14 November 2013

ABORRECIMENTOS

(Redação do Momento Espírita com base no cap. 13 do livro  Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter. Em 06.12.2010. visite o site : http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=57&let=&stat=0  )
Nada mais comum, nas atividades terrenas, do que o hábito enraizado das querelas, dos desentendimentos, das chateações.
Nada mais corriqueiro entre os indivíduos humanos.
Como um campo de meninos, em que cada gesto, cada nota, cada menção se torna um bom motivo para contendas e mal-entendidos, também na sociedade dos adultos o mesmo fenômeno ocorre.
Mais do que compreensível é que você, semelhante a um menino de pavio curto, libere adrenalina nos episódios cotidianos que desafiem a sua estabilidade emocional.
Compreensível que se agite, que se irrite, que alteie a voz, que afivele ao rosto expressões feias de diversos matizes.
Em virtude do nível do seu mundo íntimo, tudo isso é possível de acontecer.
Contudo, você não veio à Terra 
para fixar deficiências, 
mas para tratá-las, 
cultivando a saúde.
Você não se acha no mundo para submeter-se aos impulsos irracionais, mas para fazê-los amadurecer para os campos da razão lúcida.
Você não nasceu para se deixar levar pelo destempero, pela irritação que desarticula o equilíbrio, mas tem o dever de educar-se, porque tem na pauta da sua vida o compromisso de cooperar com Deus, à medida que cresça, que amadureça, que se enobreça.
Desse modo, os seus aborrecimentos diários, embora sejam admissíveis em almas infantis e destemperadas, já começam a provocar ruídos infelizes, desconcertantes e indesejáveis, nas almas que se encontram no mundo para dar conta de compromissos abençoados com Jesus Cristo e com Seus prepostos.
Assim, observe-se. Conheça-se no aprendizado do bem, um pouco mais. Esforce-se por melhorar-se.
Resista um pouco mais aos impulsos da fera que ainda ronda as suas experiências íntimas.
Aproxime-se um pouco mais dos Benfeitores Espirituais que o amparam.
Perante as perturbações alheias, aprenda a analisar e não repetir.
Diante da rebeldia de alguém, analise e retire a lição para que não faça o mesmo.
Notando a explosão violenta de alguém, reflita nas consequências danosas, a fim de não fazer o mesmo.


Cada esforço que você fizer por melhorar-se, por educar-se, será secundado pela ajuda de luminosos Imortais que estão, em todo tempo, investindo no seu progresso, para que, pouco a pouco, mas sempre, você cresça e se ilumine, fazendo-se vitorioso cooperador com Deus, tendo superado a si mesmo, transformando suas noites morais em radiosas manhãs de perene formosura.
*   *   *
Quando você for visitado por uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponha-se a ela.
E, quando houver conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, diga, de si para consigo, cheio de justa satisfação: Fui o mais forte.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 13 do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira,
ed. Fráter.

Em 06.12.2010.

11 November 2013

A ÁRVORE TORTA

Texto de autoria de Paulo Roberto Gaefke
a dica veio do Abodha

A árvore torta

Um dia, diante da velha árvore torta, um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que “conseguisse ver o pinheiro na posição correta”.

Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio, mas como seria “enxergar o pinheiro na posição correta”? O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista.

Ninguém ganhou o prêmio e o velho sábio explicou ao povo ansioso, que ver aquela árvore em sua posição correta era “vê-la como uma árvore torta”. Só isso!

Nós temos em nós, esse jeito, essa mania de querer “consertar as coisas, as pessoas, e tudo mais” de acordo com a nossa visão pessoal. Quando olhamos para uma árvore torta é extremamente importante enxergá-la como árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é. Se você tentar “endireitar” a velha árvore torta, ela vai rachar e morrer, por isso é fundamental aceitá-la como ela é.

Nos relacionamentos é comum um criar no outro expectativas próprias, esperar que o outro faça aquilo que ele “sonha” e não o que o outro pode oferecer. Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão alcance dos outros, porque temos essa visão de “consertar” o que achamos errado.

Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado.

