doença Cardíaca e A Grande Mentira do Colesterol".
Agradeço ao mestre Prashanto por compartilhar sempre o melhor com todos nós da Escola de Mistérios.
A mim, o texto esclareceu muito.
Espero que também esclareça a você, querido leitor!
Paz e luz!
Ana Veet Maya
Colesterol não é o inimigo que você foi induzido a crer 1/6/2011

Cirurgião Cardíaco admite enorme erro!
Por Dr. Lundell Dwight, MD
Nós os médicos com todos os nossos treinamentos, conhecimento e autoridade, muitas vezes adquirimos um ego bastante grande, que tende a tornarmos difícil admitir que estamos errados. Então, aqui está. Admito estar errado...
Como um cirurgião com experiência de 25 anos, tendo realizado mais de 5.000 cirurgias de coração aberto, hoje é meu dia para reparar o erro de médicos com este fato científico.Eu treinei por muitos anos com outros médicos proeminentes rotulados como "formadores de opinião." Bombardeado com a literatura científica, sempre participando de seminários de educação, formuladores de opinião que insistiam que doença cardíaca resulta do fato simples dos elevados níveis de colesterol no sangue.
A terapia aceita era a prescrição de medicamentos para baixar o colesterol e uma severa dieta restringido a ingestão de gordura. Este último é claro que insistiu que baixar o colesterol e doenças cardíacas. Qualquer recomendação diferente era considerada uma heresia e poderia possivelmente resultar em erros médicos.
Ela não está funcionando! Estas recomendações não são cientificamente ou moralmente defensáveis. A descoberta, há alguns anos que a inflamação na parede da artéria é a verdadeira causa da doença cardíaca é lenta, levando a uma mudança de paradigma na forma como as doenças cardíacas e outras enfermidades crônicas serão tratados.
As recomendações dietéticas estabelecidas há muito tempo ter criado uma epidemia de obesidade e diabetes, cujas consequências apequenam qualquer praga histórica em termos de mortalidade, o sofrimento humano e terríveis consequências econômicas.
Apesar do fato de que 25% da população tomar caros medicamentos a base de estatina e, apesar do fato de termos reduzido o teor de gordura de nossa dieta, mais americanos vão morrer este ano de doença cardíaca do que nunca. Estatísticas do American Heart Association, mostram que 75 milhões dos americanos atualmente sofrem de doenças cardíacas, 20 milhões têm diabetes e 57 milhões têm pré-diabetes. Esses transtornos estão a afetar pessoas cada vez mais jovens em maior número a cada ano.
Simplesmente dito, sem a presença de inflamação no corpo, não há nenhuma maneira que faça com que o colesterol se acumule nas paredes dos vasos sanguíneos e cause doenças cardíacas e derrames. Sem a inflamação, o colesterol se movimenta livremente por todo o corpo como a natureza determina. É a inflamação que faz o colesterol ficar preso.
A inflamação não é complicada - é simplesmente a defesa natural do corpo a um invasor estrangeiro, tais como toxinas, bactéria ou vírus. O ciclo de inflamação é perfeito na forma como ela protege o corpo contra esses invasores virais e bacterianos. No entanto, se cronicamente expor o corpo à lesão por toxinas ou alimentos no corpo humano, para os quais não foi projetado para processar, uma condição chamada inflamação crônica ocorre. A inflamação crônica é tão prejudicial quanto a inflamação aguda é benéfica.
Que pessoa ponderada voluntariamente exporia repetidamente a alimentos ou outras substâncias conhecidas por causarem danos ao corpo? Bem, talvez os fumantes, mas pelo menos eles fizeram essa escolha conscientemente. O resto de nós simplesmente seguia a dieta recomendada correntemente, baixa em gordura e rica em gorduras poli-insaturadas e carboidratos, não sabendo que estavam causando prejuízo repetido para os nossos vasos sanguíneos. Esta lesão repetida cria uma inflamação crônica que leva à doença cardíaca, diabetes, ataque cardíaco e obesidade.
Deixe-me repetir isso. A lesão e inflamação crônica em nossos vasos sanguíneos é causada pela dieta de baixo teor de gordura recomendada por anos pela medicina convencional.
Quais são os maiores culpados da inflamação crônica? Simplesmente, são a sobrecarga de simples carboidratos altamente processados (açúcar, farinha e todos os produtos fabricados a partir deles) e o excesso de consumo de óleos ômega-6 (vegetais como soja, milho e girassol), que são encontrados em muitos alimentos processados.
Imagine esfregar uma escova dura repetidamente sobre a pele macia até que ela fique muito vermelho e quase sangrando. Faça isto várias vezes ao dia, todos os dias por cinco anos. Se você pudesse tolerar esta dolorosa escovação, você teria um sangramento, inchaço e infecção da área, que se tornaria pior a cada lesão repetida. Esta é uma boa maneira de visualizar o processo inflama tório que pode estar acontecendo em seu corpo agora.
Independentemente de onde ocorre o processo inflamatório, externamente ou internamente, é a mesma. Eu olhei dentro de milhares e milhares de artérias. Na artéria doente parece que alguém pegou uma escova e esfregou repetidamente contra a parede da veia. Várias vezes por dia, todos os dias, os alimentos que comemos criam pequenas lesões compondo em mais lesões, fazendo com que o corpo responda de forma contínua e adequada com a inflamação.
Enquanto saboreamos um tentador pão doce, o nosso corpo responde de forma alarmante como se um invasor estrangeiro chegasse declarando guerra. Alimentos carregados de açúcares e carboidratos simples, ou processados com óleos omega-6 para durar mais nas prateleiras foram a base da dieta americana durante seis décadas. Estes alimentos foram lentamente envenenando a todos.
Como é que um simples bolinho doce cria uma cascata de inflamação fazendo-o adoecer?
Imagine derramar melado no seu teclado, ai você tem uma visão do que ocorre dentro da célula. Quando consumimos carboidratos simples como o açúcar, o açúcar no sangue sobe rapidamente. Em resposta, o pâncreas segrega insulina, cuja principal finalidade é fazer com que o açúcar chegue em cada célula, onde é armazenado para energia. Se a célula estiver cheia e não precisar de glicose, o excesso é rejeitado para evitar que prejudique o trabalho.
Quando suas células cheias rejeitarem a glicose extra, o açúcar no sangue sobe produzindo mais insulina e a glicose se converte em gordura armazenada.
O que tudo isso tem a ver com a inflamação? O açúcar no sangue é controlado em uma faixa muito estreita. Moléculas de açúcar extra grudam-se a uma variedade de proteínas, que por sua vez lesam as paredes dos vasos sanguíneos. Estas repetidas lesões às paredes dos vasos sanguíneos desencadeiam a inflamação. Ao cravar seu nível de açúcar no sangue várias vezes por dia, todo dia, é exatamente como se esfregasse uma lixa no interior dos delicados vasos sanguíneos.
Mesmo que você não seja capaz de ver, tenha certeza que está acontecendo. Eu vi em mais de 5.000 pacientes que operei nos meus 25 anos que compartilhavam um denominador comum - inflamação em suas artérias.
Voltemos ao pão doce. Esse gostoso com aparência inocente não só contém açúcares como também é cozido em um dos muitos óleos omega-6 como o de soja. Batatas fritas e peixe frito são embebidos em óleo de soja, alimentos processados são fabricados com óleos omega-6 para alongar a vida útil. Enquanto ômega-6 é essencial - e faz parte da membrana de cada célula controlando o que entra e sai da célula - deve estar em equilíbrio correto com o ômega-3.
Com o desequilíbrio provocado pelo consumo excessivo de ômega-6, a membrana celular passa a produzir substâncias químicas chamadas citocinas, que causam inflamação.Atualmente a dieta costumeira do americano tem produzido um extremo desequilíbrio dessas duas gorduras (ômega-3 e ômega-6). A relação de faixas de desequilíbrio varia de 15:1 para tão alto quanto 30:1 em favor do ômega-6. Isso é uma tremenda quantidade de citocinas que causam inflamação. Nos alimentos atuais uma proporção de 3:1 seria ideal e saudável.
Para piorar a situação, o excesso de peso que você carrega por comer esses alimentos, cria sobrecarga de gordura nas células que derramam grandes quantidades de substâncias químicas pró-inflamatórias que se somam aos ferimentos causados por ter açúcar elevado no sangue. O processo que começou com um bolo doce se transforma em um ciclo vicioso que ao longo do tempo cria a doença cardíaca, pressão arterial alta, diabetes e, finalmente, a doença de Alzheimer, visto que o processo inflamatório continua inabalável.
Não há como escapar do fato de que quanto mais alimentos processados e preparados consumirmos, quanto mais caminharemos para a inflamação pouco a pouco a cada dia. O corpo humano não consegue processar, nem foi concebido para consumir os alimentos embalados com açúcares e embebido em óleos omega-6.
Há apenas uma resposta para acalmar a inflamação, é voltar aos alimentos mais perto de seu estado natural. Para construir músculos, comer mais proteínas. Escolha carboidratos muito complexos, como frutas e vegetais coloridos. Reduzir ou eliminar gorduras omega-6 causadoras de inflamações como óleo de milho e de soja e os alimentos processados que são feitas a partir deles. Uma colher de sopa de óleo de milho contém 7.280 mg de ômega-6, de soja contém 6.940 mg. Em vez disso, use azeite ou manteiga de animal alimentado com capim.As gorduras animais contêm menos de 20% de ômega-6 e são muito menos propensas a causar inflamação do que os óleos poli-insaturados rotulados como supostamente saudáveis.
Esqueça a "ciência" que tem sido martelada em sua cabeça durante décadas. A ciência que a gordura saturada por si só causa doença cardíaca é inexistente. A ciência que a gordura saturada aumenta o colesterol no sangue também é muito fraca. Como sabemos agora que o colesterol não é a causa de doença cardíaca, a preocupação com a gordura saturada é ainda mais absurda hoje.
A teoria do colesterol levou à nenhuma gordura, recomendações de baixo teor de gordura que criaram os alimentos que agora estão causando uma epidemia de inflamação.
A medicina tradicional cometeu um erro terrível quando aconselhou as pessoas a evitar a gordura saturada em favor de alimentos ricos em gorduras omega-6. Temos agora uma epidemia de inflamação arterial levando a doenças cardíacas e a outros assassinos silenciosos.
O que você pode fazer é escolher alimentos integrais que sua avó servia (frutas, verduras, cereais, manteiga, banha de porco) e não aqueles que sua mãe encontrou nos corredores de supermercado cheios de alimentos industrializados. Eliminando alimentos inflamatórios e aderindo a nutrientes essenciais de produtos alimentares frescos não-processados, você irá reverter anos de danos nas artérias e em todo o seu corpo causados pelo consumo da dieta típica americana.
O ideal é voltarmos aos alimentos naturais e muito trabalho físico (exercícios).
Costumo receber vários e-mails, alguns muito valiosos, como os que recebo de meu querido mestre Prashanto.
Sempre quis escrever sobre essa maldição que parece nos perseguir: o colesterol.
Eu mesma, que nunca havia tido qualquer problema, num momento de muito estresse vi a bandida taxa de colesterol aumentar! Justo eu, que não como gorduras e faço exercícios!
Atendo a muitas pessoas bastante magras e com taxas de colesterol altíssimas. Pessoas que não ingerem gorduras e, ainda assim, tem problemas imensos e não conseguem baixar a taxa... Atendo também pessoas bastante obesas, que não tem a taxa do colesterol alta.