Os pais sofreriam menos com os seus filhos, pois conhecendo-os, não colocariam expectativas que são suas, na vida dos mesmos, gerando crianças doentes, frustradas, rebeldes e até vazias.

Tente, pelo menos tente, ver as pessoas como elas realmente são, pare de imaginar como elas deveriam ser, ou tentar consertá-las da maneira que você acha melhor. O torto pode ser a melhor forma de uma árvore crescer.

Não crie mais dificuldades no seu relacionamentos. Se vemos as coisas como elas são, muitos dos nossos problemas deixam de existir, sem mágoas, sem brigas, sem ressentimentos.

E para terminar, olhe para você mesmo com os “olhos de ver” e enxergue as possibilidades, as coisas que você ainda pode fazer e não fez. Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos das outras pessoas, mas pode ser a mais frutífera, a mais bonita, a mais perfumada da região, e isso, não depende de mais ninguém para acontecer, depende só de você.

Pense nisso!

(Paulo Roberto Gaefke)

26 October 2013

ISTO TAMBÉM PASSARÁ

história Sufi
Certo dia, um poderoso Rei, governante de muitos domínios, sentiu-se confuso. Então chamou seus sábios e disse:
"Embora não saiba o motivo, algo me impele a procurar alguma coisa que possa equilibrar meu estado de espírito. Algo que me faça alegre quando eu me sentir infeliz e que ao mesmo tempo, me faça triste quando eu me sentir feliz".
Os sábios, sem entender o que significava aquele pedido, foram pedir conselho a um santo Sufi.
O Sufi, depois de escutar o que os sábios lhe disseram, tirou um anel do dedo e entregou a eles.
"Dêem este anel ao Rei. Existe uma mensagem oculta sob a pedra. Mas digam-lhe que há uma condição que deve ser cumprida. A mensagem não deve ser lida apenas por curiosidade, porque então ela perderá o significado. A mensagem está debaixo da pedra, mas é necessário um momento certo na consciência do Rei para encontrá-la. Não é uma mensagem morta que ele simplesmente vai abrir e ler." Disse o Sufi.
"A condição que tem de ser preenchida é a seguinte: Quando tudo estiver perdido, quando o momento for impossível de ser tolerado, quando a confusão for total, quando a agonia for perfeita, quando ele estiver absolutamente indefeso, e quando nem ele nem a mente dele tiver nada mais para fazer, só então deverá abrir a pedra do anel. A mensagem estará ali". Complementou o Sufi.
O Rei recebeu o anel e seguiu as instruções do Sufi, transmitida através dos sábios.
O Rei tinha muitos inimigos na corte. Certo dia houve uma rebelião e o seu castelo foi tomado por seus inimigos. Não lhe restou alternativa a não ser fugir para salvar sua vida. Seus inimigos não teriam piedade dele. Seria certamente morto, se capturado.
O país estava perdido. O inimigo estava vitorioso. Apareceram muitos momentos em que ele esteve no limiar de tirar a pedra e ler a mensagem, mas achava que ainda não era o fim: "Ainda estou vivo. Mesmo que o reino esteja perdido, posso recuperá-lo. O reino pode ser reconquistado".
Os seus inimigos o perseguiram. Ele podia ouvir os barulhos dos cascos dos cavalos ao tocar nas pedras e chegavam cada vez mais perto. Ele continuou fugindo. Os amigos que seguiam com ele foram ficando pelo caminho. Seu cavalo morreu de cansaço e ele passou a correr a pé. Os pés sangravam, e embora sem poder andar nem mais um passo, ele teve de correr sem parar. Ele tinha fome e o inimigo se aproximava cada vez mais. Ele subiu por um caminho entre as pedras e chegou a um ponto sem saída. A trilha terminou. Não havia mais estrada à frente, apenas um abismo. O inimigo estava cada vez mais perto. Não podia voltar, pois o inimigo estava lá e também não podia saltar. O abismo era grande. Ele poderia morrer na queda. Agora parecia não haver mais possibilidades, mas ele ainda esperava pela condição.
Ele disse: "Ainda estou vivo, talvez o inimigo vá noutra direção. Talvez, se pular neste abismo, eu não morra. A condição ainda não está preenchida".
E então, subitamente, sentiu que o inimigo estava perto demais. Quando ele decidiu saltar, viu que dois leões famintos e feroses chegaram na parte de baixo do abismo e olhavam para ele. Não restava mais tempo. O inimigo estava muito perto e seus últimos momentos simplesmente haviam chegado.
Rapidamente ele tirou o anel, abriu-o e olhou por trás da pedra. Havia uma mensagem que dizia: "ISTO TAMBÉM PASSARÁ".
De súbito, tudo se relaxou! "ISTO TAMBÉM PASSARÁ". Aconteceu naturalmente um grande silêncio. O inimigo foi para outra direção se afastando cada vez mais. Ele então se sentou e descansou.
Depois de dormir por um longo tempo, ele acordou e começou a voltar em direção ao castelo. A medida que retornava ele ia tomando consciência de que seus amigos tinham feito uma contra revolução. Seus inimigos haviam sido derrotados. Chegando ao castelo viu que era novamente o Rei.
Nos dias que se seguiram houve um grande júbilo e grandes celebrações. O povo enlouqueceu, dançou nas ruas, iluminados pelas muitas luzes de várias cores dos fogos de artifício. O Rei estava se sentindo muito exitado e muito feliz. Seu coração batia tão rápido que ele pensava que poderia morrer de tanta felicidade. De repente, se lembrou do anel, abriu-o e olhou. Lá estava a frase: "ISTO TAMBÉM PASSARÁ". E ele relaxou.
História Sufi

A ILUSÃO

por Ana Veet Maya


Nas frestas
A ilusão esconde
Uma verdade
Que meu olhar não vê.
E a vida passa contente
Sorrindo jovialmente
Sabe-se lá por que...

16 October 2013

THE GREAT INVOCATION 1945

Porque o que é bom deve ser compartilhado.
Namastê!

14 October 2013

PRETÉRITO MAIS QUE PERFEITO

por Ana Veet Maya





Sou do tempo das ruas de terra e das tardes perfumadas de crisântemos e copos-de-leite.






Tempo das festinhas de aniversário com tudo feito em casa, paté de sardinha e salsa, bombocados, brigadeiros e cajuzinhos da mamãe.

Tempo de pular carnaval nas festas improvisadas nas casas de vizinhos, com confetes e serpentinas e a "seringa com sangue-de-diabo".

Festas de todos os tipos que envolviam toda a vizinhança, especialmente as Festas de Santo Antonio e São João.

Lembro-me das brincadeiras de roda e de esconde-esconde na rua, currupiu, escravos-de-Jó, pula carniça, manamula, pular corda, queimada, bafo, pião, pedrinhas,jogar eu com as quatro, cantigas e depois, quando mocinha, as festinhas na casa de amigas.

Eu amava o drops Dulcora, beber Grapette, Seven UP, Tubaína... Comer a gelatina Jello, o cigarrinho de chocolate e do dadinho Pan.

Morria de medo mas não deixava de ir no dangle do parquinho. E quando ainda bebê, a louca do Parque Xangai me assustava!

Sou do tempo do Aerowillis, do Karmanguia, do fusquinha e do anel de brucutu; tempo do Tremendão Erasmo Carlos e as melhores canções dele e de Roberto!



Eu usei papel carbono, caneta tinteiro, mata-borrão... Usei esfuminho e amava colar os desenhos do Desenhocop.

Ficava bem louca cheirando o álcool quando imprimia no velho mimeógrafo no Estadual da Penha.

Nunca tive dinheiro pra fazer curso de datilografia, mas aprendi a datilografar com dois dedos...

Sou do tempo do modess e da cinta higiênica, do soutien de bojo, da calça pantalona, do cabelo black power, da blusa de banlon, dos tons rosa-choque e verde-elétrico, da meia arrastão e da lixa de depilação..

Eu ficava encabulada com a dança da vassoura e raramente meus pais me deixavam ir nos bailinhos com luz estroboscópica... Só podia ir quando a festa era na casa da Irani.