Isso sempre me deixou encafifada.
Recomendo uma alimentação balanceada, natural, rica em fibras, muita água e exercícios.
E não tem mesmo como fugir disso, gente!
Pra baixar nossa taxa de colesterol, vamos dizer adeus aos bolos doces e deliciosos, a farinha branca, aos prazerosos, mas terríveis, carbohidratos! E dá-lhe exercícios! Temos que enfrentar e fazer tudo isso, se quisermos viver mais e com qualidade de vida sempre!
Não sou médica, sou apenas uma terapeuta que trabalha com comunicação e qualidade de vida.
Gostei demais do e-mail que recebi do Prashanto, com o texto do Dr. Dwight Lundell e assim, resolvi compartilhar!
"Dr Lundell é ex-Chefe de Gabinete e Chefe de Cirurgia no Hospital do Coração Banner, Mesa, Arizona. Sua prática privada, Cardíaca Care Center foi em Mesa, Arizona. Recentemente, Dr. Lundell deixou a cirurgia para se concentrar no tratamento nutricional de doenças cardíacas. Ele é o fundador da Fundação Saúde dos Humanos, que promove a saúde humana com foco na ajuda às grandes corporações promover o bem estar. Ele é o autor de "A Cura para a Doença Cardíaca e A Grande Mentira do Colesterol".
Agradeço ao mestre Prashanto por compartilhar sempre o melhor com todos nós da Escola de Mistérios.
A mim, o texto esclareceu muito.
Espero que também esclareça a você, querido leitor!
Paz e luz!
Ana Veet Maya
Colesterol não é o inimigo que você foi induzido a crer 1/6/2011

Cirurgião Cardíaco admite enorme erro!
Por Dr. Lundell Dwight, MD
Nós os médicos com todos os nossos treinamentos, conhecimento e autoridade, muitas vezes adquirimos um ego bastante grande, que tende a tornarmos difícil admitir que estamos errados. Então, aqui está. Admito estar errado...
Como um cirurgião com experiência de 25 anos, tendo realizado mais de 5.000 cirurgias de coração aberto, hoje é meu dia para reparar o erro de médicos com este fato científico.Eu treinei por muitos anos com outros médicos proeminentes rotulados como "formadores de opinião." Bombardeado com a literatura científica, sempre participando de seminários de educação, formuladores de opinião que insistiam que doença cardíaca resulta do fato simples dos elevados níveis de colesterol no sangue.
A terapia aceita era a prescrição de medicamentos para baixar o colesterol e uma severa dieta restringido a ingestão de gordura. Este último é claro que insistiu que baixar o colesterol e doenças cardíacas. Qualquer recomendação diferente era considerada uma heresia e poderia possivelmente resultar em erros médicos.
Ela não está funcionando! Estas recomendações não são cientificamente ou moralmente defensáveis. A descoberta, há alguns anos que a inflamação na parede da artéria é a verdadeira causa da doença cardíaca é lenta, levando a uma mudança de paradigma na forma como as doenças cardíacas e outras enfermidades crônicas serão tratados.
As recomendações dietéticas estabelecidas há muito tempo ter criado uma epidemia de obesidade e diabetes, cujas consequências apequenam qualquer praga histórica em termos de mortalidade, o sofrimento humano e terríveis consequências econômicas.
Apesar do fato de que 25% da população tomar caros medicamentos a base de estatina e, apesar do fato de termos reduzido o teor de gordura de nossa dieta, mais americanos vão morrer este ano de doença cardíaca do que nunca. Estatísticas do American Heart Association, mostram que 75 milhões dos americanos atualmente sofrem de doenças cardíacas, 20 milhões têm diabetes e 57 milhões têm pré-diabetes. Esses transtornos estão a afetar pessoas cada vez mais jovens em maior número a cada ano.
Simplesmente dito, sem a presença de inflamação no corpo, não há nenhuma maneira que faça com que o colesterol se acumule nas paredes dos vasos sanguíneos e cause doenças cardíacas e derrames. Sem a inflamação, o colesterol se movimenta livremente por todo o corpo como a natureza determina. É a inflamação que faz o colesterol ficar preso.
A inflamação não é complicada - é simplesmente a defesa natural do corpo a um invasor estrangeiro, tais como toxinas, bactéria ou vírus. O ciclo de inflamação é perfeito na forma como ela protege o corpo contra esses invasores virais e bacterianos. No entanto, se cronicamente expor o corpo à lesão por toxinas ou alimentos no corpo humano, para os quais não foi projetado para processar, uma condição chamada inflamação crônica ocorre. A inflamação crônica é tão prejudicial quanto a inflamação aguda é benéfica.
Que pessoa ponderada voluntariamente exporia repetidamente a alimentos ou outras substâncias conhecidas por causarem danos ao corpo? Bem, talvez os fumantes, mas pelo menos eles fizeram essa escolha conscientemente. O resto de nós simplesmente seguia a dieta recomendada correntemente, baixa em gordura e rica em gorduras poli-insaturadas e carboidratos, não sabendo que estavam causando prejuízo repetido para os nossos vasos sanguíneos. Esta lesão repetida cria uma inflamação crônica que leva à doença cardíaca, diabetes, ataque cardíaco e obesidade.
Deixe-me repetir isso. A lesão e inflamação crônica em nossos vasos sanguíneos é causada pela dieta de baixo teor de gordura recomendada por anos pela medicina convencional.
Quais são os maiores culpados da inflamação crônica? Simplesmente, são a sobrecarga de simples carboidratos altamente processados (açúcar, farinha e todos os produtos fabricados a partir deles) e o excesso de consumo de óleos ômega-6 (vegetais como soja, milho e girassol), que são encontrados em muitos alimentos processados.
Imagine esfregar uma escova dura repetidamente sobre a pele macia até que ela fique muito vermelho e quase sangrando. Faça isto várias vezes ao dia, todos os dias por cinco anos. Se você pudesse tolerar esta dolorosa escovação, você teria um sangramento, inchaço e infecção da área, que se tornaria pior a cada lesão repetida. Esta é uma boa maneira de visualizar o processo inflama tório que pode estar acontecendo em seu corpo agora.
Independentemente de onde ocorre o processo inflamatório, externamente ou internamente, é a mesma. Eu olhei dentro de milhares e milhares de artérias. Na artéria doente parece que alguém pegou uma escova e esfregou repetidamente contra a parede da veia. Várias vezes por dia, todos os dias, os alimentos que comemos criam pequenas lesões compondo em mais lesões, fazendo com que o corpo responda de forma contínua e adequada com a inflamação.
Enquanto saboreamos um tentador pão doce, o nosso corpo responde de forma alarmante como se um invasor estrangeiro chegasse declarando guerra. Alimentos carregados de açúcares e carboidratos simples, ou processados com óleos omega-6 para durar mais nas prateleiras foram a base da dieta americana durante seis décadas. Estes alimentos foram lentamente envenenando a todos.
Como é que um simples bolinho doce cria uma cascata de inflamação fazendo-o adoecer?
Imagine derramar melado no seu teclado, ai você tem uma visão do que ocorre dentro da célula. Quando consumimos carboidratos simples como o açúcar, o açúcar no sangue sobe rapidamente. Em resposta, o pâncreas segrega insulina, cuja principal finalidade é fazer com que o açúcar chegue em cada célula, onde é armazenado para energia. Se a célula estiver cheia e não precisar de glicose, o excesso é rejeitado para evitar que prejudique o trabalho.
Quando suas células cheias rejeitarem a glicose extra, o açúcar no sangue sobe produzindo mais insulina e a glicose se converte em gordura armazenada.
O que tudo isso tem a ver com a inflamação? O açúcar no sangue é controlado em uma faixa muito estreita. Moléculas de açúcar extra grudam-se a uma variedade de proteínas, que por sua vez lesam as paredes dos vasos sanguíneos. Estas repetidas lesões às paredes dos vasos sanguíneos desencadeiam a inflamação. Ao cravar seu nível de açúcar no sangue várias vezes por dia, todo dia, é exatamente como se esfregasse uma lixa no interior dos delicados vasos sanguíneos.
Mesmo que você não seja capaz de ver, tenha certeza que está acontecendo. Eu vi em mais de 5.000 pacientes que operei nos meus 25 anos que compartilhavam um denominador comum - inflamação em suas artérias.
Voltemos ao pão doce. Esse gostoso com aparência inocente não só contém açúcares como também é cozido em um dos muitos óleos omega-6 como o de soja. Batatas fritas e peixe frito são embebidos em óleo de soja, alimentos processados são fabricados com óleos omega-6 para alongar a vida útil. Enquanto ômega-6 é essencial - e faz parte da membrana de cada célula controlando o que entra e sai da célula - deve estar em equilíbrio correto com o ômega-3.
Com o desequilíbrio provocado pelo consumo excessivo de ômega-6, a membrana celular passa a produzir substâncias químicas chamadas citocinas, que causam inflamação.Atualmente a dieta costumeira do americano tem produzido um extremo desequilíbrio dessas duas gorduras (ômega-3 e ômega-6). A relação de faixas de desequilíbrio varia de 15:1 para tão alto quanto 30:1 em favor do ômega-6. Isso é uma tremenda quantidade de citocinas que causam inflamação. Nos alimentos atuais uma proporção de 3:1 seria ideal e saudável.
Para piorar a situação, o excesso de peso que você carrega por comer esses alimentos, cria sobrecarga de gordura nas células que derramam grandes quantidades de substâncias químicas pró-inflamatórias que se somam aos ferimentos causados por ter açúcar elevado no sangue. O processo que começou com um bolo doce se transforma em um ciclo vicioso que ao longo do tempo cria a doença cardíaca, pressão arterial alta, diabetes e, finalmente, a doença de Alzheimer, visto que o processo inflamatório continua inabalável.
Não há como escapar do fato de que quanto mais alimentos processados e preparados consumirmos, quanto mais caminharemos para a inflamação pouco a pouco a cada dia. O corpo humano não consegue processar, nem foi concebido para consumir os alimentos embalados com açúcares e embebido em óleos omega-6.
Há apenas uma resposta para acalmar a inflamação, é voltar aos alimentos mais perto de seu estado natural. Para construir músculos, comer mais proteínas. Escolha carboidratos muito complexos, como frutas e vegetais coloridos. Reduzir ou eliminar gorduras omega-6 causadoras de inflamações como óleo de milho e de soja e os alimentos processados que são feitas a partir deles. Uma colher de sopa de óleo de milho contém 7.280 mg de ômega-6, de soja contém 6.940 mg. Em vez disso, use azeite ou manteiga de animal alimentado com capim.As gorduras animais contêm menos de 20% de ômega-6 e são muito menos propensas a causar inflamação do que os óleos poli-insaturados rotulados como supostamente saudáveis.
Esqueça a "ciência" que tem sido martelada em sua cabeça durante décadas. A ciência que a gordura saturada por si só causa doença cardíaca é inexistente. A ciência que a gordura saturada aumenta o colesterol no sangue também é muito fraca. Como sabemos agora que o colesterol não é a causa de doença cardíaca, a preocupação com a gordura saturada é ainda mais absurda hoje.
A teoria do colesterol levou à nenhuma gordura, recomendações de baixo teor de gordura que criaram os alimentos que agora estão causando uma epidemia de inflamação.
A medicina tradicional cometeu um erro terrível quando aconselhou as pessoas a evitar a gordura saturada em favor de alimentos ricos em gorduras omega-6. Temos agora uma epidemia de inflamação arterial levando a doenças cardíacas e a outros assassinos silenciosos.
O que você pode fazer é escolher alimentos integrais que sua avó servia (frutas, verduras, cereais, manteiga, banha de porco) e não aqueles que sua mãe encontrou nos corredores de supermercado cheios de alimentos industrializados. Eliminando alimentos inflamatórios e aderindo a nutrientes essenciais de produtos alimentares frescos não-processados, você irá reverter anos de danos nas artérias e em todo o seu corpo causados pelo consumo da dieta típica americana.
O ideal é voltarmos aos alimentos naturais e muito trabalho físico (exercícios).
28 August 2011
DIZER PALAVRÕES ALIVIA A DOR?
por Ana Veet Maya
Olá amigos!
Há tempos trabalho com comunicação e gosto de pensar sobre o que se está falando e o motivo pra estarmos falando deste ou daquele jeito.
Basta uma nova expressão inteligente ou divertida ser falada num programa de humor, numa novela ou no rádio e pronto! Já virou palavra usada no dia-a-dia.
Basta uma propaganda se superar em criatividade, para que comecemos a cantar o jingle da campanha...
Somos indivíduos, somos "únicos", mas gostamos dessa identificação com o todo, com as massas!
Às vezes mesmo criticando os efeitos da mídia na nossa formação, acabamos por ceder aos seus encantos!
Eu venho aprendendo a cada dia sobre a aceitação e a dizer não ao julgamento. Mas tem coisas que ainda me incomodam, como por exemplo, o uso do palavrão em excesso.
Quando entro numa sala-de-aula e começo um bate-papo informal com os alunos, já nas primeiras frases, dá pra ter uma impressão dos obstáculos que terei que superar, só pelas expressões e palavrões que ouvi logo de cara... São muitos palavrões, gírias e expressões idiomáticas.
Fui funcionária pública e trabalhei na Assistência Social e na Secretaria da Saúde por muitos anos. O período que trabalhei com esses amigos, foi o tempo que mais ouvi "porra e caralho". E fiquei espantada ao perceber que mesmo sendo poeta, o porra e o caralho começaram a fazer parte do meu vocabulário! Isso me deu a "consciência" do quanto eu era igualmente influenciada pelo grupo!
Custei a eliminar esse "vício", mas consegui.
Já postei o artigo de Veríssimo sobre o DIREITO AO PALAVRÃO e aqui divido com vocês o artigo que fala sobre o efeito terapêutico do palavrão: Os cientistas britânicos afirmam que o palavrão tem o poder de aliviar a dor!
Bem, eu prefiro a beleza da palavra.
Mas sei que muitas vezes mascaramos nossos sentimentos, engolimos sapos e ficamos tão enfezados...
Então, mil vezes manifestar a raiva e ter consciência dela, do que ficar bloqueado, guardá-la e deixar que vire doença.
O que você pensa?
Abração a todos e segue o artigo:
anaveetmaya
"Dizer palavrões alivia mesmo a dor
Um grupo de investigadores britânicos chegou à conclusão que a tendência para dizer palavrões em caso de dor não se trata de falta de educação mas sim de um alívio real
14:59 Terça feira, 19 de Abr de 2011
O estudo, conduzido por investigadores da Universidade britânica de Keele, concluiu, no entanto, que o ato de praguejar alivia mais quem normalmente não o faz.
Para provar a sua teoria, a equipa de Richard Stephens usou um grupo de alunos voluntários, a quem foi pedido que submergissem os braços num recipiente com água gelada, enquanto diziam um palavrão. A experiência foi depois repetida, mas aos voluntários foi pedido que dissessem uma palavra "correta".
No final, concluiu-se que os jovens foram capazes de manter os braços dentro da água gelada mais tempo enquanto diziam o palavrão."
Ler mais: http://aeiou.visao.pt/dizer-palavroes-alivia-mesmo-a-dor=f599370#ixzz1WK4JmyBV
Olá amigos!
Há tempos trabalho com comunicação e gosto de pensar sobre o que se está falando e o motivo pra estarmos falando deste ou daquele jeito.
Basta uma nova expressão inteligente ou divertida ser falada num programa de humor, numa novela ou no rádio e pronto! Já virou palavra usada no dia-a-dia.
Basta uma propaganda se superar em criatividade, para que comecemos a cantar o jingle da campanha...
Somos indivíduos, somos "únicos", mas gostamos dessa identificação com o todo, com as massas!
Às vezes mesmo criticando os efeitos da mídia na nossa formação, acabamos por ceder aos seus encantos!
Eu venho aprendendo a cada dia sobre a aceitação e a dizer não ao julgamento. Mas tem coisas que ainda me incomodam, como por exemplo, o uso do palavrão em excesso.
Quando entro numa sala-de-aula e começo um bate-papo informal com os alunos, já nas primeiras frases, dá pra ter uma impressão dos obstáculos que terei que superar, só pelas expressões e palavrões que ouvi logo de cara... São muitos palavrões, gírias e expressões idiomáticas.
Fui funcionária pública e trabalhei na Assistência Social e na Secretaria da Saúde por muitos anos. O período que trabalhei com esses amigos, foi o tempo que mais ouvi "porra e caralho". E fiquei espantada ao perceber que mesmo sendo poeta, o porra e o caralho começaram a fazer parte do meu vocabulário! Isso me deu a "consciência" do quanto eu era igualmente influenciada pelo grupo!
Custei a eliminar esse "vício", mas consegui.
Já postei o artigo de Veríssimo sobre o DIREITO AO PALAVRÃO e aqui divido com vocês o artigo que fala sobre o efeito terapêutico do palavrão: Os cientistas britânicos afirmam que o palavrão tem o poder de aliviar a dor!
Bem, eu prefiro a beleza da palavra.
Mas sei que muitas vezes mascaramos nossos sentimentos, engolimos sapos e ficamos tão enfezados...
Então, mil vezes manifestar a raiva e ter consciência dela, do que ficar bloqueado, guardá-la e deixar que vire doença.
O que você pensa?
Abração a todos e segue o artigo:
anaveetmaya
"Dizer palavrões alivia mesmo a dor
Um grupo de investigadores britânicos chegou à conclusão que a tendência para dizer palavrões em caso de dor não se trata de falta de educação mas sim de um alívio real
14:59 Terça feira, 19 de Abr de 2011
O estudo, conduzido por investigadores da Universidade britânica de Keele, concluiu, no entanto, que o ato de praguejar alivia mais quem normalmente não o faz.
Para provar a sua teoria, a equipa de Richard Stephens usou um grupo de alunos voluntários, a quem foi pedido que submergissem os braços num recipiente com água gelada, enquanto diziam um palavrão. A experiência foi depois repetida, mas aos voluntários foi pedido que dissessem uma palavra "correta".
No final, concluiu-se que os jovens foram capazes de manter os braços dentro da água gelada mais tempo enquanto diziam o palavrão."
Ler mais: http://aeiou.visao.pt/dizer-palavroes-alivia-mesmo-a-dor=f599370#ixzz1WK4JmyBV
27 August 2011
O DIREITO AO PALAVRÃO
O texto "O DIREITO AO PALAVRÃO" corre na Internet como sendo de autor desconhecido ou de Millor Fernandes. Não! Este texto é de Luís Fernando Veríssimo.
Tem momentos que parece mesmo que somente um bom palavrão expressará autenticamente o que estamos sentindo.
Religiões condenam o uso do palavrão.
Famílias tradicionais também.
Certos professores idem.
Tem pessoas que colocam um "porra" ao final de cada frase.
Outras, utilizam os "a nível de", "tipo assim","né", "tá", "tá entendendo", etc, gorduras da fala que poderiam ser muito bem substituídas pelo uso correto da pontuação, de outros vocábulos, sinônimos e etc.
Se não estudamos, se não lemos, se nossa cultura é pequena assim como nosso rol de palavras e expressões, poderemos incorrer no uso de palavrões, certas expressões e/ou vícios de linguagem. Às vezes fazemos isso até mesmo por "influência da mídia", porque certas expressões estão sendo muito veiculadas nos meios de comunicação e ficam mais "prontos" e de fácil acesso na nossa mente e bem na ponta da língua.
Se nós usarmos qualquer palavra ou expressão em demasia, nossa fala será muito previsível e bem mais monótona.
Assim, teremos maior dificuldade para encantar e seduzir.
Será mais difícil vender bem o nosso peixe... Não teremos tanto sucesso na comunicação e provavelmente acabaremos segregados a um determinado grupo de amigos ou afins.
Para falar bem, precisamos nos expressar com objetividade e naturalidade.
Para falar com correção, ritmo, fluência, uma linguagem colorida e atraente, devemos conhecer, investir e dosar as palavras, palavrinhas e "palavrões"! Foi pensando assim que o Prof. Marco Antonio Abreu ( o jornalista da KISS FM conhecido como titio Marco Antonio) e eu criamos e ministramos há dez anos o workshop PRA VOCÊ FALAR BEM(www.cameracao.com)
E eu, uma livre-pensadora, sou sempre a favor do equilíbrio.
Sou poeta, amo palavras lindas. Mas às vezes uso palavrão... ;)
Aqui está o texto de Luís Fernando Veríssimo:
Abraços a todos!
Anaveetmaya
O DIREITO AO PALAVRÃO
Os palavrões não nasceram por acaso.
São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade, nossos mais fortes e genuínos sentimentos.
É o povo fazendo sua língua.
Como o Latim Vulgar, será esse Português vulgar que vingará plenamente um dia.
Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo.
Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"?
"Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática.
A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!".
O "Não, não é não!" e tampouco o nada é eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não" o substituem.
O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto.Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.
Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral?
Não perca tempo nem paciência.
Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!".
O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.
Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!
O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior.
É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepne", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!",falados assim, cadencialmente, sílaba por sílaba...
Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar esacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!".
E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!".
Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa.
Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar:
O que você fala?
"Fodeu de vez!".
Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.
"Não quer sair comigo? Então foda-se!".
"Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!".
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!
Grosseiro, mas profundo...
Pois se a língua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor.
"Nem fodendo..."
Tem momentos que parece mesmo que somente um bom palavrão expressará autenticamente o que estamos sentindo.
Religiões condenam o uso do palavrão.
Famílias tradicionais também.
Certos professores idem.
Tem pessoas que colocam um "porra" ao final de cada frase.
Outras, utilizam os "a nível de", "tipo assim","né", "tá", "tá entendendo", etc, gorduras da fala que poderiam ser muito bem substituídas pelo uso correto da pontuação, de outros vocábulos, sinônimos e etc.
Se não estudamos, se não lemos, se nossa cultura é pequena assim como nosso rol de palavras e expressões, poderemos incorrer no uso de palavrões, certas expressões e/ou vícios de linguagem. Às vezes fazemos isso até mesmo por "influência da mídia", porque certas expressões estão sendo muito veiculadas nos meios de comunicação e ficam mais "prontos" e de fácil acesso na nossa mente e bem na ponta da língua.
Se nós usarmos qualquer palavra ou expressão em demasia, nossa fala será muito previsível e bem mais monótona.
Assim, teremos maior dificuldade para encantar e seduzir.
Será mais difícil vender bem o nosso peixe... Não teremos tanto sucesso na comunicação e provavelmente acabaremos segregados a um determinado grupo de amigos ou afins.
Para falar bem, precisamos nos expressar com objetividade e naturalidade.