Irani, suas irmãs e a Márcia iam sempre aos bailes de formatura, com os vestidos longos mais lindos que a Dona Terezinha fazia.

Amava ver os penteados de minha mãe e minha Tia Irene, super armados e cheios de laquê.





Sou do tempo do China e sua Blue Moon da Penha, dos LP's e da vitrola, tempo do Bread, Johnny Rivers, dos Creedences. Beatles e Rolling Stones... Amava ouvir o Hélio Ribeiro e suas traduções inesquecíveis das melhores músicas que me faziam sonhar.

Eu usei coque e vestido tubinho. Fui ao cinema Penharama assistir Ao Mestre com Carinho e Romeu e Julieta com a Olívia Houssey. Às vezes ia ao Cine Júpiter da Penha ou no Penha-Príncipe também.  










Eu não costumava cabular aulas, mas na hora do lanche amava ficar na quadra de educação física conversando com o Carlos, para depois esperá-lo passar de bicicleta em frente a minha porta...

Pegar o Penha-Lapa sozinha era o máximo da independência! Os amigos iam entrando...A Ivone, o Rafael Filizola com sua franja de Ronnie Von, sempre o maior gato do Estadual e o dono da melhor cortada...

Sou do tempo de fazer desenhos livres com a Dona Gilda do Estadual ou com Dona Odete (88) lá na Biblioteca Hans Christian Andersen do Tatuapé.





Era um luxo raro poder curtir uma banana split... Eu também amava tomar  a vaca preta do Superbom da Rua Tuiutí.

Sou do tempo das balas de goma e dos delicados, para mim os de sabor anis eram os prediletos.

Amava ver no céu os “quadrados” que meu irmão fazia com maestria e íamos empinar com meu pai nos descampados do Tatuapé.

Visitei muito o Papai Noel nas Casas Pirani, tomei lanche no Mappin, refresco nas Lojas Americanas do Centro e chá-mate de máquina que só existia na "cidade"!

Amava a murinhana da minha avó, o bolo de chocolate das Tia Berta e era uma festa almoçar todo domingo na casa do Padrinho Vergílio e da Madrinha Elvira...




Sou do tempo da “baratinha” sem capô do meu pai, dos Dodge do meu tio Pedro, dos carros esportivos do Tio Joel, da gaita do Tio Dico, da risada gostosa da Tia Zilda, do café da tarde da Tia Lucinda, da irreverência do Tio Leonel, da cara cheia de lama do tio Osório, da maionese da minha mãe Dona Flora, dos passeios na Riviera buscando pedrinhas com meu primo Armando ou em Interlagos com meu primo Delfo, enquanto assistiamos a corrida de carros ao vivo, pura emoção!




Eu precisei fazer admissão pra entrar no Estadual da Penha. Só pra ter que estudar pra caramba e aprender com os professores mais severos, que conseguiam extrair o nosso melhor sempre. Meu eterno agradecimento ao Professor Jorge Campello, que me influenciou tanto, que me tornei professora de inglês. Igualmente meu agradecimento a Professora Hebe, com quem comecei a aprender a ser autêntica e livre.

Minha salva de palmas a amiga e professora Eunice Valverde, que já naquele tempo “incluía” a todos os portadores de deficiência auditiva... Assisti-la dando aulas abriu meus olhos, ouvidos, minha mente... Observá-la ensinando, abriu meus caminhos para sempre!











Sou do tempo onde a gente namorava e fazia o maior glamour pra dar o primeiro beijo de língua. Andar de mãos dadas com o Mário Branco ou dançar Je t'aime de rosto colado, era digno de entrar no Primeira Mão daquele tempo... Pirava minha cabeça pura e romântica de menina.














Li muita fotonovela Grande Hotel, fazia a brincadeira do copo na casa da Irani de Paula e ir ao baile de quinze anos da Márcia no Clube Corinthians, foi inesquecível.

Aliás foi no Corinthians que aprendi a nada com meu pai e onde pude ter uma adolescência completamente saudável, nadando, jogando vôlei e boliche com minha turminha. E teve o beijo roubado perto do bondinho... Saudade do João Vicente.


Naquele tempo as famílias parece que eram mais unidas, ninguém ficava levantando tese e explicando o por quê. As coisas eram como tinham que ser, como os pais tinham aprendido com seus pais e que agora ensinavam para os filhos. Os pais e mães falavam muito não, porque tudo era difícil e caro e porque a maior parte das famílias trabalhava muito para ter somente o básico.

Eu tive várias bonecas Emília feitas de couro e artesanalmente pela minha Avó Anna, que guardava os pedaços de couro dos sapatinhos que meu pai fazia.

Meus brinquedos eram poucos e comuns. Assim eu amava poder brincar na porta com os brinquedinhos da Inês Guirelli, quando ela deixava...

Sou do tempo das fogueiras altas, do quentão, da carne-louca e do caqui docinho da árvore que ficava na casa da Tio Pedro e Tia Cema. Eu morria de medo com as histórias de terror da minha prima Leila e sua boneca Amiguinha...

Eu assisti a novela Redenção e lembro da primeira transmissão em cores do filme Bonanza... Eu pensava que minha TV preto e branco, no horário marcado, passaria a transmitir em cores. Fiquei muito decepcionada. E só quando casei com o Sebastião aos 18 anos, pude comprar minha primeira TV em cores!

Lembro que na minha rua ninguém tinha geladeira e nem televisão! Foi a Noêmia a primeira senhora a comprar geladeira.
Quando minha avó Anna comprou sua geladeira, ela deixava minha vizinha guardar sua carne. Era um sinal de muita amizade isso.

Nesta época faltava luz sempre e ficávamos brincando com nossas mãos de fazer sombras de bichos nas paredes!

Era um tempo de muitos casamentos na igreja e namoros no portão.

Tempo de comunidade de jovens JATO da Igreja Nova da Penha e do Padre Zé Maria, tempo de construção de ideais, de trabalhar no Projeto Rondon ao lado das amigas Neusa Justino e Rosemarie Lima...

Que tempo lindo foi este de aprender dobraduras e me tornar uma professorinha.

Sonhar era sempre muito bom e possível, porque todo sonho poderia virar realidade.



Amava os contos de fadas e ds festas de Cosme e Damião da Tia Emília.
Curtia ler os gibis do Walt Disney do Tércio e comer os bolos confeitados da minha Tia Amélia!

Saudade da praia de Santos e das festas de finais de ano inesquecíveis na Tia Hermínia e do Tio Sérgio.

Era o máximo ter de programa de final de semana, dormir na casa da Tia Irene e poder curtir um som na sua vitrola esteriofôncia.

Férias escolares sempre com a Kátia, toalha vermelha da vó Anna no décimo terceiro andar do Edifício Bermudas lá no Gonzaga.


Ainda lembro a emoção de ouvir o primeiro gravador e da gravação pela primeira vez das vozes do Tio Joel e a minha, cantando Toquinho e Vinícius.

O tempo do ontem construiu meu hoje feliz.

Agradeço a cada um dos citados e os não citados, por tudo o que representam em minha vida.

Familiares, amigos, professores, vocês são tudo de bom que há pra se lembrar e fazem
parte do meu pretérito mais-que-perfeito!

Vivas!

2 October 2013

A MINHA ORAÇÃO

por Ana Veet Maya


A minha oração é frequente, mas não tem dia e nem hora marcada.

Olho o céu com tamanho reconhecimento... Valorizar todos nossos dons, a dádiva da vida, a beleza da mãe Terra que nos abriga, é uma oração.

Cada flor que nasce, cada bichinho que acarinho e me acarinha também, agradeço ao Pai. Interagir, compartilhar, é uma forma de oração.

Viver a vida sem medo, enxergando e valorizando no outro todas as belezas, possibilidades e qualidades que gostaria que o outro enxergasse em mim... Agir assim também é uma oração.

Minha oração também vem em forma de sorrisos despretensiosos, de abraços quentinhos, de lágrimas que choro junto... A dor que acalento e massageio pra tentar fazer doer menos...

A minha oração vem na forma de palavras de alerta, palavras que falo ou as que escrevo e que buscam sempre incentivar. 