Para falar com correção, ritmo, fluência, uma linguagem colorida e atraente, devemos conhecer, investir e dosar as palavras, palavrinhas e "palavrões"! Foi pensando assim que o Prof. Marco Antonio Abreu ( o jornalista da KISS FM conhecido como titio Marco Antonio) e eu criamos e ministramos há dez anos o workshop PRA VOCÊ FALAR BEM(www.cameracao.com)
E eu, uma livre-pensadora, sou sempre a favor do equilíbrio.
Sou poeta, amo palavras lindas. Mas às vezes uso palavrão... ;)
Aqui está o texto de Luís Fernando Veríssimo:
Abraços a todos!
Anaveetmaya
O DIREITO AO PALAVRÃO
Os palavrões não nasceram por acaso.
São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade, nossos mais fortes e genuínos sentimentos.
É o povo fazendo sua língua.
Como o Latim Vulgar, será esse Português vulgar que vingará plenamente um dia.
Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo.
Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"?
"Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática.
A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!".
O "Não, não é não!" e tampouco o nada é eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não" o substituem.
O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto.Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.
Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral?
Não perca tempo nem paciência.
Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!".
O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.
Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!
O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior.
É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepne", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!",falados assim, cadencialmente, sílaba por sílaba...
Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar esacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!".
E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!".
Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa.
Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar:
O que você fala?
"Fodeu de vez!".
Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.
"Não quer sair comigo? Então foda-se!".
"Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!".
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!
Grosseiro, mas profundo...
Pois se a língua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor.
"Nem fodendo..."
16 August 2011
14 August 2011
12 August 2011
4 August 2011
1 August 2011
27 July 2011
GORDA!
por Ana Veet Maya
Muitos aparentam aceitar o gordo do jeito que ele é, mas na
primeira oportunidade tentam aconselhá-lo e enquadrá-lo na sua visão de medida certa ou na medida certa de
qualquer emissora de TV.
Os gordos saem pela rua dando opiniões e conselhos pros magros? Ou para os que usam óculos com lentes vencidas? Ou para os compulsivos pela endorfina ou pela barriga negativa?
Os gordos saem pelo mundo dando conselhos pra quem esconde a careca com alguns fios do cabelo lateral, como o Peninha, personagem do Walt Disney?
Cada ser é único e tem sua história.
O gordo também.
Especialmente se ele já é gordo desde a infância, provavelmente já aprendeu a lidar com o bulling e com julgamentos maldosos e perversos de todos os tipos.
Quando alguém quer um conselho, uma opinião, pede ou vai a um médico e paga uma consulta.
O gordo, como qualquer outro cidadão sintonizado, já sabe que deve se cuidar e fazer exercícios pra viver bem e ter qualidade de vida.
Se o gordo permanece gordo apesar de toda pressão social para que ele seja magro, das duas uma: ou ele se assumiu do jeito que é e nada faz pra mudar porque não quer, ou deseja emagrecer mas talvez por problemas físicos e emocionais, não consegue.
O gordo também.
Especialmente se ele já é gordo desde a infância, provavelmente já aprendeu a lidar com o bulling e com julgamentos maldosos e perversos de todos os tipos.
Quando alguém quer um conselho, uma opinião, pede ou vai a um médico e paga uma consulta.
O gordo, como qualquer outro cidadão sintonizado, já sabe que deve se cuidar e fazer exercícios pra viver bem e ter qualidade de vida.
Se o gordo permanece gordo apesar de toda pressão social para que ele seja magro, das duas uma: ou ele se assumiu do jeito que é e nada faz pra mudar porque não quer, ou deseja emagrecer mas talvez por problemas físicos e emocionais, não consegue.
Eu fui um bebê gordo, com bochechas coradas. Fui uma adolescente gordinha e virei uma mulher gorda.
Eu exército tudo o que escrevo. Cuido-me bem. Caso me sinta mal, faço dieta.
Eu gosto de ser como sou e não sinto vontade de me curvar à ditadura dos iguais.
Hoje não sou escrava da mídia, mas já fui... Conheci vários tipos de dietas e provei várias anfetaminas. Mas com remédios nunca consegui estabilizar meu peso. Meu corpo simplesmente ia voltando, voltando e lá estava eu novamente com o mesmo peso.
Mas com o exercício do auroconhecimento e da autoaceitação, parei de dar importância para o peso e aprendi a valorizar a vida, a saúde e o meu desenvolvimento.
Mas com o exercício do auroconhecimento e da autoaceitação, parei de dar importância para o peso e aprendi a valorizar a vida, a saúde e o meu desenvolvimento.
Desenvolvendo minha autoestima, aprendi a valorizar o que há de melhor em mim e criei meu próprio estilo.
Percebi que quando desencanei da opinião do mundo e escutei meu coração, meu peso se estabilizou,
e não mais sofri do efeito sanfona.
Entendi e aceitei que ser gorda é meu jeito e faz parte do meu biotipo.
Amando a mim mesma, aprendi a aceitar melhor a todos, procurando respeitar as diferenças e tentando não julgar.
Quero lembrar que o diminutivo “gordinha” muitas vezes apenas disfarça o preconceito. Mas algumas pessoas gostam de nos chamar de gordinhos, para demonstrar afeto e aceitação.
Se o gordo está bem resolvido e se sente feliz, não se afeta com esses rótulos e também não precisa provar pra ninguém que é feliz do jeito que é.
Cada um que faça a dieta da moda que lhe fizer bem, mas, por favor, que não pretenda enquadrar o gordo no seu próprio padrão de beleza.
Vamos nos aceitar do jeito que somos, cuidar da saúde e respeitar a
diversidade.
A decisão cabe a cada um.
Respeito é bom e o gordo gosta.
(GORDURA MÓRBIDA é DOENÇA.
Para viver com qualidade de vida, se você for gordo mórbido ou se for somente gordo e se sentir sem energia, abatido, cansado e doente, procure ajuda do seu médico ou terapeuta!)
26 July 2011
E VOCÊ LONGE DE MIM
poesia de Ana Veet Maya
foto: anaalordelloo.tumblr.com
A xícara, o chá e o bule
A mesa, o quintal, o jardim
Silêncio, segredos trocados
E você longe de mim.
As mãos, o riso e o anel
O brinquedo e o nosso jasmim
O céu ainda é azul
E você longe de mim.
No mundo, em casa a risada
Alegria e encanto sem fim
Nossa vida abençoada
E você longe de mim.
Agora eu sei é passado
Alegre já vive sem mim
Tudo está como era antes
E você longe de mim.
foto: anaalordelloo.tumblr.com
A mesa, o quintal, o jardim
Silêncio, segredos trocados
E você longe de mim.
As mãos, o riso e o anel
O brinquedo e o nosso jasmim
O céu ainda é azul
E você longe de mim.
No mundo, em casa a risada
Alegria e encanto sem fim
Nossa vida abençoada
E você longe de mim.
Agora eu sei é passado
Alegre já vive sem mim
Tudo está como era antes
E você longe de mim.
19 July 2011
ENERGIA
Nossa casa, nosso lar, os espaços e suas egrégoras, as paredes, tudo registra nossa memória. Nosso corpo e mente, nossa aura, nossa energia vital, a energia que vibramos, a energia com a qual interagimos. As ações, os pensamentos, quereres e malquereres, ações de graça e maldições, somos o que pensamos ser! A música é uma ferramenta valiosa pra restabelecer a nossa saúde física e mental, restaurar nossa energia e purificar nossa vibração. Pare aqui um pouco, dê aquela espreguiçada gostosa e respire profundo. Deixe que estes acordes promovam uma viagem de volta ao centro. Uma viagem ao seu eu-profundo. Respire alegria, equilíbrio, bondade. Boa viagem! (ENERGIA, por Ana Veet Maya)
imagem: boiadeirorei.wordpress.com
17 July 2011
BOA NOITE, AMIGO
por Ana Veet Maya
imagem: populo.weblog.com.pt
Os últimos pássaros
Alcançam seus ninhos.
E um pássaro solitário
Ainda voa em busca
Da árvore mais alta
Que ampare o seu pouso.
O céu escureceu
O vento silenciou
A luz se acendeu
E a chama do fogão
Sugere um bom café.
Ligo o rádio
Ligo a TV
Ligo o PC
Sinto o toque mágico
Desta noite macia
Que me abraça
Com toque de seda.
E me faz juras de amor.
Bem-vinda Lua!
Meu olho se perde no além
E apenas contempla a distância.
imagem: populo.weblog.com.pt
Alcançam seus ninhos.
E um pássaro solitário
Ainda voa em busca
Da árvore mais alta
Que ampare o seu pouso.
O céu escureceu
O vento silenciou
A luz se acendeu
E a chama do fogão
Sugere um bom café.
Ligo o rádio
Ligo a TV
Ligo o PC
Sinto o toque mágico
Desta noite macia
Que me abraça
Com toque de seda.
E me faz juras de amor.
Bem-vinda Lua!
Meu olho se perde no além
E apenas contempla a distância.
TPM A VILÃ
TPM A VILÃ, por Ana Veet Maya
IMAGENS POR ORDEM DE ENTRADA: trocistas.com / brilhosefascinios.blogspot.com / homemsemfrescura.wordpress.com / olhares.aeiou.pt / bankle.blogspot.com /numerospares.blogspot.com / 6olhar.blogspot.com / flickr.com / alexbranco.wordpress.com / espacodon.blogspot.com / brasilescola.com / depquimicaesociedade.com.br /silviarita.wordpress.com / gibanet.blogspot.com /
Sabe aquele dia que você acorda com a boca seca de quem roncou a noite toda, o corpo doído como quem apanhou do feitor, a mente confusa e um sentimento de quem teve pesadelos?
Será que vai adiantar você sair de casa para o trabalho dessa maneira?
No mínimo falará poucas e boas para os amigos, xingará seus familiares, descontará no coitadinho do seu cãozinho, brigará com o patrão e acabará perdendo aquele “gostoso” que há tempos te paquerava, mas acabou desistindo ao ver sua cara feia!
Como lidar então com o mau-humor, esse mal-estar que veio do nada (parece) e sabe-se Deus pra onde irá e quantos danos irá causar, pior até que o Ivan lá de Cuba ou todos os tornados e maremotos no Oriente?
Hoje é moda falar das mudanças no humor feminino em determinada época do mês.
E toda ira e sentimentos que não queremos, acabamos justificando com essa sigla infernal: TPM.
Mas todas temos nossos dias de fúria.
E quando eles aparecem, precisamos entender de onde veio tanta agressividade, tanta negatividade, tanto pessimismo e dor.
Será que tudo é TPM?
Se você passa pela vida engolindo sapos diariamente, não se posiciona ou quando o faz, é sempre agressivamente para marcar território...
Se você disputa com seu amado diariamente a liderança do casal, se queixa dele para todos, mas persevera na relação porque tem medo de ficar sozinha...
Se você engordou e está se odiando mas nunca consegue iniciar aquela dieta...
Se você se sente mal-amada, sem carinho, querendo e não tendo quem beijar...(tadinha... snif...)
Se você pensa que o amor é pra todos menos pra você...
Se você acredita que tua vida financeira está uma desgraça e nunca sairá dessa pindaíba...
Se você julga que todos estão triunfando, menos você.
Se você se acha uma vítima dessa sociedade corrupta...
Se você detesta seu emprego mas não busca aprimoramento e mudança...
Se você reclama do dia de calor e do dia de inverno...