Minha oração também pode ser em forma de compreensão, de não-julgamento, de aceitação, esperança e fé. 

E você? Como é a sua oração? 

Aqui David Darling ora tocando seu cello! 
Lindo demais!

25 September 2013

O AMOR INCONDICIONAL

por Ana Veet Maya

Não quero um amor trancado em caixinhas, limitado pelo sangue, pelo parentesco, pela religião ou qualquer ideologia. Peço a Deus forças para perseverar, aprender e praticar o amor incondicional, o amor que se desprende e aprende a conviver com as diferenças, sempre respeitando, sem julgar. A minha, a tua, a nossa verdade... o que é mesmo a verdade? O mundo é um círculo. A vida um boomerang. Sejamos conscientes: somos todos UM! (anaveetmaya)





24 September 2013

SÃO FRANCISCO É O CARA!

Para a gente refletir nesta terça chuvosa de primavera, dia 24 de setembro de 2013.

"Comece fazendo o que é necessário, 

depois o que é possível,

e de repente você estará fazendo o impossível."

São Francisco de Assis



















                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

                                                                             

21 September 2013

XAMÃ YATAMALO e a TABA DA ÁGUIA EM SÃO PAULO

XAMÃ YATAMALO e o ENCONTRO DAS ÁGUIAS em SP
                                                                                                                                              produção: Ana Veet Maya

Xamã Yatamalo e a TABA DA ÁGUIA, diretamente de JOÃO PESSOA, estará em SAMPA NO PERÍODO DE 20 A 27 de novembro. 
Reserve já o seu encontro:
anaveetmaya@cameracao.com

Xamã YATAMALO : O xamã vive em harmonia com todas as coisas e considera a Terra um ser vivo, um organismo dentro de outro maior, o Universo. A essência do xamã é a cura. Ele é guiado pela sua ancestralidade, guias espirituais, seus totens (animais de poder, proteção, sagrados e de cura) e aliados, tendo a capacidade de adentrar nos mundos profundos em busca de almas perdidas ou parte delas, utiilzando técnicas arcaicas de cura. A xamã Yatamalo, também conhecida como Marise Dantas, é psicóloga de formação, paraibana de nascença e xamã no coração. Trabalha com terapias holísticas e curas xamânicas desde o início da década de 90.


AGENDA DE ATENDIMENTO


CURA XAMÂNICA

atendimento individual de uma hora e vinte minutos

Investimento: 120 reais



Inclui a Consulta Xamânica, mas a pessoa já evidencia que tipo de desarmonia está lhe ocorrendo, seja a nível emocional, físico, mental ou espiritual. A xamã já pode interagir com a pessoa na escolha das técnicas arcaicas de cura que vai utilizar. Seja para um Resgate da Alma, seja para harmonizar ou energizar. Sempre utilizamos o tambor xamânico, as maracas, rezas, preces, orações e cantos.
QUARTA-FEIRA  - DIA 20 DE NOVEMBRO

13      às 14:20 

14:30 às 15:50 -  reservado

16       às 17:20 -  reservado

17:30 às 18:50

19       às 20:20  -  reservado

QUINTA-FEIRA -  DIA 21 DE NOVEMBRO

7:00    às  8;20  -  reservado  
   
9         às 10:20  -  reservado

10:30 às 11:50

13      às 14:20  -  reservado

14:30 às 15:50  -  

16       às 17:20 -  reservado

17:30 às 18:50

19       às 20:20 -  



SEGUNDA-FEIRA - DIA 25 DE NOVEMBRO

7:00    às  8;20  -  
   
9         às 10:20

10:30 às 11:50

13      às 14:20  -  

14:30 às 15:50  -  

16       às 17:20 -  

17:30 às 18:50 -  reservado

19       às 20:20 - 


TERÇA-FEIRA - DIA 26 DE NOVEMBRO


7:00    às  8;20  -  
   
9         às 10:20

10:30 às 11:50

13      às 14:20  -  

14:30 às 15:50  -  reservado

16       às 17:20 -  reservado  

17:30 às 18:50

19       às 20:20 - 


QUARTA-FEIRA - DIA 27 DE NOVEMBRO


7:00    às  8;20  -  
   
9         às 10:20

10:30 às 11:50

13      às 14:20  - 

14:30 às 15:50  -  

16       às 17:20 -  

17:30 às 18:50

19       às 20:20 -  



SEXTA-FEIRA - DIA 22 DE NOVEMBRO

 VIVÊNCIA XAMÂNICA
Investimento: 50 reais por pessoa
Horário: das 20 às 22h
Número de participantes: 10 pessoas
O Resgate do Poder Pessoal - Esta vivência xamânica trata do conhecimento sobre xamanismo, os xamãs e as técnicas arcaicas de cura.
Yatamalo fará uma  Energização e uma harmonização  com o grupo  e em seguida  tocará tambor  facilitando para que a pessoa encontre o seu animal de Poder, o seu totem ou Animal Nagual.


Inscritos:
Adriano
Maurício
Taty Sputinik
.
SÁBADO - DIA 23 DE NOVEMBRO
RODA DE CURA
INVESTIMENTO : 150 reais por pessoa
Número de participantes 15 pessoas
No momento há 4 vagas.
Horário: das 16 às 22h – 6 HORAS DE TRABALHO

Inscritos:
Yve
Carla
Roberto Camilo
Carlos Gama
Giselle


Este workshop é para pessoas interessadas nas práticas xamânicas e que necessitam de uma cura específica. É um trabalho de cura onde cada integrante da egrégora será trabalhado individualmente dentro do Círculo de Cura. A cura envolve os níveis emocional, físico, mental e espiritual. Quando a egrégora se reúne invocamos os espíritos de Luz para nos ajudarem. Invocamos Wakan Tanka, o Grande Mistério, Tankashila, o Grande Espírito e a Mulher Novilha do Búfalo Branco como a Grande Mãe. Pedimos a cura para os parentes, amigos e todas as nossa relações. Todas as pessoas serão curadas e estarão recebendo ajuda de todos os participantes. Não permitimos que as pessoas se retirem até que todas tenham sido beneficiadas com a sua própria cura, e a dos outros companheiros. Pedimos que tragam tambores, maracas, chanupa ou outros instrumentos que já fazem parte de seus próprios trabalhos de cura.

APURVA: PRIMAVERA EM TODOS OS CORAÇÕES

por ana veet maya

Mano Apurva, sorriso de criança, abraço de urso carinhoso.

Sempre mano, mais que mano de sangue, mano de espírito!

Apurva, cabelo cheio de caracóis, menino do rio, chefe da bateria do Salgueiro, menino da terra, do fogo e do ar.

Apurva irmão, amigo e meu mestre.

Ao lado dele passei momentos de pura aprendizagem aqui nesta Terra.

Ele quem me iniciou no Osho Reiki.

Foi ele quem trouxe pra minha vida o AYURVEDA e sua esposa, a minha amada mana Ma Prem Ila.

Ele me ensinou várias meditações de Osho...

Foi ele quem trouxe da Índia, diretamente do ashram de Osho, o meu mala sannyasin com o qual ele me batizou como VEET MAYA, indo além da ilusão.

Mano querido, que saudade.

Sei que no espaço de luz que você habita, nesse Ashram divino celestial, você ainda nos ensina, porque sempre foi luz a se derramar sobre todas as almas que desejam aprender a compartilhar.

Tanto aprendi com você sobre o amor total, o amor que apenas doa e nada espera, o amor que apenas compartilha, sem ansiedade, sem expectativa.

Querido Apurva, meu mestre, meu mano, muito obrigada por estar na minha vida e por fazer-me um ser humano melhor.

Obrigada por aparecer pra mim assim de repente, em forma de Mantra, neste sábado dia 21 de setembro, que marca o início de mais uma primavera.

Namastê, querido Apurva.

Que haja neste instante, PRIMAVERA EM TODOS OS CORAÇÕES!

7 September 2013

A VIDA É BELA

por Ana Veet Maya

Naquele momento em que você se sentir um peixe completamente fora da água, aproveite e silencie.
Vá pra dentro!