Se você está sempre de cara fechada esperando o outro te fazer sorrir...
Se você só come quinquilharia e se queixa que está sem energia, muito fraca...
Se você se queixa da pele e das profundas olheiras e fica teclando no chat até de madrugada...
Se você julga os outros o tempo inteiro, mas não consegue observar a bagunça dentro de si mesma, no seu quarto, o pó da sua casa e todo o lixo que vem acumulando...
Se o culpado do fim de suas relações é sempre o outro...
Minha querida amiga, isso não é TPM!
Isso é cegueira, inconsciência.
Pare de ficar querendo desculpar a sua chatice.
Acorde, amiga!
E vamos pra frente, que atrás vem gente...
IMAGENS POR ORDEM DE ENTRADA: trocistas.com / brilhosefascinios.blogspot.com / homemsemfrescura.wordpress.com / olhares.aeiou.pt / bankle.blogspot.com /numerospares.blogspot.com / 6olhar.blogspot.com / flickr.com / alexbranco.wordpress.com / espacodon.blogspot.com / brasilescola.com / depquimicaesociedade.com.br /silviarita.wordpress.com / gibanet.blogspot.com /
Sabe aquele dia que você acorda com a boca seca de quem roncou a noite toda, o corpo doído como quem apanhou do feitor, a mente confusa e um sentimento de quem teve pesadelos?
Será que vai adiantar você sair de casa para o trabalho dessa maneira?
No mínimo falará poucas e boas para os amigos, xingará seus familiares, descontará no coitadinho do seu cãozinho, brigará com o patrão e acabará perdendo aquele “gostoso” que há tempos te paquerava, mas acabou desistindo ao ver sua cara feia!
Como lidar então com o mau-humor, esse mal-estar que veio do nada (parece) e sabe-se Deus pra onde irá e quantos danos irá causar, pior até que o Ivan lá de Cuba ou todos os tornados e maremotos no Oriente?
Hoje é moda falar das mudanças no humor feminino em determinada época do mês.
E toda ira e sentimentos que não queremos, acabamos justificando com essa sigla infernal: TPM.
Mas todas temos nossos dias de fúria.
E quando eles aparecem, precisamos entender de onde veio tanta agressividade, tanta negatividade, tanto pessimismo e dor.
Será que tudo é TPM?
Se você passa pela vida engolindo sapos diariamente, não se posiciona ou quando o faz, é sempre agressivamente para marcar território...
Se você disputa com seu amado diariamente a liderança do casal, se queixa dele para todos, mas persevera na relação porque tem medo de ficar sozinha...
Se você engordou e está se odiando mas nunca consegue iniciar aquela dieta...
Se você se sente mal-amada, sem carinho, querendo e não tendo quem beijar...(tadinha... snif...)
Se você pensa que o amor é pra todos menos pra você...
Se você acredita que tua vida financeira está uma desgraça e nunca sairá dessa pindaíba...
Se você julga que todos estão triunfando, menos você.
Se você se acha uma vítima dessa sociedade corrupta...
Se você detesta seu emprego mas não busca aprimoramento e mudança...
Se você reclama do dia de calor e do dia de inverno...
Se você está sempre de cara fechada esperando o outro te fazer sorrir...
Se você só come quinquilharia e se queixa que está sem energia, muito fraca...
Se você se queixa da pele e das profundas olheiras e fica teclando no chat até de madrugada...
Se você julga os outros o tempo inteiro, mas não consegue observar a bagunça dentro de si mesma, no seu quarto, o pó da sua casa e todo o lixo que vem acumulando...
Se o culpado do fim de suas relações é sempre o outro...
Minha querida amiga, isso não é TPM!
Isso é cegueira, inconsciência.
Pare de ficar querendo desculpar a sua chatice.
Acorde, amiga!
E vamos pra frente, que atrás vem gente...
SOLTEIRA DE NOVO
SOLTEIRA DE NOVO um conto de Ana Veet Maya escrito em 2008
foto: irresistivelmulher.blogspot.com
Depois de chorar sete dias, gemer, gritar, bater a cabeça na parede, hoje pela primeira vez, ela saiu de casa.
Foi ao cabeleireiro. Grande coisa.
Pelo menos tingiu os brancos de cima. Mas e os de baixo? Pentelhos brancos... Que broxante!
Limpou a pele.
Os olhos caíram. O peito caiu.Tudo caiu.
Mas estava contente consigo mesma: sete dias e não o procurara nenhuma vez.
Chegou em sua casa feliz, com seu cabelinho fake, sua sobrancelha fake e seu rosto expressivo e verdadeiro, todo enrugado de tanto chorar.
Porcaria.
Ligou o PC e começou a navegar sem destino. Viu uns tubes, ouviu umas músicas, jogou, brincou no chat.
Nada.
Seu pensamento era totalmente dele.
Separações modernas são tão civilizadas...
Maldição.
Ela detestava isso tudo.
Começou a sentir uma comichão. Não sabia dizer aonde é que estava começando aquilo. Começou a suar. Não agüentou e mandou um torpedo.
Silêncio.
Ele não respondeu.
Idiota.
Entrou no facebook.
Ele estava "on".
Oh God! Tenho que resistir!
Não resistiu.
- Oi.
Que fraqueza, pensou.
Sentiu-se uma nonsense sem caráter, sem auto-estima, sem um pingo de vergonha na cara.
Conversaram muito bem, bons amigos.
Nenhum sinal da parte dele de recaída.
Não negou que sentia a falta dela, mas fez questão de publicar no jornal que estava adoraaaaaaaaaando viver sozinho...
- Eu também estou, quem não adora, não é?
Aaaaaaaaaaaaaaah, socorro! Gritou mentalmente sentindo que ia começar a chorar.
Fechou a janela do chat.
Uma hora mais se passou.
Ela estática.
Sorumbática.
Lívida. Enjoada. Irritada.
Vontade de vomitar.
- Sei que vou enfartar!
Coração disparado.
23h e ela não resistiu.
Deixou seu ID no privado e ligou pra ele!
Que vagabunda sem caráter e carente que eu sou. Prostituta de merda, uma vaca. Só mesmo uma mulher sem caráter e sem vergonha alguma pra fazer isso! Procurar o ex!!!
Reconheceu-se miseravelmente infeliz, morta de saudade dele, completamente vulnerável, humana. -Merda, falou.
Ele atendeu de primeira o fone "privado".
Mentiroso, pensou. Disse que nunca atendia um telefone privado, que era perigoso. Perigoso de cu é rola. Falso.
- Sou eu, meu bem!
Silêncio.
Um suspiro que dizia: - Ó senhor, daí-me paciência. Só por Belzebu!
Tratou-a bem, meio que mecanicamente, assim que reconheceu o artifício que usara.
Ela convidou-o a "fantasiar"...
- Não era isso o que você vinha fazendo nos últimos meses pela internet?
Perfis fakes no Orkut, facebook, aquelas pesquisas intermináveis nas madrugadas e que deixavam a memória do PC completamente comprometida, totalmente cheia e poluída, com tanta pornografia. Sem contar os vírus.
E os chats de cybersexo que graças a sua amiga hacker conseguira ler? Um nojo, uma vergonha, uma baixaria. Nada do que ele fazia com ela. Imagine!Só fazia aquela putaria pela internet...
Será que também fazia ao vivo? Não. Não poderia acreditar.Seu coração apertou ainda mais.
- Vou marcar um exame de sangue lá no CRAS.
Cybersexo. Que droga é isso mesmo? Não conseguia conceber como alguém podia de fato sentir prazer com essa coisa virtual.
Ela fora tão magoada, tão espezinhada, tão maltratada.
Não sentia prazer nem mais ao vivo. Imaginou pela internet?
- Você gosta de fantasiar, fantasie comigo... Estou usando aquela calcinha que te dá tesão e estou molhadinha ouvindo sua voz...
Foi muito cedo essa sua tentativa. Um erro de estratégia. Ele não quis.
Afirmou que queria somente a amizade dela.
Socoooooooooorro! Que humilhação!
- São Alpino socorrei-me! Falou ela chorando.
Desligou o telefone. Maldito telefone. Desligou o PC. Chutou o PC. Atirou o teclado longe. Só o teclado. Era o mais barato pra comprar novo. Até pra surto de loucura, há que se pensar nas conseqüências.
Desligou sua mente.
Meditou.
Fêz massagem no corpo. Nada adiantou. Chorou de novo.
Mas não sentiu culpa.
Afinal, pensou, quem ama, tenta.
Dormiu bem.
No dia seguinte acordou sozinha sem despertador.
E sem seu homem do lado. Só o cachorro.
Acordou cedo. Bem cedo.
O que o dia lhe prometia?
O que fazer com essas férias repentinas?
Agora teria que agüentar.
Levantou.
Olhou a cara. Inchada. Teria chorado até sonhando? Uma imbecil sentimental.
Massagem. Já! A pele do rosto, do corpo, sua cabeça, seu coração. Tudo seco.
Marcou com seu personal trainner.
Há pelo menos 5 anos ele tentava lhe "comer", pensou ela sorrindo palidamente.
Sempre resistiu. Mas, ai, meu Deus! E agora? Será que ele ainda está gostoso? Sedutor?
Dane-se ele também. Pensou. Quero malhar.
Ele chegou!
Ah, não!
Ele está super acabado! Podrão. Nem como prêmio de consolação!
Vou desistir da ginástica!
Talvez uma operação plástica seja mais eficiente.
Pra ele, claro, não pra mim.
Pensou ela, dessa vez, gargalhando em alto e bom tom.
Seu amigo lhe falara que quem se separa fica sempre "bonito".
Decidiu. À noite aceitaria aquele convite pra sair.
Afinal, há dois anos ele também tentava lhe seduzir. E ela, fiel, também falava não.
Por que não? Pensou. Agora estou livre (seu coração chorou um pouquinho ao ouvir essa palavra).
Amizade com gosto de sexo.
Quem sabe isso lhe fizesse bem pra saúde do corpo, da alma e da mente.
Afinal, nem só de casamentos vive o homem.
A fila anda, diziam suas amigas separadas.
Ele gosta de jazz... O diabo é que pareço argentina, gosto de tango! Mas olhando bem de pertinho, estou mais pra uma tragédia mexicana...
Valei-me meu São Alpino! Gritou ela em alto e bom som.
E comeu um bom teco de chocolate.
E gargalhou mais uma vez, desta vez, com a alma.
Dois meses se passaram nesses jogos e fetiches de recém-separados.
Um tédio. Um encanto. Uma descoberta. Uma lágrima. Muitas gargalhadas.
Afinal não morri! Pensou ela naquele dia.
Descobrira que chocolate era mesmo gostoso, prático, energético, digestivo.
Afinal, chocolate lhe deixava alegre, feliz e não tinha que por camisinha pra comer!
Aliás, quem come quem mesmo?
Sentia-se bem, sexy. O mundo inteiro a queria.
E ela pensava se a mulher separada libertava mesmo o tal de feromônio, algo muito excitante e convidativo...
Todas suas amigas separadas diziam que passaram por essa mesma fase sedutora.
Ela se divertia falando não.
Topou sair com ele depois de dez dias de chat.
Sua amiga casara com um cara que conheceu numa sala de bate-papo.
O fulano escrevia bem e dizia que era o cão.
Pelo menos, foi sincero. Já se apresentou como um cão!
E o que se esperar de um cão? Que agarre qualquer cadela no cio!