Separe o que é seu de verdade, daquilo que você carrega apenas como herança de seus pais, de sua cultura e da sociedade a qual pertence.

Separe o joio do trigo.
Fique consciente! Chega de fantasias!
A mente, mente!

Dê valor ao que importa.
O "estar" é passageiro...
O "ser" é nossa essência.

A mudança é necessária para nosso crescimento e a vida é movimento.
Deixe-se levar pela dança do aqui-agora.
Aceite o ritmo e dance conforme a música! Aproveite pra aprender!
Desacelere.
Acelere.
Encontre o seu próprio ritmo.
Não se deixe escravizar.
Não se acorrente.
Você já é livre!
Respire.
Abras suas asas, seus olhos, seu peito.
Tudo já é PERFEITO do jeito que é.
Valorize!
Sinta a leve brisa que beija teu rosto.
Fique feliz coim o céu azul que te inspira e protege. Agora.
É a existência te acarinhando.
O Mestre habita em nós.
Confie!
A vida é bela.




2 September 2013

PENSAR, FALAR E FAZER

por Ana Veet Maya

Por vidas afora, desde o útero de nossa mãe,  nosso nascimento,  crescimento e até o momento presente, vimos desenvolvendo nossa mente, criando nossos padrões de comportamento, estabelecendo nossas verdades e seguindo o caminho que supostamente escolhemos.

Entretanto, o desenvolvimento da nossa consciência, da nossa maturidade e liberdade enquanto indivíduos estão atrelados à história do Universo e da humanidade, do continente ao qual pertencemos, da história e da cultura do país em que nascemos, da cidade onde estabelecemos residência, da rua onde fica nossa moradia, à cultura a qual fomos inseridos, à história e hábitos da família a qual pertencemos, à inteligência e habilidades sociais e emocionais que desenvolvemos através da educação a qual fomos submetidos, às crenças que desenvolvemos ou que herdamos e às supostas verdades que igualmente aprendemos e/ou herdamos e depois, tomamos como nossas próprias verdades...
E concordando, discordando, somando, subtraindo, multiplicando, dividindo e compartilhando, nós estamos no Todo e o Todo está em nós

Nossa mente funciona sem parar. E ela, mente...

Julgamos o tempo inteiro e nos guiamos pelos padrões de conduta que igualmente aprendemos e herdamos.

Você pensa e se julga certo. Aí age, conforme seu julgamento...

Você pode afirmar que é dono da verdade?

Você pode afirmar que é o único certo?
Tem certeza disso?

Muitos afirmam falar o que pensam.
Muitos pensam e nada falam.
Muitos falam o que não pensam.
Muitos parecem falar e falam sem nada pensar e refletir...

Entre pensar, falar e fazer há uma grande distância.

É a meditação, o silenciar da mente, que irá nos colocar no prumo, nos tirar do vício do pensamento ilusório, do maya...

Quando silenciamos a mente, acabam nossos julgamentos.

Silenciando a mente, aquietamos nossos desejos, eliminamos nossas expectativas e nos abrimos pra alegria do aqui-agora.

Silenciando a mente através da meditação, nos desprendemos do passado, não mais tememos o futuro e valorizamos a vida como ela é e cada minuto vivido se torna uma eterna ação de graças.

Tudo ganha significado e o azul é mais azul, quando estamos em paz.

Estar em paz significa estar livre.

E só somos livres, quando somos conscientes da nossa essência e nos aceitamos exatamente como somos, sem nada esperar do outro e da vida.

Tudo já está certo do jeito que está e a vida já é maravilhosa por si só.

Vamos relaxar nossa mente cansada em profunda meditação.

Eu creio em Deus, todo poderoso, que me criou à sua imagem.

O Mestre habita em mim e que como Ele é perfeito, a perfeição habita em mim também.

Eu acredito na humanidade, no bem, no belo e no bom.

Que a nossa fala não seja apenas mais uma reprodução de falas aprendidas e falas do passado...

Que haja integração entre o pensar e o falar, para que o fazer seja somente puro e natural.

Namastê.