Ai meu São Alpino, gargalhava ela toda vez que ele aparecia piscando no chat.
O cara escrevia muito bem, começou mesmo a rolar um link.
Saíram pra jantar.
Gostou dele: sorriso contagiante, uma boca contagiante, um braço forte, malhado, tudo forte nele. Excelente primeiro encontro.
Ela ficou feliz.
Chegou o segundo encontro, ninguém é de ferro, pensou ela, a carne é fraca, até minha avó dizia isso. Concordou em ir pro motel.
E ela se permitiu variar. Variou posições. E lugares. E gostou.
E pensou, oras, se a vibe é a do cão, que seja tudo então bem animal.
Seu ex sempre lhe falava que era santinha e careta.
Valei-me meu São Alpino. E descobriu uma outra função para o chocolate...
É. Vivendo e aprendendo, pensou.
Era véspera de feriado.
A noite terminou.
Um novo dia começou e as lembranças pareciam todas muito distantes.
Pediu que ele a deixasse na Liberdade.
Foi andar e refletir.
Libertas quae será tamen.
Oras! Nem só de sexo vive a mulher.
No dia seguinte foi trabalhar bem cedinho.
O seu celular tocou.
Leu “ privado” no visor.
Será que é ele?
Não atendeu.
Poderia ser de fato muito perigoso.
Sorriu e engatou a primeira.
Solteira de novo.
SOLTEIRA DE NOVO um conto de Ana Veet Maya escrito em 2008
foto: irresistivelmulher.blogspot.com
Depois de chorar sete dias, gemer, gritar, bater a cabeça na parede, hoje pela primeira vez, ela saiu de casa.
Foi ao cabeleireiro. Grande coisa.
Pelo menos tingiu os brancos de cima. Mas e os de baixo? Pentelhos brancos... Que broxante!
Limpou a pele.
Os olhos caíram. O peito caiu.Tudo caiu.
Mas estava contente consigo mesma: sete dias e não o procurara nenhuma vez.
Chegou em sua casa feliz, com seu cabelinho fake, sua sobrancelha fake e seu rosto expressivo e verdadeiro, todo enrugado de tanto chorar.
Porcaria.
Ligou o PC e começou a navegar sem destino. Viu uns tubes, ouviu umas músicas, jogou, brincou no chat.
Nada.
Seu pensamento era totalmente dele.
Separações modernas são tão civilizadas...
Maldição.
Ela detestava isso tudo.
Começou a sentir uma comichão. Não sabia dizer aonde é que estava começando aquilo. Começou a suar. Não agüentou e mandou um torpedo.
Silêncio.
Ele não respondeu.
Idiota.
Entrou no facebook.
Ele estava "on".
Oh God! Tenho que resistir!
Não resistiu.
- Oi.
Que fraqueza, pensou.
Sentiu-se uma nonsense sem caráter, sem auto-estima, sem um pingo de vergonha na cara.
Conversaram muito bem, bons amigos.
Nenhum sinal da parte dele de recaída.
Não negou que sentia a falta dela, mas fez questão de publicar no jornal que estava adoraaaaaaaaaando viver sozinho...
- Eu também estou, quem não adora, não é?
Aaaaaaaaaaaaaaah, socorro! Gritou mentalmente sentindo que ia começar a chorar.
Fechou a janela do chat.
Uma hora mais se passou.
Ela estática.
Sorumbática.
Lívida. Enjoada. Irritada.
Vontade de vomitar.
- Sei que vou enfartar!
Coração disparado.
23h e ela não resistiu.
Deixou seu ID no privado e ligou pra ele!
Que vagabunda sem caráter e carente que eu sou. Prostituta de merda, uma vaca. Só mesmo uma mulher sem caráter e sem vergonha alguma pra fazer isso! Procurar o ex!!!
Reconheceu-se miseravelmente infeliz, morta de saudade dele, completamente vulnerável, humana. -Merda, falou.
Ele atendeu de primeira o fone "privado".
Mentiroso, pensou. Disse que nunca atendia um telefone privado, que era perigoso. Perigoso de cu é rola. Falso.
- Sou eu, meu bem!
Silêncio.
Um suspiro que dizia: - Ó senhor, daí-me paciência. Só por Belzebu!
Tratou-a bem, meio que mecanicamente, assim que reconheceu o artifício que usara.
Ela convidou-o a "fantasiar"...
- Não era isso o que você vinha fazendo nos últimos meses pela internet?
Perfis fakes no Orkut, facebook, aquelas pesquisas intermináveis nas madrugadas e que deixavam a memória do PC completamente comprometida, totalmente cheia e poluída, com tanta pornografia. Sem contar os vírus.
E os chats de cybersexo que graças a sua amiga hacker conseguira ler? Um nojo, uma vergonha, uma baixaria. Nada do que ele fazia com ela. Imagine!Só fazia aquela putaria pela internet...
Será que também fazia ao vivo? Não. Não poderia acreditar.Seu coração apertou ainda mais.
- Vou marcar um exame de sangue lá no CRAS.
Cybersexo. Que droga é isso mesmo? Não conseguia conceber como alguém podia de fato sentir prazer com essa coisa virtual.
Ela fora tão magoada, tão espezinhada, tão maltratada.
Não sentia prazer nem mais ao vivo. Imaginou pela internet?
- Você gosta de fantasiar, fantasie comigo... Estou usando aquela calcinha que te dá tesão e estou molhadinha ouvindo sua voz...
Foi muito cedo essa sua tentativa. Um erro de estratégia. Ele não quis.
Afirmou que queria somente a amizade dela.
Socoooooooooorro! Que humilhação!
- São Alpino socorrei-me! Falou ela chorando.
Desligou o telefone. Maldito telefone. Desligou o PC. Chutou o PC. Atirou o teclado longe. Só o teclado. Era o mais barato pra comprar novo. Até pra surto de loucura, há que se pensar nas conseqüências.
Desligou sua mente.
Meditou.
Fêz massagem no corpo. Nada adiantou. Chorou de novo.
Mas não sentiu culpa.
Afinal, pensou, quem ama, tenta.
Dormiu bem.
No dia seguinte acordou sozinha sem despertador.
E sem seu homem do lado. Só o cachorro.
Acordou cedo. Bem cedo.
O que o dia lhe prometia?
O que fazer com essas férias repentinas?
Agora teria que agüentar.
Levantou.
Olhou a cara. Inchada. Teria chorado até sonhando? Uma imbecil sentimental.
Massagem. Já! A pele do rosto, do corpo, sua cabeça, seu coração. Tudo seco.
Marcou com seu personal trainner.
Há pelo menos 5 anos ele tentava lhe "comer", pensou ela sorrindo palidamente.
Sempre resistiu. Mas, ai, meu Deus! E agora? Será que ele ainda está gostoso? Sedutor?
Dane-se ele também. Pensou. Quero malhar.
Ele chegou!
Ah, não!
Ele está super acabado! Podrão. Nem como prêmio de consolação!
Vou desistir da ginástica!
Talvez uma operação plástica seja mais eficiente.
Pra ele, claro, não pra mim.
Pensou ela, dessa vez, gargalhando em alto e bom tom.
Seu amigo lhe falara que quem se separa fica sempre "bonito".
Decidiu. À noite aceitaria aquele convite pra sair.
Afinal, há dois anos ele também tentava lhe seduzir. E ela, fiel, também falava não.
Por que não? Pensou. Agora estou livre (seu coração chorou um pouquinho ao ouvir essa palavra).
Amizade com gosto de sexo.
Quem sabe isso lhe fizesse bem pra saúde do corpo, da alma e da mente.
Afinal, nem só de casamentos vive o homem.
A fila anda, diziam suas amigas separadas.
Ele gosta de jazz... O diabo é que pareço argentina, gosto de tango! Mas olhando bem de pertinho, estou mais pra uma tragédia mexicana...
Valei-me meu São Alpino! Gritou ela em alto e bom som.
E comeu um bom teco de chocolate.
E gargalhou mais uma vez, desta vez, com a alma.
Dois meses se passaram nesses jogos e fetiches de recém-separados.
Um tédio. Um encanto. Uma descoberta. Uma lágrima. Muitas gargalhadas.
Afinal não morri! Pensou ela naquele dia.
Descobrira que chocolate era mesmo gostoso, prático, energético, digestivo.
Afinal, chocolate lhe deixava alegre, feliz e não tinha que por camisinha pra comer!
Aliás, quem come quem mesmo?
Sentia-se bem, sexy. O mundo inteiro a queria.
E ela pensava se a mulher separada libertava mesmo o tal de feromônio, algo muito excitante e convidativo...
Todas suas amigas separadas diziam que passaram por essa mesma fase sedutora.
Ela se divertia falando não.
Topou sair com ele depois de dez dias de chat.
Sua amiga casara com um cara que conheceu numa sala de bate-papo.
O fulano escrevia bem e dizia que era o cão.
Pelo menos, foi sincero. Já se apresentou como um cão!
E o que se esperar de um cão? Que agarre qualquer cadela no cio!
Ai meu São Alpino, gargalhava ela toda vez que ele aparecia piscando no chat.
O cara escrevia muito bem, começou mesmo a rolar um link.
Saíram pra jantar.
Gostou dele: sorriso contagiante, uma boca contagiante, um braço forte, malhado, tudo forte nele. Excelente primeiro encontro.
Ela ficou feliz.
Chegou o segundo encontro, ninguém é de ferro, pensou ela, a carne é fraca, até minha avó dizia isso. Concordou em ir pro motel.
E ela se permitiu variar. Variou posições. E lugares. E gostou.
E pensou, oras, se a vibe é a do cão, que seja tudo então bem animal.
Seu ex sempre lhe falava que era santinha e careta.
Valei-me meu São Alpino. E descobriu uma outra função para o chocolate...
É. Vivendo e aprendendo, pensou.
Era véspera de feriado.
A noite terminou.
Um novo dia começou e as lembranças pareciam todas muito distantes.
Pediu que ele a deixasse na Liberdade.
Foi andar e refletir.
Libertas quae será tamen.
Oras! Nem só de sexo vive a mulher.
No dia seguinte foi trabalhar bem cedinho.
O seu celular tocou.
Leu “ privado” no visor.
Será que é ele?
Não atendeu.
Poderia ser de fato muito perigoso.
Sorriu e engatou a primeira.
Solteira de novo.
SOLTEIRA DE NOVO um conto de Ana Veet Maya escrito em 2008
CONTOS DE ANA VEET MAYA
por Ana Veet Maya
foto: armazemdesonhos.com.br
Gosto de escrever sobre tudo.
Às vezes minha inspiração sai em forma de poesia, outras, um texto.
Tem momentos que só quero mesmo é divulgar um amigo, compartilhar algo muito bom e só.
Pra não misturar as tendências, criei um blog apenas pra textos, outro apenas pra poesias e outro para contos.
O blog dos contos não seguiu, porque minha fome de escrever “contos” não é tão grande e preferi tirar o blog do ar, pra não ficar aquela energia estagnada, só com coisas velhas.
Então, toda vez que escrever algum conto que eu goste, postarei aqui neste blog mesmo.
E hoje quero compartilhar um dos meus contos mais lidos.
É o “SOLTEIRA DE NOVO”.
As relações amorosas hoje em dia são cada vez mais curtas e estudos já apontam que a tendência atual é de durarem apenas de 3 a 5 anos!
E eu, mulher madura, do tempo do “até que a morte os separe”, às vezes preciso chacoalhar meus conceitos e preconceitos pra me adaptar.
E viva a modernidade!
Sempre sim pro aqui-agora!
Um abraço a todos os amigos e leitores.
Vocês fazem parte da minha inspiração!
SOLTEIRA DE NOVO um conto de Ana Veet Maya escrito em 2008
foto: irresistivelmulher.blogspot.com
Depois de chorar sete dias, gemer, gritar, bater a cabeça na parede, hoje pela primeira vez, ela saiu de casa.
Foi ao cabeleireiro. Grande coisa.
Pelo menos tingiu os brancos de cima. Mas e os de baixo? Pentelhos brancos... Que broxante!
Limpou a pele.
Os olhos caíram. O peito caiu.Tudo caiu.
Mas estava contente consigo mesma: sete dias e não o procurara nenhuma vez.
Chegou em sua casa feliz, com seu cabelinho fake, sua sobrancelha fake e seu rosto expressivo e verdadeiro, todo enrugado de tanto chorar.
Porcaria.
Ligou o PC e começou a navegar sem destino. Viu uns tubes, ouviu umas músicas, jogou, brincou no chat.
Nada.
Seu pensamento era totalmente dele.
Separações modernas são tão civilizadas...
Maldição.
Ela detestava isso tudo.
Começou a sentir uma comichão. Não sabia dizer aonde é que estava começando aquilo. Começou a suar. Não agüentou e mandou um torpedo.
Silêncio.
Ele não respondeu.
Idiota.
Entrou no facebook.
Ele estava "on".
Oh God! Tenho que resistir!
Não resistiu.
- Oi.
Que fraqueza, pensou.
Sentiu-se uma nonsense sem caráter, sem auto-estima, sem um pingo de vergonha na cara.
Conversaram muito bem, bons amigos.
Nenhum sinal da parte dele de recaída.
Não negou que sentia a falta dela, mas fez questão de publicar no jornal que estava adoraaaaaaaaaando viver sozinho...
- Eu também estou, quem não adora, não é?
Aaaaaaaaaaaaaaah, socorro! Gritou mentalmente sentindo que ia começar a chorar.
Fechou a janela do chat.
Uma hora mais se passou.
Ela estática.
Sorumbática.
Lívida. Enjoada. Irritada.
Vontade de vomitar.
- Sei que vou enfartar!
Coração disparado.
23h e ela não resistiu.
Deixou seu ID no privado e ligou pra ele!
Que vagabunda sem caráter e carente que eu sou. Prostituta de merda, uma vaca. Só mesmo uma mulher sem caráter e sem vergonha alguma pra fazer isso! Procurar o ex!!!
Reconheceu-se miseravelmente infeliz, morta de saudade dele, completamente vulnerável, humana. -Merda, falou.
Ele atendeu de primeira o fone "privado".
Mentiroso, pensou. Disse que nunca atendia um telefone privado, que era perigoso. Perigoso de cu é rola. Falso.
- Sou eu, meu bem!
Silêncio.
Um suspiro que dizia: - Ó senhor, daí-me paciência. Só por Belzebu!
Tratou-a bem, meio que mecanicamente, assim que reconheceu o artifício que usara.
Ela convidou-o a "fantasiar"...
- Não era isso o que você vinha fazendo nos últimos meses pela internet?
Perfis fakes no Orkut, facebook, aquelas pesquisas intermináveis nas madrugadas e que deixavam a memória do PC completamente comprometida, totalmente cheia e poluída, com tanta pornografia. Sem contar os vírus.
E os chats de cybersexo que graças a sua amiga hacker conseguira ler? Um nojo, uma vergonha, uma baixaria. Nada do que ele fazia com ela. Imagine!Só fazia aquela putaria pela internet...
Será que também fazia ao vivo? Não. Não poderia acreditar.Seu coração apertou ainda mais.
- Vou marcar um exame de sangue lá no CRAS.
Cybersexo. Que droga é isso mesmo? Não conseguia conceber como alguém podia de fato sentir prazer com essa coisa virtual.
Ela fora tão magoada, tão espezinhada, tão maltratada.
Não sentia prazer nem mais ao vivo. Imaginou pela internet?
- Você gosta de fantasiar, fantasie comigo... Estou usando aquela calcinha que te dá tesão e estou molhadinha ouvindo sua voz...
Foi muito cedo essa sua tentativa. Um erro de estratégia. Ele não quis.
Afirmou que queria somente a amizade dela.
Socoooooooooorro! Que humilhação!
- São Alpino socorrei-me! Falou ela chorando.
Desligou o telefone. Maldito telefone. Desligou o PC. Chutou o PC. Atirou o teclado longe. Só o teclado. Era o mais barato pra comprar novo. Até pra surto de loucura, há que se pensar nas conseqüências.
Desligou sua mente.
Meditou.
Fêz massagem no corpo. Nada adiantou. Chorou de novo.
Mas não sentiu culpa.
Afinal, pensou, quem ama, tenta.
Dormiu bem.
No dia seguinte acordou sozinha sem despertador.
E sem seu homem do lado. Só o cachorro.
Acordou cedo. Bem cedo.
O que o dia lhe prometia?
O que fazer com essas férias repentinas?
Agora teria que agüentar.
Levantou.
Olhou a cara. Inchada. Teria chorado até sonhando? Uma imbecil sentimental.
Massagem. Já! A pele do rosto, do corpo, sua cabeça, seu coração. Tudo seco.
Marcou com seu personal trainner.
Há pelo menos 5 anos ele tentava lhe "comer", pensou ela sorrindo palidamente.
Sempre resistiu. Mas, ai, meu Deus! E agora? Será que ele ainda está gostoso? Sedutor?
Dane-se ele também. Pensou. Quero malhar.
Ele chegou!
Ah, não!
Ele está super acabado! Podrão. Nem como prêmio de consolação!
Vou desistir da ginástica!
Talvez uma operação plástica seja mais eficiente.
Pra ele, claro, não pra mim.
Pensou ela, dessa vez, gargalhando em alto e bom tom.
Seu amigo lhe falara que quem se separa fica sempre "bonito".
Decidiu. À noite aceitaria aquele convite pra sair.
Afinal, há dois anos ele também tentava lhe seduzir. E ela, fiel, também falava não.
Por que não? Pensou. Agora estou livre (seu coração chorou um pouquinho ao ouvir essa palavra).
Amizade com gosto de sexo.
Quem sabe isso lhe fizesse bem pra saúde do corpo, da alma e da mente.
Afinal, nem só de casamentos vive o homem.
A fila anda, diziam suas amigas separadas.
Ele gosta de jazz... O diabo é que pareço argentina, gosto de tango! Mas olhando bem de pertinho, estou mais pra uma tragédia mexicana...
Valei-me meu São Alpino! Gritou ela em alto e bom som.
E comeu um bom teco de chocolate.
E gargalhou mais uma vez, desta vez, com a alma.
Dois meses se passaram nesses jogos e fetiches de recém-separados.
Um tédio. Um encanto. Uma descoberta. Uma lágrima. Muitas gargalhadas.
Afinal não morri! Pensou ela naquele dia.
Descobrira que chocolate era mesmo gostoso, prático, energético, digestivo.
Afinal, chocolate lhe deixava alegre, feliz e não tinha que por camisinha pra comer!
Aliás, quem come quem mesmo?
Sentia-se bem, sexy. O mundo inteiro a queria.
E ela pensava se a mulher separada libertava mesmo o tal de feromônio, algo muito excitante e convidativo...
Todas suas amigas separadas diziam que passaram por essa mesma fase sedutora.
Ela se divertia falando não.
Topou sair com ele depois de dez dias de chat.
Sua amiga casara com um cara que conheceu numa sala de bate-papo.
O fulano escrevia bem e dizia que era o cão.
Pelo menos, foi sincero. Já se apresentou como um cão!
E o que se esperar de um cão? Que agarre qualquer cadela no cio!
Ai meu São Alpino, gargalhava ela toda vez que ele aparecia piscando no chat.
O cara escrevia muito bem, começou mesmo a rolar um link.
Saíram pra jantar.
Gostou dele: sorriso contagiante, uma boca contagiante, um braço forte, malhado, tudo forte nele. Excelente primeiro encontro.
Ela ficou feliz.
Chegou o segundo encontro, ninguém é de ferro, pensou ela, a carne é fraca, até minha avó dizia isso. Concordou em ir pro motel.
E ela se permitiu variar. Variou posições. E lugares. E gostou.
E pensou, oras, se a vibe é a do cão, que seja tudo então bem animal.
Seu ex sempre lhe falava que era santinha e careta.
Valei-me meu São Alpino. E descobriu uma outra função para o chocolate...
É. Vivendo e aprendendo, pensou.
Era véspera de feriado.
A noite terminou.
Um novo dia começou e as lembranças pareciam todas muito distantes.
Pediu que ele a deixasse na Liberdade.
Foi andar e refletir.
Libertas quae será tamen.
Oras! Nem só de sexo vive a mulher.
No dia seguinte foi trabalhar bem cedinho.
O seu celular tocou.
Leu “ privado” no visor.
Será que é ele?
Não atendeu.
Poderia ser de fato muito perigoso.
Sorriu e engatou a primeira.
Solteira de novo.
(SOLTEIRA DE NOVO um conto de Ana Veet Maya escrito em 2008)
foto: armazemdesonhos.com.br
Gosto de escrever sobre tudo.
Às vezes minha inspiração sai em forma de poesia, outras, um texto.
Tem momentos que só quero mesmo é divulgar um amigo, compartilhar algo muito bom e só.
Pra não misturar as tendências, criei um blog apenas pra textos, outro apenas pra poesias e outro para contos.
O blog dos contos não seguiu, porque minha fome de escrever “contos” não é tão grande e preferi tirar o blog do ar, pra não ficar aquela energia estagnada, só com coisas velhas.
Então, toda vez que escrever algum conto que eu goste, postarei aqui neste blog mesmo.
E hoje quero compartilhar um dos meus contos mais lidos.
É o “SOLTEIRA DE NOVO”.
As relações amorosas hoje em dia são cada vez mais curtas e estudos já apontam que a tendência atual é de durarem apenas de 3 a 5 anos!
E eu, mulher madura, do tempo do “até que a morte os separe”, às vezes preciso chacoalhar meus conceitos e preconceitos pra me adaptar.
E viva a modernidade!
Sempre sim pro aqui-agora!
Um abraço a todos os amigos e leitores.
Vocês fazem parte da minha inspiração!
SOLTEIRA DE NOVO um conto de Ana Veet Maya escrito em 2008
foto: irresistivelmulher.blogspot.com
Depois de chorar sete dias, gemer, gritar, bater a cabeça na parede, hoje pela primeira vez, ela saiu de casa.
Foi ao cabeleireiro. Grande coisa.
Pelo menos tingiu os brancos de cima. Mas e os de baixo? Pentelhos brancos... Que broxante!
Limpou a pele.
Os olhos caíram. O peito caiu.Tudo caiu.
Mas estava contente consigo mesma: sete dias e não o procurara nenhuma vez.
Chegou em sua casa feliz, com seu cabelinho fake, sua sobrancelha fake e seu rosto expressivo e verdadeiro, todo enrugado de tanto chorar.
Porcaria.
Ligou o PC e começou a navegar sem destino. Viu uns tubes, ouviu umas músicas, jogou, brincou no chat.
Nada.
Seu pensamento era totalmente dele.
Separações modernas são tão civilizadas...
Maldição.
Ela detestava isso tudo.
Começou a sentir uma comichão. Não sabia dizer aonde é que estava começando aquilo. Começou a suar. Não agüentou e mandou um torpedo.
Silêncio.
Ele não respondeu.
Idiota.
Entrou no facebook.
Ele estava "on".
Oh God! Tenho que resistir!
Não resistiu.
- Oi.
Que fraqueza, pensou.
Sentiu-se uma nonsense sem caráter, sem auto-estima, sem um pingo de vergonha na cara.
Conversaram muito bem, bons amigos.
Nenhum sinal da parte dele de recaída.
Não negou que sentia a falta dela, mas fez questão de publicar no jornal que estava adoraaaaaaaaaando viver sozinho...
- Eu também estou, quem não adora, não é?
Aaaaaaaaaaaaaaah, socorro! Gritou mentalmente sentindo que ia começar a chorar.
Fechou a janela do chat.
Uma hora mais se passou.
Ela estática.
Sorumbática.
Lívida. Enjoada. Irritada.
Vontade de vomitar.
- Sei que vou enfartar!
Coração disparado.
23h e ela não resistiu.
Deixou seu ID no privado e ligou pra ele!
Que vagabunda sem caráter e carente que eu sou. Prostituta de merda, uma vaca. Só mesmo uma mulher sem caráter e sem vergonha alguma pra fazer isso! Procurar o ex!!!
Reconheceu-se miseravelmente infeliz, morta de saudade dele, completamente vulnerável, humana. -Merda, falou.
Ele atendeu de primeira o fone "privado".
Mentiroso, pensou. Disse que nunca atendia um telefone privado, que era perigoso. Perigoso de cu é rola. Falso.
- Sou eu, meu bem!
Silêncio.
Um suspiro que dizia: - Ó senhor, daí-me paciência. Só por Belzebu!
Tratou-a bem, meio que mecanicamente, assim que reconheceu o artifício que usara.
Ela convidou-o a "fantasiar"...
- Não era isso o que você vinha fazendo nos últimos meses pela internet?
Perfis fakes no Orkut, facebook, aquelas pesquisas intermináveis nas madrugadas e que deixavam a memória do PC completamente comprometida, totalmente cheia e poluída, com tanta pornografia. Sem contar os vírus.
E os chats de cybersexo que graças a sua amiga hacker conseguira ler? Um nojo, uma vergonha, uma baixaria. Nada do que ele fazia com ela. Imagine!Só fazia aquela putaria pela internet...
Será que também fazia ao vivo? Não. Não poderia acreditar.Seu coração apertou ainda mais.
- Vou marcar um exame de sangue lá no CRAS.
Cybersexo. Que droga é isso mesmo? Não conseguia conceber como alguém podia de fato sentir prazer com essa coisa virtual.
Ela fora tão magoada, tão espezinhada, tão maltratada.
Não sentia prazer nem mais ao vivo. Imaginou pela internet?
- Você gosta de fantasiar, fantasie comigo... Estou usando aquela calcinha que te dá tesão e estou molhadinha ouvindo sua voz...
Foi muito cedo essa sua tentativa. Um erro de estratégia. Ele não quis.
Afirmou que queria somente a amizade dela.
Socoooooooooorro! Que humilhação!
- São Alpino socorrei-me! Falou ela chorando.
Desligou o telefone. Maldito telefone. Desligou o PC. Chutou o PC. Atirou o teclado longe. Só o teclado. Era o mais barato pra comprar novo. Até pra surto de loucura, há que se pensar nas conseqüências.
Desligou sua mente.
Meditou.
Fêz massagem no corpo. Nada adiantou. Chorou de novo.
Mas não sentiu culpa.
Afinal, pensou, quem ama, tenta.
Dormiu bem.
No dia seguinte acordou sozinha sem despertador.
E sem seu homem do lado. Só o cachorro.
Acordou cedo. Bem cedo.
O que o dia lhe prometia?
O que fazer com essas férias repentinas?
Agora teria que agüentar.
Levantou.
Olhou a cara. Inchada. Teria chorado até sonhando? Uma imbecil sentimental.
Massagem. Já! A pele do rosto, do corpo, sua cabeça, seu coração. Tudo seco.
Marcou com seu personal trainner.
Há pelo menos 5 anos ele tentava lhe "comer", pensou ela sorrindo palidamente.
Sempre resistiu. Mas, ai, meu Deus! E agora? Será que ele ainda está gostoso? Sedutor?
Dane-se ele também. Pensou. Quero malhar.
Ele chegou!
Ah, não!
Ele está super acabado! Podrão. Nem como prêmio de consolação!
Vou desistir da ginástica!
Talvez uma operação plástica seja mais eficiente.
Pra ele, claro, não pra mim.
Pensou ela, dessa vez, gargalhando em alto e bom tom.
Seu amigo lhe falara que quem se separa fica sempre "bonito".
Decidiu. À noite aceitaria aquele convite pra sair.
Afinal, há dois anos ele também tentava lhe seduzir. E ela, fiel, também falava não.
Por que não? Pensou. Agora estou livre (seu coração chorou um pouquinho ao ouvir essa palavra).
Amizade com gosto de sexo.
Quem sabe isso lhe fizesse bem pra saúde do corpo, da alma e da mente.
Afinal, nem só de casamentos vive o homem.
A fila anda, diziam suas amigas separadas.
Ele gosta de jazz... O diabo é que pareço argentina, gosto de tango! Mas olhando bem de pertinho, estou mais pra uma tragédia mexicana...
Valei-me meu São Alpino! Gritou ela em alto e bom som.
E comeu um bom teco de chocolate.
E gargalhou mais uma vez, desta vez, com a alma.
Dois meses se passaram nesses jogos e fetiches de recém-separados.
Um tédio. Um encanto. Uma descoberta. Uma lágrima. Muitas gargalhadas.
Afinal não morri! Pensou ela naquele dia.
Descobrira que chocolate era mesmo gostoso, prático, energético, digestivo.
Afinal, chocolate lhe deixava alegre, feliz e não tinha que por camisinha pra comer!
Aliás, quem come quem mesmo?
Sentia-se bem, sexy. O mundo inteiro a queria.
E ela pensava se a mulher separada libertava mesmo o tal de feromônio, algo muito excitante e convidativo...
Todas suas amigas separadas diziam que passaram por essa mesma fase sedutora.
Ela se divertia falando não.
Topou sair com ele depois de dez dias de chat.
Sua amiga casara com um cara que conheceu numa sala de bate-papo.
O fulano escrevia bem e dizia que era o cão.
Pelo menos, foi sincero. Já se apresentou como um cão!
E o que se esperar de um cão? Que agarre qualquer cadela no cio!
Ai meu São Alpino, gargalhava ela toda vez que ele aparecia piscando no chat.
O cara escrevia muito bem, começou mesmo a rolar um link.
Saíram pra jantar.
Gostou dele: sorriso contagiante, uma boca contagiante, um braço forte, malhado, tudo forte nele. Excelente primeiro encontro.
Ela ficou feliz.
Chegou o segundo encontro, ninguém é de ferro, pensou ela, a carne é fraca, até minha avó dizia isso. Concordou em ir pro motel.
E ela se permitiu variar. Variou posições. E lugares. E gostou.
E pensou, oras, se a vibe é a do cão, que seja tudo então bem animal.
Seu ex sempre lhe falava que era santinha e careta.
Valei-me meu São Alpino. E descobriu uma outra função para o chocolate...
É. Vivendo e aprendendo, pensou.
Era véspera de feriado.
A noite terminou.
Um novo dia começou e as lembranças pareciam todas muito distantes.
Pediu que ele a deixasse na Liberdade.
Foi andar e refletir.
Libertas quae será tamen.
Oras! Nem só de sexo vive a mulher.
No dia seguinte foi trabalhar bem cedinho.
O seu celular tocou.
Leu “ privado” no visor.
Será que é ele?
Não atendeu.
Poderia ser de fato muito perigoso.
Sorriu e engatou a primeira.
Solteira de novo.
(SOLTEIRA DE NOVO um conto de Ana Veet Maya escrito em 2008)
AMIGO, BOM DIA
por Ana Veet Maya
foto:historiasdeemilia.blogspot.com
Uma corrente
Um incêndio
Um corpo que acorda
Uma voz, um pedido.
Tua casa, tua porta.
Um gemido lascivo
Um toque amoroso
Bendito e bandido
Carinho e gozo!
Uma dança integrada
Na cama, no muro,
Uma noite estrelada
Silêncio, sussurro.
Reencontro, chegada
Um sorriso de entrega
Uma rosa na mão.
Promessas, viagens
O sim, nunca não!
Corações ritmados
Movendo a alegria
Querido, amado,
Amigo, bom dia!
foto:historiasdeemilia.blogspot.com
Um incêndio
Um corpo que acorda
Uma voz, um pedido.
Tua casa, tua porta.
Um gemido lascivo
Um toque amoroso
Bendito e bandido
Carinho e gozo!
Uma dança integrada
Na cama, no muro,
Uma noite estrelada
Silêncio, sussurro.
Reencontro, chegada
Um sorriso de entrega
Uma rosa na mão.
Promessas, viagens
O sim, nunca não!
Corações ritmados
Movendo a alegria
Querido, amado,
Amigo, bom dia!
29 June 2011
SÃO PEDRIM!
por Ana Veet Maya
imagem do blog blog.cancaonova.com
Eu rezei pra Santo Inácio
Santo Antonio e São João
Pai Nosso, Ave-Maria
E do Francisco a oração.
Patuá, eu fiz promessa
Paguei dízimo e jejuei
Fiz tudim que me ensinaram
Pra mó deu encontrar meu bem.
Mas que nada, que ironia
Eita sorte mais marvada
Só encontro porcaria
Oi qui vida mais danada!
Chamei Cosmi e Damião
Mãe Maria e os Anjim
Puis doce pro seu minino
Cuscuis e inté carneirim!...
Fiz de tudo, meus santim
Mais num acho solução
Tô sortera, tô sozim
Quem pode me dá a mão?
Foi-se embora meu amô
Só me aprontô cilada
Será mió ficá sem ele
Ou tão mar acompanhada?
Escuita bem São Pedrim
Tu que abre todas porta
Abre bem os meu camim
Que num entre gente torta!
Esta vida é engraçada
Se veve junto ou sem ninguém
Mil vivas São Pedrim!
Abra as porta pro meu bem!
imagem do blog blog.cancaonova.com
Santo Antonio e São João
Pai Nosso, Ave-Maria
E do Francisco a oração.
Patuá, eu fiz promessa
Paguei dízimo e jejuei
Fiz tudim que me ensinaram
Pra mó deu encontrar meu bem.
Mas que nada, que ironia
Eita sorte mais marvada
Só encontro porcaria
Oi qui vida mais danada!
Chamei Cosmi e Damião
Mãe Maria e os Anjim
Puis doce pro seu minino
Cuscuis e inté carneirim!...
Fiz de tudo, meus santim
Mais num acho solução
Tô sortera, tô sozim
Quem pode me dá a mão?
Foi-se embora meu amô
Só me aprontô cilada
Será mió ficá sem ele
Ou tão mar acompanhada?
Escuita bem São Pedrim
Tu que abre todas porta
Abre bem os meu camim
Que num entre gente torta!
Esta vida é engraçada
Se veve junto ou sem ninguém
Mil vivas São Pedrim!
Abra as porta pro meu bem!
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